A voz da contracapa,  Bastidores da leitura

Porque oiço audiolivros?

Leio desde que me lembro. Sempre fui uma leitora ávida e adoro mergulhar numa boa história, quer seja de não ficção ou de ficção.

Também desde cedo estive exposta a muitas tecnologias, até por razões profissionais e sempre quis experimentar as novidades. Tenho um ebook Reader há mais de uma década e experimentei ouvir livros narrados há quatro anos através de uma aplicação que instalei no meu telemóvel e que nunca mais larguei.

Confesso que a minha primeira experiência não foi muito fluída.

Descobri o serviço da Audible, entretanto adquirida pelo gigante Amazon. O primeiro livro era gratuito e fiquei semi convencida. Recordo-me que o livro era «A espia» de Paulo Coelho, narrado em português do Brasil. Gostei da experiência e decidi subscrever o serviço da Audible. Mensalmente pago um valor e tenho direito a um livro à minha escolha que inclui qualquer novidade.

A coleção tem milhares de obras em vários idiomas. Ainda tem poucos livros em português de Portugal, e os que existem são os clássicos portugueses.

Como diria o nosso querido Fernando Pessoa, “Primeiro estranha-se depois entranha-se”.

Rapidamente comecei a ouvir obras no idioma original e a estar atenta às pequenas subtilezas da narração. As pausas, o tom de voz que se altera conforme o desenrolar da história, os sotaques das personagens que nos fazem viver mais intensamente a história e lhe conferem maior veracidade.

Apaixonei-me por esta nova forma de “ler”. E comecei mesmo a selecionar alguns livros com um critério que nem antes imaginaria que seria um critério válido: o narrador. Confesso, que faz toda a diferença e dei por mim a pesquisar mais livros narrados por aquela voz que tanta verdade e emoção transmitia.

A cereja no topo do bolo acontece nas obras em que o narrador é o próprio autor. Só este sabe a intensidade das palavras no momento certo. É maravilhoso, como se este nos estivesse a contar uma história naquele momento.

Foi assim com o “Becoming” da Michelle Obama, um livro de memórias intimista, que contado pela própria teve outro impacto. Foram 19 horas de áudio livros sempre interessantes.

Também já experimentei a app Kobo books, para ouvir os audiolivros (audiobooks). A oferta em português de Portugal também aqui é escassa. Recordo-me particularmente do livro «Margarida Espantada», narrado pelo próprio autor, Rodrigo Guedes de Carvalho, que dispensa apresentações. Que narração maravilhosa!

Mas não pensem que deixei de ler livros em papel, pelo contrário. Simplesmente oiço audiolivros quando me é impossível estar a segurar num livro e posso compatibilizar a atividade do momento com um livro: quando faço uma caminhada, cozinho, ando de carro ou em qualquer tempo morto nas minhas deslocações.

Há quem entenda o audiolivro como uma batota à leitura. Um conselho, atrevam-se a experimentar. Os livros são muitas vezes mais baratos do que em papel. São convenientes, relaxantes e transmitem a essência do sentido que o autor lhes quer dar transmitidas por grandes contadores de histórias que são os narradores e no final, conseguimos ler mais.

Serviços com audiolivros:

  • Audible é o que tem o maior catálogo de Audiobooks
  • Kobo.com tem algumas obras em português
  • Audiobooks.com 
  • Apple Books.
  • Google Play Books
  • Scribd
  • Downpour
  • Chirp.
  • Librivox.

Assinado por Rita Azevedo Pires.

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