A voz da contracapa,  Já é Natal

Já é Natal na Arquivo em Leiria!

Leiria surge-nos pela mão da Livraria Arquivo onde há cheiro, há liberdade, há descoberta, há silêncio, há aconselhamento, há novidades, há clássicos, há partilha, há café e esplanada, há ar livre, há vozes, há conversa, há a oferta de um momento de calma na correria atabalhoada da rotina.

Para os bebés que já querem ler

Oh Não, Sebastião! | Chris Haughton |Orfeu Mini

O Sebastião prometeu ao Raul que se ia portar bem. Aliás, lindamente! Mas não é fácil ser sempre bem-comportado. Nesta hilariante história do autor/ilustrador Chris Haughton, acompanhamos com expectativa o dia do Sebastião e as suas várias tentativas de resistir ao delicioso bolo de chocolate, ao Gato atrevido e a tantas outras coisas que impedem um cão de se portar bem.

Para meninos e meninas que querem ter opinião

Para que serve? | José Maria Vieira Mendes e Madalena Matoso | Planeta Tangerina

Este é um livro que gosta de fazer perguntas. Este é um livro que gosta mais de um mundo com perguntas do que de um mundo com respostas absolutas.
No fundo, este é um livro que gosta de alguma confusão e que faz perguntas porque as perguntas confundem o mundo (e um mundo sem alguma confusão e sem mistérios é um mundo triste e aborrecido).

Em vez de responder às perguntas, este livro faz perguntas às perguntas.
Sobretudo às perguntas que aparecem muitas vezes.
Como é que isso se faz?
E para o que é que isso serve?
Boa(s) pergunta(s).

Para os menores de 18! que acham que ler é para totós

Coisas que acontecem | Inês Barata Raposo e Susa Monteiro | Bruáa

“Dizem que os adolescentes não sabem nada sobre a vida. Por isso, nos casos raros em que sei alguma coisa, faço questão de não dizer a ninguém. Há certos perigos em partilhar pensamentos profundos quando se tem uma colónia de acne acampada na testa – não é por acaso que vos estou a falar em regime de anonimato.”
Coisas que acontecem, o primeiro livro de Inês Barata Raposo, e também o primeiro título da colecção juvenil da Bruaá Editora, é uma história sobre amizade e o fim da amizade na adolescência. Uma obra que o júri do Prémio Branquinho da Fonseca premiou pela sua destreza narrativa, plasticidade da linguagem e por uma inusitada capacidade de usar a ironia e um aprofundado sentido de humor para aludir a alguns dos temas centrais da vida de uma adolescente.

Para a mãe que diz que nunca tem tempo

Flecha |Matilde Campilho |Tinta da China

O lenhador carrega um animal ao ombro, o astronauta leva o fato pendurado no braço esquerdo, a bailarina deixa cair a cabeça sobre o espaldar, um deus afaga a omoplata e ali encontra o resto de um dente de leão. De cada gesto, seja em que época for, surge uma história. As histórias são uma das mais persistentes for­mas de expressão do mundo. Podem ser orais ou podem vir em forma de canção. Podem estar presentes num desenho, numa prece, às vezes podem ser só contadas através de um aceno. As narrativas, mais imaginárias ou menos, nunca param de exis­tir. Enquanto caminham juntos, ou sentados à mesa, os homens e as mulheres sempre foram dados a partilhar experiências atra­vés das histórias. Neste livro estão algumas. São de vários tem­pos e de muitos lugares. Falam de pessoas, de bichos, de objetos e de movimentos que acontecem em volta deles. Aparentemente não estão ligadas entre si. Mas, de alguma maneira, estão: há uma flecha a atravessar todas as histórias, desde o princípio.

Para o pai que diz que sabe tudo

O Tempo Indomado | José Gil | Relógio d´Água
O tempo está a sair cada vez mais aceleradamente dos seus gonzos. As regularidades naturais e culturais foram quebradas pela acção humana. No entanto, esta também sabe domar o caos, por exemplo, quando as regras e convenções se tornam demasiado rígidas e já não deixam respirar. É, de resto, o que faz a arte, criando um «bom» caos, fértil para a criação. E, de maneira geral, os nossos movimentos não verbais, imperceptíveis e fugidios tentam sempre escapar à domesticação do tempo. Mas há um outro caos, destrutivo, letal, como o que nos trouxe a pandemia e como o que se anuncia com as alterações climáticas. Vivemos hoje entre a probabilidade do caos mortífero e a possibilidade mínima de resgatarmos a Terra da morte quase certa. Temos de lidar de outro modo com a própria morte. Entre o tempo indomado e o tempo domável, que vamos fazer? Que poderemos fazer? Que queremos fazer?

Para a tia que suspira natureza

Living in the Countryside | Barbara Stoeltie e René Stoeltie | Taschen

Prados de sonho, o canto dos pássaros e as estrelas no céu da noite… A Taschen celebra os prazeres da vida campestre com uma coleção de residências rurais europeias. Uma recolha pela Suécia, Inglaterra, Holanda, França, Grécia, a Toscana italiana e Mallorca para apresentar as casas de campo mais inspiradoras, selecionadas para este livro pelo seu estilo, caráter e até a sua serenidade.

Para o tio que dá toques na música e no desporto

Futebol ao Sol e à Sombra | Eduardo Galeano | Antígona

De quatro em quatro anos, por altura do Mundial, fechava-se em casa durante um mês e pregava na porta um aviso: «Fechado por motivo de futebol.» Adepto fervoroso, Eduardo Galeano não tinha toque de bola; desastrado com os pés, serviu-se das mãos para fazer uma das mais belas odes à «grande missa pagã», esse espectáculo «capaz de falar tantas línguas e de desencadear paixões universais». Nas suas inconfundíveis vinhetas poéticas e contundentes, entram em campo lendas e mal-amados — de Garrincha a Beckenbauer, de Puskás a Maradona —, bem como episódios infames da modalidade — como o dos jogadores ucranianos que, em plena ocupação nazi, na mira dos fuzileiros, não resistiram à tentação de vencer a equipa alemã. Futebol ao Sol e à Sombra (em edição actualizada por Galeano, pouco antes de morrer, em 2015), enciclopédia emocional do desporto-rei, epopeia das suas origens, mutações e superstições, é também uma aula de história dentro das quatro linhas — um resumo alargado do século XX, passando em revista as vitórias e derrotas da humanidade, o pé-em-riste dos poderosos, os negócios apanhados em fora-de-jogo e a desforra dos povos que lutam pela manutenção.

Para o avô que estuda história enquanto cozinha

A Propósito de Nada | Woody Allen | Edições 70

Neste livro de memórias sincero e muitas vezes hilariante, o célebre realizador, comediante, argumentista e ator oferece uma visão tão abrangente quanto pessoal da sua tumultuada vida. Começando pela infância em Brooklyn, Woody Allen relata os dias difíceis no stand-up, antes de alcançar reconhecimento e sucesso.

Para a avó que está sempre informada

FactFulness | Hans Rosling | Temas & Debates

Quando fazemos perguntas simples acerca de tendências globais – qual a percentagem da população mundial que vive na pobreza; qual a razão pela qual a população mundial está a aumentar; quantas raparigas completam os estudos – obtemos respostas sistematicamente erradas. Tão erradas que um chimpanzé que escolhesse as respostas ao acaso faria melhor do que professores, jornalistas, investidores e laureados com o Prémio Nobel.
Neste livro, o professor de Saúde Internacional e fenómeno global das conferências TED, Hans Rosling – juntamente com os seus colaboradores de longa data, Anna e Ola -, propõe uma nova explicação radical da razão pela qual aquilo acontece.
Revelam os dez instintos que distorcem a nossa perspetiva – desde a nossa tendência para dividirmos o mundo em dois campos (em geral, uma versão do «nós e eles») até à forma como consumimos os média (onde domina o medo) e como percecionamos o progresso (acreditando que a maior parte das coisas está a piorar).
O nosso problema é não sabermos o que não sabemos, e mesmo as nossas conjeturas são determinadas por preconceitos inconscientes e previsíveis.
Afinal de contas, o mundo, com todas as suas imperfeições, está em muito melhor estado do que aquilo que poderíamos pensar. Isso não significa que não existam preocupações reais. Mas, quando nos preocupamos com tudo a todo o momento, em vez de adotarmos uma visão do mundo baseada em factos, podemos perder a nossa capacidade para nos focarmos nas coisas que mais nos ameaçam.

Para a amiga que está sempre a planear a próxima viagem

Regresso a Casa | José Luís Peixoto | Quetzal

Intimidade, confissões, família, memória e pacificação: assim é o novo livro de poemas de José Luís Peixoto.

O novo livro de José Luís Peixoto fala-nos das quatro paredes de uma casa – e de todas as suas recordações em tempo de pandemia. Evoca a solidão, o isolamento, as portas fechadas, mas também a solidariedade das recordações: a mãe, o pai, os aromas, a família, a aldeia, o amor. Há espaço para a recordação da infância como para a peregrinação pelo mundo inteiro, como um Ulisses em viagem perpétua, rodeado de objetos próximos e voltado para dentro, para o lugar onde se regressa sempre: a casa.

«As estantes são ruas. Os livros são casas onde podemos entrar ou que podemos imaginar a partir de fora. Há livros que visitámos e há livros onde vivemos durante certas idades, conhecemos cada uma das suas divisões, trancámo-nos por dentro.
Fomos jovens durante tantos capítulos mas, de repente, um dia, apercebemo-nos de que restavam cada vez menos páginas entre o polegar e o indicador.»

Para o amigo pinga amor e aventureiro

Balada para Sophie | Filipe Melo e Juan Cavia | Tinta da China

A MAIS AMBICIOSA, ÍNTIMA E COMOVENTE NOVELA GRÁFICA DA MULTIPREMIADA DUPLA FILIPE MELO E JUAN CAVIA.

Cressy-la-Valoise, 1933 Dois jovens pianistas, nascidos numa pequena vila francesa, cruzam-se num concurso local. Julien Dubois, o herdeiro privilegiado de uma família rica, e François Samson, o invisível filho do responsável pela limpeza do teatro. Nessa noite, um deles venceu. Cressy-la-Valoise, 1997 Uma enorme mansão é abalada pela inesperada visita de uma jornalista. Numa nuvem de cigarros e memórias, algures entre a realidade e a fantasia, Julien vai compondo, como numa partitura, uma história sobre o preço do sucesso, rivalidade, redenção e pianos voadores. Afinal, algum deles alguma vez terá vencido? E haverá ainda alguma música por tocar?

«Filipe Melo e Juan Cavia formam aquela que é provavelmente a mais talentosa e produtiva dupla da Banda Desenhada portuguesa recente.»
José Mário Silva – Expresso

Para o amigo secreto que nunca sabemos se não seremos nós.

Dias e Dias | Adília Lopes | Assírio & Alvim

Mais do que a experiência de um confinamento entre quatro paredes, em Dias e Dias, Adília Lopes constrói um diálogo entre as memórias, presentes e passadas, dos objetos, das divisões da casa e as ruas, as flores e os edifícios que povoam estas páginas de reflexão: «Vem aí a macacoa, a miséria? Por enquanto aqui ainda tenho paz.»


Livraria Arquivo (texto retirado do «Sobre» na página de Facebook

«SEMPRE FOI ASSIM E SEMPRE ASSIM HÁ-DE SER A Terra gira sobre ela própria e à volta do Sol. Sempre foi assim e sempre assim há-de ser. Crescemos a pensar na imutabilidade das coisas. Aprendemos a gostar das coisas que sempre ali estiveram e daquela forma. O tempo fez-nos apaixonar pelo que não se altera, pelo que se mantém estável, pelo que não nos atraiçoa. Sentimo-nos seguros com o que conhecemos. A globalização e os grandes centros de distribuição, iguais em todo lado, vieram mudar um pouco este paradigma. Os mesmo locais com os mesmo produtos, em diferentes sítios do mundo. Tanto importa comprar aqui como lá. Mas é impessoal. Frio. No entanto há resistência. Há coisas que nunca mudam, ou se mudam, é numa adaptação ao prazer que já antes se transmitia. Gosto de entrar numa livraria e poder cheirar o papel dos novos livros. Gosto de poder observá-los, folheá-los, lê-los, pegar-lhes. Gosto de ter liberdade de escolha, de poder ver para além das tabelas de vendas e das modas e das tendências. Gosto da calma e do silêncio. Do respeito. De falar com quem sabe, de um conselho, de uma procura. De encontrar um clássico, uma novidade, um fundo de catálogo. Gosto de experimentar novas leituras que venham ao meu encontro. Gosto de partilhar descobertas. Gosto de poder beber um café a ler um jornal, a folhear uma revista, a ler uma badana. De ouvir a conversa do lado acerca de um livro, um autor, uma ideia, uma forma. Gosto de sentir que por mais que lá fora o trânsito se agigante, as pessoas se apressem e a vida corra desenfreada, aqui dentro, nesta livraria, o tempo corre para mim, suave, permitindo-me aceder aos meus prazeres. Com calma. Com vontade. Pelo menos enquanto a Terra gira à volta dela própria e à volta do Sol. Como sempre foi e sempre será. Alexandra Vieira, Livraria Arquivo, Leiria»

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