A voz da contracapa,  Já é Natal

Já é Natal na Tantos Livros Livreiros

Para quem vive ou trabalha no centro Lisboa, a localização da Tantos Livros Livreiros recorda a livraria Europa América, a antiga editora dos livros de bolso. Hoje, a Tantos Livros Livreiros no mesmo espaço, agora recuperado, pretende ser um espaço cultural, impulsionador da movida lisboeta, no qual o livro é apenas um (grande) pretexto para uma boa conversa.

Ao entrarmos, ficamos rendidos com a decoração acolhedora e com uma frase de Almada Negreiros que reflecte o que acontece a quem é invadido pelo “bichinho da leitura.”

«Contra Mim», Valter Hugo Mãe

Caso queira o livro autografado, pode fazer a sua reserva até dia 2 de dezembro, nas nossas livrarias e recebe o exemplar autografado pelo autor.

Sinopse: «Estamos sempre à procura das nossas grandes crianças. Essas que começámos por ser e que se tornam paulatinamente inacessíveis, como irreais e até proibidas. Crianças que caducaram, partiram, tantas por ofensa, tantas apenas por esquecimento.»

Na vida de alguns escritores tudo parece conspirar para a inevitabilidade da escrita. Cada detalhe, por mais errático ou disfarçado de desimportante, já é a construção do fascínio pelo texto, algo que se confunde com a sobrevivência, com toda a dificuldade e alegria.
Valter Hugo Mãe, num “ano introspectivo”, como diz, regressa com a história da sua própria infância e a magia profunda de crescer fazendo das palavras alimento, companhia, lugar, espera ou bocados de Deus.
Este livro é uma criança às páginas. Um escritor em menino.  

«Felicidade», João Tordo

Sinopse: «Lisboa, 1973 Nas vésperas da revolução, um rapaz de dezassete anos, filho de um pai conservador e de uma mãe liberal, cai de amores por Felicidade, colega de escola e uma de três gémeas idênticas. As irmãs Kopejka são a grande atracção do liceu: bonitas, seguras, determinadas, são fonte de desejos e fantasias inalcançáveis.

Respira-se mudança – a Europa a libertar-se das suas ditaduras e Portugal a despedir-se da velha ordem – e vive-se a promessa da liberdade, com todos os seus riscos e encantos. É neste tempo e neste mundo, indeciso entre tradição e modernidade, que o nosso narrador cai num abismo pessoal.

A primeira noite de amor com Felicidade acaba de forma trágica, e o jovem vê-se enredado na malha inescapável das trigêmeas Kopejka, três Fúrias que não tem poderes para controlar. À semelhança de uma tragédia grega, o herói encontra-se subjugado por forças indomáveis, preso entre dois mundos.

Felicidade é uma história de amor e assombração nas décadas que transformaram Portugal. Um romance enfeitiçante, repleto de ironia e humor, de remorso e melancolia, em que João Tordo aborda os temas do amor e da morte, e das pulsões humanas que os unem.» 

«Sentir e saber», António Damásio 

Nas últimas décadas, numerosos filósofos e cientistas cognitivos têm debatido a consciência como se fosse uma questão à parte, dando-lhe um estatuto especial, o de problema único, não apenas difícil de investigar mas insolúvel. Porém, António Damásio está convencido de que as mais recentes descobertas da Neurobiologia, da Psicologia e da Inteligência Artificial nos facultam as ferramentas necessárias para solucionar este mistério. Em 49 breves capítulos, o autor ajuda-nos a compreender a relação entre a consciência e a mente; porque estar consciente não é o mesmo que estar acordado e não precisa de mente; o papel fundamental dos sentimentos; e a relação entre o cérebro biológico e o desenvolvimento da consciência.

António Damásio não realiza apenas uma síntese entre as descobertas de várias ciências e as perspectivas da filosofia: apresenta a sua própria e original investigação, que tem transformado o entendimento do cérebro e do comportamento humanos  

«O corpo é que Paga», Pedro Strecht

Numa época de obsessão com a imagem, como podemos ajudar os nossos filhos a fazerem as pazes com o seu corpo quando este não corresponde aos cânones estabelecidos pela ditadura das redes sociais?
Vivemos numa era em que a imagem é tudo e a padronização da beleza física assume um peso cada vez mais excessivo. Livros sobre dietas são os mais vendidos e aumenta a procura de cirurgias estéticas. O corpo passou a ser um objeto de culto a ser exposto e exibido em público.

Mas o que acontece quando as crianças e adolescentes veem esse mesmo corpo transformar-se com o crescimento e o convertem numa fonte de angústia? Como explicar o aumento de situações de depressão e ansiedade em idades cada vez mais precoces, ao mesmo tempo que os episódios de automutilação em crianças e jovens se tornam mais frequentes? À medida que se vai crescendo, o corpo torna-se progressivamente um espelho bastante fidedigno de diversas experiências de vida. Em paralelo, constitui uma tela onde a identidade é vincada em marcas como tatuagens, piercings ou alargadores, e as emoções se manifestam literalmente à flor da pele.

Neste novo livro, o pedopsiquiatra Pedro Strecht reflete sobre a relação conflituosa entre o corpo e a mente e o papel da construção da imagem corporal como integrante e modeladora de uma verdadeira identidade emocional. Ao mesmo tempo, aborda também a dor enquanto expressão do mal-estar físico, quase sempre ligada a um fundo emocional.  

Arte 

Sinopse: Este livro destaca-se pela elegância, pelo intenso colorido das suas ilustrações e pelo requinte da sua edição com páginas que se sobrepõem umas às outras e se complementam, recorrendo a cortantes. “Frida” é um percurso pessoal e intimista ao longo dos principais momentos da vida da aclamada artista mexicana, ancorados nos textos poéticos e metafóricos de Sébastien Pérez, onde afloram reflexões e emoções da própria pintora recolhidas no seu diário e correspondência.

Com uma abordagem moderna e transgressora, Benjamin Lacombe recria alguns dos quadros mais célebres entre as mais de 200 telas pintadas por Frida, desde “Raízes” até “O veado ferido”, passando por “Autorretrato com macacos”. Nelas entrelaça elementos de outras obras e figuras iconográficas da cultura mexicana: borboletas, corações, caveiras… dando um grande protagonismo à natureza, à morte, à dor e à maternidade frustrada ou à devoção da pintora por Diego Rivera. De enorme valor simbólico, no belíssimo legado pictórico desta complexa e poliédrica criadora nada foi fruto da improvisação.

Com “Frida”, o leitor fica cativado pelo poderoso olhar da protagonista, que dessa forma o conduz ao longo deste magnífico volume visual, “sensitivo e positivo”, como o descrevem os seus autores  

Infantil 

A britânica Rachel Bright fez um mestrado em Artes Gráficas. Atualmente é ilustradora e uma escritora multipremiada.

Tantos Livros, Livreiros

A Tantos Livros, Livreiros surge como uma resposta à necessidade de um espaço impulsionador de Cultura em Lisboa e Cascais. Apesar de Portugal estar a apostar em inovação tecnológica, não podemos negar que um livro sempre será um livro!

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