Energia em forma de clube!
«Preciso de livros e cadernos para respirar. Ler e escrever faz parte do meu dia, se não o fizer, não o aproveita em pleno. Estou sempre a anotar: um poema ou ideia para mais um conto». Quem o diz, é Joana Aires Pereira Leitão, 45 anos, casada e com duas filhas, apaixonada pelas palavras e pela cor de uma boa história.
Joana dedica-se à escrita e à leitura e convida-nos a espreitar os diferentes encontros de leitura que a cidade de Lisboa oferece e que são a energia para quem precisa da beleza das palavras para se sentir completo.
Ocorre na primeira quarta feira do mês, na Biblioteca Camões, na Baixa de Lisboa e tem a duração 1h30 (18h30 – 20h00). Qualquer pessoa é livre de se juntar.
Cada dia tem um tema e são lidos trechos de livros que melhor retratam a ideia que se está a explorar. Como o nome indica, vamos ler. O convite é feito a todos os participantes: cada um lê uma parte pré-definida de um livro existente na biblioteca ou escolhido pela moderadora (Cristina ou Conceição) ou melhor ainda, seleccionado por nós – levando de nossa casa.
No final de cada leitura, comentamos, se quisermos, com a nossa opinião. Somos livres de ler ou não, comentar ou não, podemos apenas estar presentes no círculo de cadeiras mesmo não lendo, se assim o preferirmos.
O espaço está aberto gratuitamente a todas as idades. Ultimamente tenho até levado as minhas filhas (9 e 13 anos), não só é bom para elas como também os restantes participantes, que já vou conhecendo, se alegram com a presença juvenil. Não gosto de falhar nenhuma sessão, adoro ler e estes encontros são inspiradores, são o meu momento. O momento em que reencontro caras conhecidas, o momento em que relembro ou tenho o primeiro contacto com escritores, poetas, textos ou prosas. Estas quartas estão para mim como a eletricidade para uma lâmpada.

Decorre no átrio do Teatro Nacional D. Maria II, na primeira terça feira de cada mês e tem a duração de 1h (19h – 20h). Cada encontro vive da presença de um poeta convidado. Com moderação de Teresa Coutinho, diversos atores, incluindo a moderadora, lêem poemas do presente poeta, seguindo-se uma entrevista e questões da plateia.
Ouvir poemas afasta-nos do mundo real, transportando-nos para um planeta em que está tudo bem, mais triste ou eufórico fazendo jus às palavras poéticas, mas onde se respira ritmo e pensamento calmo. A presença do poeta realça a magia do momento, ao podermos ouvir a sua voz e não só evocar os seus escritos. Ao podermos questionar porquê e não só imaginarmos ou supormos. Estes finais de tarde iluminam as minhas semanas e inspiram-me em diferentes atitudes e desafios.
É fantástico descobrirmos poetas e poemas, explorarmos métricas e histórias.
Em tempos de quarentena, a sessão faz-se, sem poeta vivo, mas ouvindo, em direto no Instagram, todas as terças das 17h às 19h, poetas vivos ou mortos, declamados pelos nossos conceituados atores incluindo a maravilhosa Teresa. Quem quiser é livre de intervir no final da sessão, lendo um poema. Essa tarde, só por existir, já fez valer a pena “ficar em casa”.
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2 Comments
Mafalda Leitão
Hoje foste tu uma desculpa para eu ler!
Obrigada!
Desculpas para ler
Gostamos muito de contar com a colaboração da Joana. Todos os dias, o desculpas para ler oferece rubricas diárias e variadas para ter sempre uma boa desculpa. Até breve!