A voz da contracapa,  Já é Natal

Já é Natal na Livraria Fonte de Letras em Évora!

A Livraria Fonte de Letras em Évora conforta-nos na moleza dos dias de inverno e traz as sugestões para este Natal.

Mulheres fora da prateleira | #1

A GUERRA NÃO TEM ROSTO DE MULHER


«“Agora o regime vai ter que me ouvir“, declarou a escritora bielorussa Svetlana Alexievich, em 2015, ao receber o prémio Nobel de Literatura, na Suécia. Cinco anos mais tarde, ela acusa as autoridades bielorrussas de fazerem “uma guerra contra o seu povo”.»
(«A Guerra não tem rosto de mulher», Svetlana Alexievich. Elsinore) 

 «Como continuar a viver se o corpo recorda os golpes, a fome, a sede, o medo e o desprezo? Charlotte Delbo continuou e com essas memórias escreveu livros exigentes como os três que compõem “Auschwitz e Depois”.» («Auschwitz e Depois», Charlotte Delbo. BCF Editora) 

Mulheres fora da prateleira | #2

MULHERES E HOMENS – UM SÓ CORPO, UM SÓ CORAÇÃO.

Camille Paglia é, desde os anos 60, uma das vozes fundamentais do feminismo, da autonomia das mulheres e dos seus combates. Mas é, também, herdeira de uma tradição intelectual de livre-pensamento que a coloca do outro lado da barreira do feminismo atual, que Paglia classifica como «vitoriano», «burguês», «politicamente correto», «puritano» e «estalinista».
Para Camille Paglia, estamos a assistir à regressão a um estádio pré-feminista, onde uma excessiva proteção às mulheres as desenha como seres frágeis e incapazes de se oporem à violência, à discriminação e às adversidades. Este livro reúne os seus melhores ensaios sobre estes assuntos.
Os temas vão desde a exigência de oportunidades iguais para as mulheres até ao elogio a Madonna como verdadeira feminista, desde a crítica ao conformismo na universidade até à busca de um padrão de beleza mais exigente (que vá além da busca da juventude pela «etnologia plástica»), louvando a força libertadora do rock‘n’roll, exigindo liberdade de expressão e sem restrições nas universidades e na imprensa, cada vez mais proibicionistas.
Estes ensaios são uma leitura essencial que afirma o poder de mulheres e de homens livres — e do que podem realizar juntos.


Mulheres e homens têm os mesmos direitos. No entanto, olhamos em volta e percebemos que nem sempre as mulheres desfrutam dos mesmos privilégios que os homens. Algumas governam países mas são poucas as que hoje ocupam os lugares de maior responsabilidade.
Como combater os abusos e conquistar um mundo igualitário?


Mulheres fora da prateleira | #3

ELOGIO DA BICICLETA: «Vou dizer o que eu penso sobre as bicicletas. Eu acho que elas fizeram mais pela emancipação das mulheres do que qualquer outra coisa do mundo.» (Susan Brownell Anthony)

No início do século XX a Inglaterra ainda não permitia o voto feminino, mas a luta pelo sufrágio era intensa. Para levar os seus ideais mais longe, Alice Hawkins pedalou por toda a região de Leicester. A bicicleta deixou de ser uma ferramenta para ser um símbolo de resistência e transformação. até mesmo na moda, pois era muito difícil pedalar com tantas saias e saiotes…

«A primeira pedalada é a aquisição de uma nova autonomia, é a bela escapada, a liberdade palpável, o movimento na ponta dos pés, quando a máquina responde ao desejo do corpo e quase o antecipa.(…)»

MODA E FEMINISMO EM POTUGAL, de Cristina L. Duarte.

Podemos imaginar um mundo em que as exigências dos ciclistas fizessem vergar os poderes políticos.»

Diz-me o que vestes, dir-te-ei quem és. A moda como fenómeno social e laboratório dos géneros.

«Este trabalho tem como objectivo analisar sociologicamente o fenómeno da moda: identificar os valores associados ao vestuário, as representações de si e a socialização, bem como a ruptura e/ou continuidade, expressas pelos modos e maneiras de vestir, e o poder inerentes a certos itens de roupa, que podem significar também opressão, constrangimento ou insegurança. Ao falarmos sobre mulheres, roupa e sociedade, lançamos um novo debate sobre feminismos, e identificamos o poder dado pelo vestir ao longo de momentos-chave da mudança social e política do século XX. Na nossa abordagem, a sociedade portuguesa surge retratada pela voz de 23 mulheres, participantes em três momentos principais: durante o Estado Novo, 25 de Abril e após 1974.»

Mulheres fora da prateleira | #4

A MULHER: DE OBJETO ARTÍSTICO A ARTISTA.

“Os homens atuam e as mulheres aparecem”. Os homens olham as mulheres. As mulheres vêem-se olhadas. Isso determina não só a maioria das relações entre homens e mulheres, mas ainda a relação entre elas. O fiscal que existe dentro da mulher é masculino: a fiscalizada, feminino. Desse modo, ela vira um objeto – e mais particularmente um objeto de visão: um panorama. (BERGER, J.)

Mulheres fora da prateleira | #5

HOMENS COM M GRANDE

Escritoras que recorreram a pseudónimos masculinos para garantirem paridade no reconhecimento da sua escrita:

Marguerite Vallette-Eymery = Rachilde.

Mary Ann Evans = George Eliot.

As irmãs Brontë, Charlotte, Emily e Anne,  publicaram os seus livros com os respectivos pseudónimos Currer, Ellis e Acton Bell.  

E Jane Austen publicou “Orgulho e Preconceito”, assinado deste modo: “Um romance. Em três partes. Escrito por uma dama.”

Livros:

Mulheres fora da prateleira é uma vontade conjunta da livraria Fonte de Letras e do Núcleo Feminista de Évora!

Livraria Fonte de Letras (texto retirado da página da internet da Livraria)

Diz o provérbio que setembro, ou seca as fontes ou leva as pontes, e dizemos nós que enquanto houver leitores como tu a Fonte (de Letras) não secará nunca e as pontes serão cada vez mais, para nos unir. 

Também diz a voz do povo que em setembro planta, colhe e cava, que é mês para tudo. Pois, semeamos vontades, plantamos desejos e colhemos livros que nos alimentam.

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