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Papa Livros – O que andámos a ler em Setembro 2020?

A beleza daquele filme fustigou-me e deixou-me marcas ainda hoje visíveis. A deficiência tem de ser erótica, ou especial, para ter direito a uma vida, feita de pianos afundados e bandas sonoras majestosas. Talvez num outro tipo de sociedade os meus pais tivessem outros poderes. Ainda que o verdadeiro poder que lhes interessa seja só um: ter pena dos outros. Os deficientes são um fim ou um instrumento de compaixão, mas quase nunca são os agentes da empatia.» do livro «Sempre estrangeira», Claudia Durastanti Dom Quixote que conta a história de uma filha de pai e mãe surdos. Livro incómodo e comovente sobre «a educação sentimental contemporânea, desorientada pelo passado e pela consciência das diferenças físicas, distinções sociais e pela pertença a um lugar.» Aproximei-me deste livro, em virtude um projecto que estou a desenvolver e porque sempre questionei as potenciais dificuldades e desafios de pessoas com deficiência, em especial os surdos. Será que todas as palavras existem na língua gestual? Os dialectos? Como ao assistirmos um filme, percebemos algumas emoções habitualmente assinaladas pela banda sonora ou por sons? Em que língua sonham?

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