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Pobrezas várias…

A erradicação da pobreza é um dos objectivos de desenvolvimento sustentável 2030 definidos pelas Nações Unidas. Vivemos tempos incertos e hoje, olhar o outro, olhar pelos outros é um dever e uma exigência de viver em comunidade. A pandemia veio destacar a importância do papel individual como contribuição para o bem comum.

Em conjunto com Grandes Histórias Mãos Pequenas, propomos uma reflexão sobre a pobreza. Há a pobreza relacionada com a escassez de produtos e recursos e há a pobreza de espírito, de valores, de princípios, dizem alguns. Tendo isto em mente, preparámos algumas sugestões que podem basear a vossa conversa em casa de que é isto da Pobreza.

Allumette veste-se de farrapos, faça frio ou calor. Não tem casa, nem pais, nem comida na mesa. Só mesmo os restos que encontra nos caixotes do lixo. Em busca de algo melhor, deambula pela cidade numa tentativa vã de vender fósforos. Quando o Natal chega à cidade, a música ecoa no ar, e as pessoas passam felizes, embrulhadas em roupas de lã sem repararem na menina que vende fósforos.

Allumette acende uma fogueira com o último fósforo. No início, o calor sabe-lhe bem. Só que o silêncio é interrompido pelas sirenes, e a menina foge, desesperada, acabando por usar as forças que lhe restam para pedir um desejo.

Do céu, cai um bolo. Depois um peru. E seguem-se relâmpagos e uma chuva de tudo o que se pode imaginar. Allumette deixa de ser invisível aos olhos da multidão. Surgem velhos e doentes, desempregados e deprimidos. Mas também os ricos estão de olhos postos em Allumette. Será um milagre? Ninguém sabe. Mas, “tudo o que importa – diria ela –, é o bem que resulta de tudo isto”.

Esta é a história que Tomi Ungerer nos conta sobre a pobreza e que nos convida a refletir sobre a desumanização e, ao mesmo tempo, sobre a esperança na humanidade.

A Mafalda do Quino fala-nos sobre a importância do conhecimento, da sabedoria e sobretudo, o sentido de comunidade, de justiça e a sua preocupação com o mundo que nos rodeia.

Para nos assumirmos cada vez mais como uma Geração ODS (objectivos de desenvolvimento sustentável), a Mapa das Ideias preparou um caderno que agrega informação para implementação de multicanais comunicativos eficientes e inovadores, encorajando os cidadãos para a adoção de comportamentos ODS no seu dia-a-dia e, assim, reforçarem a sua ação em prol da justiça social global e contribuir para a promoção da Agenda 2030. Passem pela página e vejam os materiais que preparam e que permitem sermos uma voz desde hoje. Ou seja, apela ao sentido prático e permite perceber o que podemos fazer já hoje.

Como refere a contracapa deste novo livro da jornalista e escritora, Helena Sacadura Cabral: «Da amizade à esperança, da gratidão à fé, passando pela paciência e pela justiça… São muitos os pequenos prazeres que nos preenchem os dias, mas são preciosos e necessários os valores que guiam a nossa ação e nos ajudam a desfrutar plenamente do nosso tempo connosco e com os outros.» Helena elabora sobre os valores, o seu conceito e sentido e sobretudo, como alguns se têm transformado.

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