A voz da contracapa,  Livro de cabeceira

Técnica de radiologia conta na 1ª pessoa o livro que tem à cabeceira. Conheça a Anabela.

Na frente da luta contra o Covid-19, falámos com Anabela, técnica de radiologia que encontra na leitura um sinal de esperança.

À cabeceira 

Na minha mesa de cabeceira tenho o livro que acabei de ler antes desta pandemia começar. É um livro lindo, transmite a ideia de que, no meio do caos e da miséria, existe esperança, tudo o que precisamos agora, nesta guerra invisível.

Baseado numa história real, este livro retrata um ambiente de medo mas também um amor à primeira vista, que nasce em pleno cenário de terror. É o amor de Lale pela jovem Gita. Determinado a sobreviver e a conquistar o amor de Gita, tudo faz para o conseguir, abraçando sonhos de um futuro a dois para quando a Guerra terminar.

Neste momento, penso nas pessoas, tantas, que quero abraçar, quando esta “guerra” terminar, vou chorar de alegria enquanto abraço os meus. Vou chorar de esperança quando abraçar as pessoas que conheci nos  Covidiários e as quais me conhecem apenas através da voz e da cor dos olhos. Engraçado, talvez por isso, faço questão de me apresentar sempre que entro no quarto de um doente: “Olá, eu sou a Técnica Anabela”.
Tem cerca de 250 páginas, mas lê-se em dois dias. O Tatuador de Auschwitz tem uma narrativa que cativa. E tem uma história real – para mim, está perfeito.

Livros baseados em histórias reais

Privilegio os livros baseados na realidade como o livro “Queimada viva”, que me marcou para sempre.

Gosto quando o amor e a sobrevivência assumem o protagonismo, sobretudo quando o cenário contrasta com o medo e o terror. Valores como a amizade, a compaixão e o espírito de entreajuda também se destacam nesta história. Porque este é um livro que fala de outros prisioneiros, que não judeus. Fala-nos do drama dos ciganos, que em menor número, a II Guerra encaminhou para campos de concentração.

Fala-nos de ajuda. Da ajuda de pessoas que não estavam nos campos, mas que de uma forma ou de outra contribuíam com pão ou leite, colocando em risco as suas vidas. Mas o ser humano é assim. É ajudar, ainda que nos colocando em risco.
Nós somos estes. ��❤️

Escrito por Anabela, Técnica Superior de Radiologia CHLO Egas Moniz

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