«Que diferente é fazer a mala antes de começar uma viagem do que quando é preciso regressar!»

A voz da contracapa

Lenço, coração, ação!

«Encontrei-te nas Páginas de um Livro» é a voz da contracapa sugerida por Joana Leitão, colaboradora regular do Desculpas para ler.

Uma história diferente, pesadamente apaixonada e muito emocional. Um livro que não repousa numa mesa muitos dias. Dada a sua originalidade e enredo, os nossos olhos precisam do encontro com essas páginas até sentir o último parágrafo. Um encontro inesperado num evento emocional, mudou a vida de duas pessoas para sempre.

“Que diferente é fazer a mala antes de começar uma viagem do que quando é preciso regressar! À ida devemos escolher entre todos os nossos pertences. Entre o que temos arrastado durante toda a vida, os que acumulámos, os que nos são úteis, os que não são e os que nem sabíamos que tínhamos… De entre toda a roupa, esta. E de entre os óculos e os relógios, estes. E as pomadas, quais levamos? De entre todos os livros, um. Escolher precisamente, um, este, é injusto para os outros autores e histórias que terão de continuar à espera na estante até que chegue a sua vez… À hora do regresso, nada. Preparar a mala é como um espirro. O inventário é rápido; ao meio-dia expulsam-nos. Certifica-mo-nos de que não esquecemos de nada na casa de banho, no armário do quarto ou numas gavetas que há em cima do mini bar: sempre que as abrimos, sentimos um forte cheiro a madeira, como se ninguém as tivesse aberto durante séculos. Pegamos no pijama que está entre os lençóis, metemos tudo na mala, atabalhoadamente, e vamos para casa. As recordações não se metem na mala nem se facturam. E os larápios dos aeroportos não podem ficar com elas.”

Um romance com respirações ofegantes e batimentos cardíacos relaxantes, de ir às lágrimas e de sorrisos inesquecíveis, de confortos e inseguranças.
“Os degraus, desiguais, não acolhiam bem os passos. Ou faziam escorregar ou eram demasiado estreitos ou demasiado altos, mas não havia dois iguais. Os anos e o desgaste tinham-nos convertido em traidores, dos que falham quando menos se espera.” Uma história que mistura rotinas monótonas do quotidiano e momentos únicos e marcantes, daqueles que nos fazem o coração sair pela boca ao recordá-los.

“Da rua podia parecer um restaurante qualquer. Contudo, assim que se atravessava a porta giratória, entrava-se num paraíso de cheiros e de ruídos, amplificado pelos enormes espelhos que havia em todas as paredes. Jean-Pierre, que deixou o cachimbo descansar no bolso do blazer, quis que Paulina fosse a primeira a entrar. Por galanteria, mas, sobretudo, para não lhe tapar a vista quando desse a primeira olhadela. O chão era um tabuleiro de xadrez com quadrados grandes e reluzentes…

dividimos um bife à Chateaubriand com molho bearnês?

eu não vou comer muito, mas acho ótimo. Não tenho muito apetite. Paulina sentia os nervos no estômago.”

Deixo apenas um alerta: se for sensível acompanhe-se de um lenço, para que as suas lágrimas não derretam as páginas deste livro que merece um lugar eterno na prateleira.

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