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	<title>Paula Santos &#8211; Desculpas para Ler</title>
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	<title>Paula Santos &#8211; Desculpas para Ler</title>
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		<title>A cabeceira da Rainha do Mel</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paula Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2020 21:19:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[A voz da contracapa]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas ao Leitor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No dia da Abelha, pedimos à Maria João Lopes, apicultora, que invadisse as nossas cabeceiras com a doçura do meloso dourado do mel! No dia das Abelhas, a rainha dos livros é a apicultora Maria João Lopes. Uma mulher que aos 40 anos, trocou uma carreira numa multinacional para tornar-se apicultora no Portugal profundo, em Vila de Rei. Aqui começou a produzir mel com características singulares da região. Há quem diga que a By Quintal (marca de Maria João) tem o melhor mel do mundo. De urze, rosmaninho, de pepitas de ouro ou manteiga de mel, o melhor é provar. Porque nós já provámos e somos altamente suspeitos. Um bestseller internacional Na sua mesa de cabeceira, Maria João tem «A História das Abelhas», um livro «ligado à questão pertinente da frágil esperança de sobrevivência das abelhas e consequentemente à extinção da humanidade.» Conta a história de três gerações de apicultores do passado, presente e futuro. A primeira em Inglaterra, 1851. William é um biólogo e comerciante de sementes, que se propõe a construir um novo tipo de colmeia – que lhe dará a ele e aos seus filhos honra e fama. Outra passa-se nos Estados Unidos, 2007. George é um apicultor e trava uma batalha difícil contra a agricultura moderna, mas espera que seu filho possa ser sua salvação. Maria João está também a ler «China, 2098»: «A mão de Tao poliniza manualmente as árvores frutíferas, porque que as abelhas desapareceram há muito tempo do planeta. Quando o filho de Tao é levado prisioneiro pelas autoridades após um trágico acidente e ninguém lhe dá informações sobre o seu paradeiro e condição, ela parte numa longa jornada para descobrir o que lhe aconteceu.» A autora une estas três narrativas muito diferentes, numa história emocionante que trata tanto das relações poderosas entre pais e filhos, quanto da nossa relação com a natureza e a humanidade. Um livro da autora MAJA LUNDE. Um Prémio Nobel Mas há mais. Neste dia das Abelhas, Maria João recomenda: «A Vida das Abelhas» de Maurice Maeterlinck (Prémio Nobel da Literatura 1911). Não é um manual apicultura. É sim, um livro dedicado e indicado para quem quer compreender a dinâmica social de um enxame. É quase de forma poética que o autor aborda as relações entre os indivíduos de uma colmeia. Estabelecendo um paralelismo à sociedade humana ele consegue na sua descrição deste maravilhoso mundo das abelhas, roçar os limites de uma fábula, que no entanto não é mais do que a pura da realidade. Um dos meus favoritos sem dúvida. A história antiga Só mais um destaque. Falando de um autor português, sugiro «Em Nome do Mel» de Marques da Cruz. Este livro relata a história de um dos alimentos mais apreciados e antigos do mundo – o mel. A sua extração, composição, fabricação e as suas diversas utilizações na saúde e na alimentação. Com um amplo receituário entre pratos salgados, doces e bebidas, da história da gastronomia portuguesa, a doce versatilidade do uso do nosso mel, surpreende-nos.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>No dia da Abelha, pedimos à Maria João Lopes, apicultora, que invadisse as nossas cabeceiras com a doçura do meloso dourado do mel!</p>



<p>No dia das Abelhas, a rainha dos livros é a apicultora Maria João Lopes. Uma mulher que aos 40 anos, trocou uma carreira numa multinacional para tornar-se apicultora no Portugal profundo, em Vila de Rei. Aqui começou a produzir mel com características singulares da região. Há quem diga que a <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.facebook.com/byQuintal" target="_blank">By Quintal </a>(marca de Maria João) tem o melhor mel do mundo. De urze, rosmaninho, de pepitas de ouro ou manteiga de mel, o melhor é provar. Porque nós já provámos e somos altamente suspeitos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Um bestseller internacional</h2>



<p>Na sua mesa de cabeceira, Maria João tem <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.wook.pt/livro/a-historia-das-abelhas-maja-lunde/23315962?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank">«<u>A História das Abelhas</u>»</a>, um livro «ligado à questão pertinente da frágil esperança de sobrevivência das abelhas e consequentemente à extinção da humanidade.» </p>



<div class="wp-block-image is-style-rounded"><figure class="alignright size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/05/2-1.png" alt="" class="wp-image-1782" width="305" height="255" srcset="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/05/2-1.png 940w, https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/05/2-1-600x503.png 600w" sizes="(max-width: 305px) 100vw, 305px" /><figcaption>O doce invade a cabeceira de Maria João</figcaption></figure></div>



<p>Conta a história de três gerações de apicultores do passado, presente e futuro. A primeira em Inglaterra, 1851. William é um biólogo e comerciante de sementes, que se propõe a construir um novo tipo de colmeia – que lhe dará a ele e aos seus filhos honra e fama. Outra passa-se nos Estados Unidos, 2007. George é um apicultor e trava uma batalha difícil contra a agricultura moderna, mas espera que seu filho possa ser sua salvação.</p>



<p>Maria João está também a ler «China, 2098»: «A mão de Tao poliniza manualmente as árvores frutíferas, porque que as abelhas desapareceram há muito tempo do planeta. Quando o filho de Tao é levado prisioneiro pelas autoridades após um trágico acidente e ninguém lhe dá informações sobre o seu paradeiro e condição, ela parte numa longa jornada para descobrir o que lhe aconteceu.»</p>



<p>A autora une estas três narrativas muito diferentes, numa história emocionante que trata tanto das relações poderosas entre pais e filhos, quanto da nossa relação com a natureza e a humanidade. Um livro da autora <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.wook.pt/livro/a-historia-das-abelhas-maja-lunde/23315962?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank">MAJA LUNDE</a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Um Prémio Nobel</h2>



<p>Mas há mais. Neste dia das Abelhas, Maria João recomenda: <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.wook.pt/livro/a-vida-das-abelhas-maurice-maeterlinck/13053461?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank">«<u>A Vida das Abelhas</u>»</a> de Maurice Maeterlinck (Prémio Nobel da Literatura 1911). </p>



<p>Não é um manual apicultura. É sim, um livro dedicado e indicado para quem quer compreender a dinâmica social de um enxame. É quase de forma poética que o autor aborda as relações entre os indivíduos de uma colmeia. Estabelecendo um paralelismo à sociedade humana ele consegue na sua descrição deste maravilhoso mundo das abelhas, roçar os limites de uma fábula, que no entanto não é mais do que a pura da realidade. Um dos meus favoritos sem dúvida.<br></p>



<h2 class="wp-block-heading">A história antiga</h2>



<p>Só mais um destaque. Falando de um autor português, sugiro <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.wook.pt/livro/em-nome-do-mel-marques-da-cruz/102141?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank">«Em Nome do Mel»</a> de Marques da Cruz. Este livro relata a história de um dos alimentos mais apreciados e antigos do mundo – o mel. A sua extração, composição, fabricação e as suas diversas utilizações na saúde e na alimentação. Com um amplo receituário entre pratos salgados, doces e bebidas, da história da gastronomia portuguesa, a doce versatilidade do uso do nosso mel, surpreende-nos.</p>



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		<title>A Mãe da Maria no Dia Internacional da Família</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paula Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2020 11:11:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[A voz da contracapa]]></category>
		<category><![CDATA[Os livros têm opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um dia entrevistei a Mãe da Maria e ela contou-me o seguinte que me marcou para a vida:“Quando ela (Maria, portadora de uma alteração genética – cromossomopatia – única) com cerca de 10 meses de idade, fazia quimioterapia, descobri que estava grávida do Tomás. Não lhe podia tocar e sentia-me impotente, não podia ajudar. E houve um dia em que ela estava no IPO, numa sala, sentada na cadeirinha dela. Eu longe, e só de a ver naquele sofrimento com três pelos, toda cinzenta, comecei a chorar. Não consegui aguentar. Sobretudo grávida, em que temos as hormonas encostadas aos olhos a empurrar lágrimas. Ela esticou a mão, agarrou-me e fez o maior sorriso do mundo. Eu pensei: o que é isto? Eu sou a mãe, não estou a fazer quimioterapia. Como é que eu estou a chorar, e ela, que está a levar com aquilo, tem esta capacidade de me reconfortar? A partir daí, a minha cabeça começou a mudar. Se ela tem força, eu tenho que ter muito mais do que ela. Eu fui mãe com a Maria!”. Quando Maria nasceu, Inês recebeu a notícia dos médicos que a filha viveria no máximo 48 horas. O livro A Mãe de Maria é sobre esta viagem que dura até hoje – Maria tem 20 anos. Este livro é também sobre sobre as famílias perfeitas – que não existem. O que existe são famílias, que apesar das suas “imperfeições”, fazem a sua escolha: ser felizes.A Mãe da Maria, além de um livro e de um blogue já premiado, chama-se Inês Rebelo. &#160;&#160; No Dia Internacional da Família, vamos descobrir qual a palavra que pode definir A nossa Família. Mais informações: https://www.facebook.com/A-m%C3%A3e-da-Maria-1399269043723113/</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Um dia entrevistei a Mãe da Maria e ela contou-me o seguinte que me marcou para a vida:<br>“Quando ela (Maria, portadora de uma alteração genética – cromossomopatia – única) com cerca de 10 meses de idade, fazia quimioterapia, descobri que estava grávida do Tomás. Não lhe podia tocar e sentia-me impotente, não podia ajudar. E houve um dia em que ela estava no IPO, numa sala, sentada na cadeirinha dela. Eu longe, e só de a ver naquele sofrimento com três pelos, toda cinzenta, comecei a chorar. Não consegui aguentar. Sobretudo grávida, em que temos as hormonas encostadas aos olhos a empurrar lágrimas. Ela esticou a mão, agarrou-me e fez o maior sorriso do mundo. Eu pensei: o que é isto? Eu sou a mãe, não estou a fazer quimioterapia. Como é que eu estou a chorar, e ela, que está a levar com aquilo, tem esta capacidade de me reconfortar? A partir daí, a minha cabeça começou a mudar. Se ela tem força, eu tenho que ter muito mais do que ela. Eu fui mãe com a Maria!”.</p>



<p>Quando Maria nasceu, Inês recebeu a notícia dos médicos que a filha viveria no máximo 48 horas. O <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.wook.pt/livro/a-mae-da-maria-ana-rebelo/17964802?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank">livro A Mãe de Maria</a> é sobre esta viagem que dura até hoje – Maria tem 20 anos. Este livro é também sobre sobre as famílias perfeitas – que não existem. O que existe são famílias, que apesar das suas “imperfeições”, fazem a sua escolha: ser felizes.<br>A Mãe da Maria, além de um livro e de um<a rel="noreferrer noopener" href="http://www.amaedamaria.com/" target="_blank"> blogue</a> já premiado, chama-se Inês Rebelo. &nbsp;&nbsp;</p>



<p>No Dia Internacional da Família, vamos descobrir qual a palavra que pode definir <a href="https://desculpasparaler.com/2020/05/15/todas-as-familias-sao-diferentes/?preview=true&amp;_thumbnail_id=1708" target="_blank" rel="noreferrer noopener">A nossa Família</a>. </p>



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		<title>Conheça a &#8220;torre&#8221; de livros da cabeceira de uma advogada.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paula Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2020 08:53:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas ao Leitor]]></category>
		<category><![CDATA[Leituras do mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Branco é advogada e vive em Madrid. Fala do livros que habitam a sua cabeceira e de como os livros a marcam. Quais os livros que habitam a tua cabeceira? Na minha mesa de cabeceira, tenho vários livros. Não devo ser uma leitora normal, porque, salvo alguma exceção, nunca tive só um livro na mesa de cabeceira e sempre gostei de ir lendo dois ou três distintos. No momento estou a ler “Misión Olvido”, da María Dueñas, “The president is missing”, de Bill Clinton e James Patterson e “Del derecho y del revés”, de uma advogada de Málaga, María Jesús Montero Gandía (cujas receitas revertem integralmente a favor de uma associação sem ânimo de lucro“Atenpace”). A reler aos bocadinhos ou em fila de espera, tenho “Guerra y Paz” do Tolstói, numa edição espanhola, “Mis recetas anticáncer”, da Dra. Odile Fernández, “Como escrever tudo em português correto”, de Sara de Almeida Leite e “Gente que viene y bah” de Laura Norton. Livros que leste e que amaste, e que aconselhas, porquê? Como os escolheste? Gostei muito de “El tiempo entre costuras” da María Dueñas que li por indicação de uma amiga, quando me mudei para Madrid. É um romance histórico, mas que nos ensina muito sobre coragem e perseverança. Entretanto, li o “Adultério” do Paulo Coelho que também me surpreendeu embora se recomendasse um livro dele seria “O Demónio e a Srta. Prym”, que acho que vale muito a pena. Depois o meu “lado lunar”, teve curiosidade para ler autores que não escreviam para as massas, considerados “subversivos” no seu tempo e algo atrevidos na linguagem como alguns poemas do Allen Ginsberg ou “Fragmentos de un cuaderno manchado de vino” de Charles Bukowski. Mas o livro mais especial que li recentemente foi o “Martin Eden” do Jack London. Este livro foi especial por vários motivos, mas principalmente pelo que me fez sentir enquanto acompanhava o percurso daquele marinheiro aspirante a escritor, e porque voltou a despertar em mim a compulsão pela leitura. Ver o mundo através dos seus olhos fez-me refletir sobre muitas coisas: as desigualdades e os estereótipos sociais, a luta e o esforço dos escritores até alcançarem o seu sonho, os editores, o amor (será que amamos as pessoas como elas são ou amamos a imagem que temos delas?) e o sentido que dá à vida. O problema é que depois deste livro tive dificuldade em encontrar outro que me entusiasmasse da mesma maneira porque a forma como o Jack London escreve nos “engancha” do princípio ao fim da história.Outro livro que adorei e recomendo é “The Partner” do John Grisham porque é original, brilhante e surpreendente. E, como na minha leitura tem de haver sempre algo de poesia, vou recomendar algo contemporâneo de uma autora valenciana que ando a ler “a fogo lento”: “100 disparos que te recordarán porque estás vivo”, de Mamen Monsoriu. Gosto especialmente de um excerto de um poema dela: “(…) He apretado los puños por no soltar las lágrimas. Y he cerrado los ojos por no ver las estrellas. Porque tengo tantos deseos, Tan diferentes, Tan contrarios, que de querer cumplirlos se volverían locas”. Recomendo estes livros porque valem a pena pelo que nos fazem sentir e pensar. Saint-Exupéry dizia no &#8220;O Principezinho&#8221; que “aqueles que passam por nós deixam um pouco de si e levam um pouco de nós”, e eu acho que os livros também. Gosto muito do “pouco de si” que os livros deixam em mim.</p>
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<h2 class="wp-block-heading">Ana Branco é advogada e vive em Madrid. Fala do livros que habitam a sua cabeceira e de como os livros a marcam. </h2>



<div class="wp-block-image is-style-rounded"><figure class="alignleft size-large is-resized"><img decoding="async" src="http://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/04/WhatsApp-Image-2020-04-13-at-00.15.19.jpeg" alt="" class="wp-image-1023" width="273" height="563" srcset="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/04/WhatsApp-Image-2020-04-13-at-00.15.19.jpeg 777w, https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/04/WhatsApp-Image-2020-04-13-at-00.15.19-600x1236.jpeg 600w" sizes="(max-width: 273px) 100vw, 273px" /></figure></div>



<p><strong>Quais os livros que habitam a tua cabeceira?  </strong><br>Na minha mesa de cabeceira, tenho vários livros. Não devo ser uma leitora normal, porque, salvo alguma exceção, nunca tive só um livro na mesa de cabeceira e sempre gostei de ir lendo dois ou três distintos. No momento estou a ler “Misión Olvido”, da <a href="https://www.wook.pt/autor/maria-duenas/970510?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener">María Dueñas</a>, “<a href="https://www.wook.pt/livro/o-presidente-desapareceu-bill-clinton/22328251?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener">The president is missing</a>”, de Bill Clinton e James Patterson e “Del derecho y del revés”, de uma advogada de Málaga, María Jesús Montero Gandía (cujas receitas revertem integralmente a favor de uma associação sem ânimo de lucro<br>“Atenpace”). </p>



<p>A reler aos bocadinhos ou em fila de espera, tenho <a href="https://www.wook.pt/livro/guerra-e-paz-livro-i-lev-tolstoi/45683?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener">“Guerra y Paz” do Tolstói</a>, numa edição espanhola, “Mis recetas anticáncer”, da <a href="https://www.wook.pt/autor/odile-fernandez/3050418?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Dra. Odile Fernández</a>, <a href="https://www.wook.pt/livro/como-escrever-tudo-em-portugues-correto-sara-de-almeida-leite/19197739?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener">“Como escrever tudo em português correto”, de Sara de Almeida Leite</a> e <a href="https://www.wook.pt/livro/gente-que-viene-y-bah-laura-norton/16565687?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener">“Gente que viene y bah” de Laura Norton</a>.</p>



<p><strong>Livros que leste e que amaste, e que aconselhas, porquê? Como os escolheste?</strong>                                                                                                                   Gostei muito de <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.wook.pt/livro/o-tempo-entre-costuras-maria-duenas/4299484?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank">“El tiempo entre costuras” da María Dueñas</a> que li por indicação de uma amiga, quando me mudei para Madrid. É um romance histórico, mas que nos ensina muito sobre coragem e perseverança. Entretanto, li o <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.wook.pt/livro/adulterio-paulo-coelho/15571429?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank">“Adultério” </a>do Paulo Coelho que também me surpreendeu embora se recomendasse um livro dele seria <strong>“O Demónio e a Srta. Prym”, que acho que vale muito a pena. </strong>Depois o meu “lado lunar”, teve <strong>curiosidade para ler autores que não escreviam para as massas, considerados “subversivos” no seu tempo e algo atrevidos na linguagem como alguns poemas do <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.wook.pt/autor/allen-ginsberg/19101?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank">Allen Ginsberg </a>ou “Fragmentos de un cuaderno manchado de vino” de <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.wook.pt/autor/charles-bukowski/9374?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank">Charles Bukowski</a></strong>. </p>



<p><strong>Mas o livro mais especial que li recentemente foi o “Martin Eden” do <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.wook.pt/pesquisa/Jack+LondonJack%20London" target="_blank">Jack London</a>.</strong> Este livro foi especial por vários motivos, mas principalmente pelo que me fez sentir enquanto acompanhava o percurso daquele marinheiro aspirante a escritor, e porque <strong>voltou a despertar em mim a compulsão pela leitura. Ver o mundo através dos seus olhos fez-me refletir sobre muitas coisas: as desigualdades e os estereótipos sociais, a luta e o esforço dos escritores até alcançarem o seu sonho, os editores, o amor (será que amamos as pessoas como elas são ou amamos a imagem que temos delas?) e o sentido que dá à vida.</strong> O problema é que depois deste livro tive dificuldade em encontrar outro que me entusiasmasse da mesma maneira porque a forma como o Jack London escreve nos “engancha” do princípio ao fim da história.<br><strong>Outro livro que adorei e recomendo é “The Partner” do <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.wook.pt/autor/john-grisham/13134?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank">John Grisham</a> porque é original, brilhante e surpreendente. </strong></p>



<pre class="wp-block-verse">E, como na minha leitura tem de haver sempre algo de <strong>poesia, vou recomendar algo contemporâneo de uma autora valenciana que ando a ler “a fogo lento”: “100 disparos que te recordarán porque estás vivo”, de Mamen Monsoriu. </strong>Gosto especialmente de um excerto de um poema dela: 
“(…) He apretado los puños por no soltar las lágrimas. 
Y he cerrado los ojos por no ver las estrellas. 
Porque tengo tantos deseos, 
Tan diferentes, Tan contrarios, 
que de querer cumplirlos se volverían locas”. </pre>



<p>Recomendo estes livros porque valem a pena pelo que nos fazem sentir e pensar. Saint-Exupéry dizia no <a href="https://www.wook.pt/livro/o-principezinho-antoine-de-saint-exupery/46993?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&#8220;O Principezinho&#8221;</a> que<strong> “aqueles que passam por nós deixam um pouco de si e levam um pouco de nós”, e eu acho que os livros também.  Gosto muito do “pouco de si” que os livros deixam em mim.</strong></p>



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		<title>Desabafos da 40tena</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paula Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 May 2020 12:49:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ADN do autor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Algumas vezes com um tom humorístico, outras em que a tristeza se tornava mais premente, Joana Aires Pereira Leitão acompanhou-nos nestes 50 dias com as suas e as nossas inquietações. Como é que surge este projeto de&#160;poesia&#160;na tua vida? A&#160;Poesia&#160;surge precisamente da minha escrita impulsiva e da minha paixão por livros. Mais concretamente das minhas presenças assíduas no Ler&#124;Ler, um clube de leitura organizado pela Escola de Escrita Criativa Escrever&#124;Escrever. Este clube organiza na primeira quarta feira de cada mês uma sessão de leitura de trechos de livros sob um tema pré-definido. Como adoro ler, sou viciada nessas idas à Biblioteca Camões. No mês de Março, o tema é sempre&#160;Poesia&#160;e na primeira vez que participei, saí de lá deliciada. Descobri imensos autores e&#160;poemas&#160;e a partir daí não mais parei a minha busca e pesquisa por este género e claro comecei a desafiar-me pela escrita deste caminho.Como (ou com a ajuda de quem) descobriste a&#160;poesia? Como (ou com a ajuda de quem) descobriste a&#160;poesia? De certa forma foi como já contei, mas posso acrescentar que as formações que tenho feito de Escrita Criativa, como Escrever um Livro Infantil e Contador de Histórias, por exemplo me levaram a conhecer este novo caminho da Leitura e da Escrita, não novo para mim claro, mas apagado no meio da minha compra corrente de livros. Agora é ao contrário não saio de uma livraria sem um livro de&#160;Poesia&#160;e dou por mim a escrever e a pensar&#160;poemas. Costumas aconselhar&#160;poemas&#160;para determinadas pessoas/fases da vida, como quem aconselha um livro? É engraçada essa pergunta, porque agora são os amigos que me pedem. Ainda outro dia uma amiga me pediu que lhe aconselhasse uma&#160;poesia&#160;para dedicar a um amigo. Como tenho o vício de partilhar&#160;poemas&#160;ou fragmentos de&#160;poemas, de alguma maneira sinto-me a aconselhar essa leitura, sim.&#160; Existe algum&#160;poema&#160;que te ocorre nesta fase de pandemia? (algum em destaque?) Ausência Num deserto sem água Numa noite sem lua Num país sem nome Ou numa terra nua Por maior que seja o desespero Nenhuma ausência é mais funda do que a tua Sophia de Mello Breyner Andresen Já conheceste algum dos teus poetas/escritores preferidos? (Como, em que circunstâncias?) Já 🙂 o Mia Couto, na Bertrand. Sabia&#160;que ele iria lá estar e claro não podia perder essa oportunidade. Muni-me dos livros dele para receber autógrafos e ainda comprei o último escrito por ele e o José Eduardo Agualusa &#8211; &#8220;O Terrorista Elegante&#8221; Uma tarde com Fernando Pessoa. A primeira pergunta que lhe farias. Ricardo Reis desabafou: &#8220;&#8230;Sim, sei bem que nunca serei alguém&#8230;&#8221;, Álvaro de Campos suspirou: &#8220;Não sou nada, Nunca serei nada. Não posso querer ser nada.&#8221; e, Fernando Pessoa escreveu: &#8220;A criança que fui chora na estrada&#8221;, porquê assim? Quais são tuas referências na&#160;poesia&#160;contemporânea? Alice Vieira, Filipa Leal, João Luís Barreto Guimarães, Manuel António Pina, João Pedro Mésseder. Qual foi o último texto/poema&#160;que escreveste? &#160;&#160; Eu escrevo todos os dias, mas preciso de os rever durante algum tempo, portanto não os sinto terminados. O que considero como último foi o&#160;poema&#160;que ofereci nos anos à minha Mãe, que vive no Porto e infelizmente comemorou sozinha, pois já não pudemos estar juntas, no fim do mês passado. &#160;Não estou a contar com a &#8220;brincadeira&#8221; que faço do diário de quarentena na página do Instagram #palavra_de_40tena, pois são coisas pequenas sem nenhuma essência, apenas desabafos/impulsos do dia&#8230; e uns saem melhor outros pior. Se descrevesses a&#160;Joana&#160;Leitão num&#160;poema… Anoto para não esquecer notas que compõem o meu viver Da carteira hoje não sai nota para o pastel e o café nem amanhã a caneta afirma a nota do teste em rodapé Coso num bloco de notas linhas de apontamentos são memórias de sensações experiências e sentimentos Alinhavando esta mudança tenho a agulha que virar Noto então coisa que não muda: eu na vida sempre a anotar!</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Algumas vezes com um tom humorístico, outras em que a tristeza se tornava mais premente, <a href="https://desculpasparaler.com/partners-in-crime-unidas-leitura-escrita/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Joana Aires Pereira Leitão </a>acompanhou-nos nestes 50 dias com as suas e as nossas inquietações. </h2>



<ul class="wp-block-list"><li>Como é que surge este projeto de&nbsp;poesia&nbsp;na tua vida? </li></ul>



<p>A&nbsp;Poesia&nbsp;surge precisamente da minha escrita impulsiva e da minha paixão por livros. Mais concretamente das minhas presenças assíduas no Ler|Ler, um clube de leitura organizado pela Escola de Escrita Criativa Escrever|Escrever. Este clube organiza na primeira quarta feira de cada mês uma sessão de leitura de trechos de livros sob um tema pré-definido. Como adoro ler, sou viciada nessas idas à Biblioteca Camões. No mês de Março, o tema é sempre&nbsp;Poesia&nbsp;e na primeira vez que participei, saí de lá deliciada. Descobri imensos autores e&nbsp;poemas&nbsp;e a partir daí não mais parei a minha busca e pesquisa por este género e claro comecei a desafiar-me pela escrita deste caminho.Como (ou com a ajuda de quem) descobriste a&nbsp;poesia?</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Como (ou com a ajuda de quem) descobriste a&nbsp;poesia?</li></ul>



<p>De certa forma foi como já contei, mas posso acrescentar que as formações que tenho feito de Escrita Criativa, como Escrever um Livro Infantil e Contador de Histórias, por exemplo me levaram a conhecer este novo caminho da Leitura e da Escrita, não novo para mim claro, mas apagado no meio da minha compra corrente de livros. Agora é ao contrário não saio de uma livraria sem um livro de&nbsp;Poesia&nbsp;e dou por mim a escrever e a pensar&nbsp;poemas.</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Costumas aconselhar&nbsp;poemas&nbsp;para determinadas pessoas/fases da vida, como quem aconselha um livro? </li></ul>



<p>É engraçada essa pergunta, porque agora são os amigos que me pedem. Ainda outro dia uma amiga me pediu que lhe aconselhasse uma&nbsp;poesia&nbsp;para dedicar a um amigo. Como tenho o vício de partilhar&nbsp;poemas&nbsp;ou fragmentos de&nbsp;poemas, de alguma maneira sinto-me a aconselhar essa leitura, sim.&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Existe algum&nbsp;poema&nbsp;que te ocorre nesta fase de pandemia? (algum em destaque?)</li></ul>



<pre class="wp-block-verse">Ausência
Num deserto sem água
Numa noite sem lua
Num país sem nome
Ou numa terra nua

Por maior que seja o desespero
Nenhuma ausência é mais funda do que a tua
<em>Sophia de Mello Breyner Andresen</em></pre>



<ul class="wp-block-list"><li>Já conheceste algum dos teus poetas/escritores preferidos? (Como, em que circunstâncias?)</li></ul>



<p>Já 🙂 o Mia Couto, na Bertrand. Sabia&nbsp;que ele iria lá estar e claro não podia perder essa oportunidade. Muni-me dos livros dele para receber autógrafos e ainda comprei o último escrito por ele e o José Eduardo Agualusa &#8211; &#8220;O Terrorista Elegante&#8221;</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Uma tarde com Fernando Pessoa. A primeira pergunta que lhe farias.</li></ul>



<p>Ricardo Reis desabafou: &#8220;&#8230;Sim, sei bem que nunca serei alguém&#8230;&#8221;, Álvaro de Campos suspirou: &#8220;Não sou nada, Nunca serei nada. Não posso querer ser nada.&#8221; e, Fernando Pessoa escreveu: &#8220;A criança que fui chora na estrada&#8221;, porquê assim?</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Quais são tuas referências na&nbsp;poesia&nbsp;contemporânea?</li></ul>



<p>Alice Vieira, Filipa Leal, João Luís Barreto Guimarães, Manuel António Pina, João Pedro Mésseder.</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Qual foi o último texto/poema&nbsp;que escreveste? &nbsp;&nbsp;</li></ul>



<div class="wp-block-media-text alignwide has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" width="1080" height="1080" src="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/05/4.jpg" alt="" class="wp-image-1417" srcset="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/05/4.jpg 1080w, https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/05/4-300x300.jpg 300w, https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/05/4-100x100.jpg 100w, https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/05/4-600x600.jpg 600w" sizes="(max-width: 1080px) 100vw, 1080px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-medium-font-size">Eu escrevo todos os dias, mas preciso de os rever durante algum tempo, portanto não os sinto terminados. O que considero como último foi o&nbsp;poema&nbsp;que ofereci nos anos à minha Mãe, que vive no Porto e infelizmente comemorou sozinha, pois já não pudemos estar juntas, no fim do mês passado.</p>
</div></div>



<p>&nbsp;Não estou a contar com a &#8220;brincadeira&#8221; que faço do diário de quarentena na página do Instagram<a rel="noreferrer noopener" href="http://instagram.com/palavra_de_40tena" target="_blank"> #palavra_de_40tena</a>, pois são coisas pequenas sem nenhuma essência, apenas desabafos/impulsos do dia&#8230; e uns saem melhor outros pior.</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Se descrevesses a&nbsp;Joana&nbsp;Leitão num&nbsp;poema…</li></ul>



<pre class="wp-block-verse">Anoto para não esquecer
notas que compõem o meu viver
Da carteira hoje não sai nota
para o pastel e o café
nem amanhã a caneta afirma
a nota do teste em rodapé
Coso num bloco de notas
linhas de apontamentos
são memórias de sensações
experiências e sentimentos
Alinhavando esta mudança
tenho a agulha que virar
Noto então coisa que não muda:
eu na vida sempre a anotar!
</pre>



<p></p>
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		<title>Técnica de radiologia conta na 1ª pessoa o livro que tem à cabeceira. Conheça a Anabela.</title>
		<link>https://desculpasparaler.com/2020/04/24/uma-tecnica-de-radiologia-conta-na-1a-pessoa-o-livro-que-tem-a-cabeceira-conheca-a-anabela/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=uma-tecnica-de-radiologia-conta-na-1a-pessoa-o-livro-que-tem-a-cabeceira-conheca-a-anabela</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paula Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2020 08:54:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[A voz da contracapa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na frente da luta contra o Covid-19, falámos com Anabela, técnica de radiologia que encontra na leitura um sinal de esperança. À cabeceira&#160; Na minha mesa de cabeceira tenho o livro que acabei de ler antes desta pandemia começar. É um livro lindo, transmite a ideia de que, no meio do caos e da miséria, existe esperança, tudo o que precisamos agora, nesta guerra invisível. Baseado numa história real, este livro retrata um ambiente de medo mas também um amor à primeira vista, que nasce em pleno cenário de terror. É o amor de Lale pela jovem Gita. Determinado a sobreviver e a conquistar o amor de Gita, tudo faz para o conseguir, abraçando sonhos de um futuro a dois para quando a Guerra terminar. Neste momento, penso nas pessoas, tantas, que quero abraçar, quando esta “guerra” terminar, vou chorar de alegria enquanto abraço os meus. Vou chorar de esperança quando abraçar as pessoas que conheci nos&#160; Covidiários e as quais me conhecem apenas através da voz e da cor dos olhos. Engraçado, talvez por isso, faço questão de me apresentar sempre que entro no quarto de um doente: &#8220;Olá, eu sou a Técnica Anabela&#8221;.Tem cerca de 250 páginas, mas lê-se em dois dias. O Tatuador de Auschwitz tem uma narrativa que cativa. E tem uma história real – para mim, está perfeito. Livros baseados em histórias reais Privilegio os livros baseados na realidade como o livro &#8220;Queimada viva&#8221;, que me marcou para sempre. Gosto quando o amor e a sobrevivência assumem o protagonismo, sobretudo quando o cenário contrasta com o medo e o terror. Valores como a amizade, a compaixão e o espírito de entreajuda também se destacam nesta história. Porque este é um livro que fala de outros prisioneiros, que não judeus. Fala-nos do drama dos ciganos, que em menor número, a II Guerra encaminhou para campos de concentração. Fala-nos de ajuda. Da ajuda de pessoas que não estavam nos campos, mas que de uma forma ou de outra contribuíam com pão ou leite, colocando em risco as suas vidas. Mas o ser humano é assim. É ajudar, ainda que nos colocando em risco.Nós somos estes. ��❤️ Escrito por Anabela, Técnica Superior de Radiologia CHLO Egas Moniz</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Na frente da luta contra o Covid-19, falámos com Anabela, técnica de radiologia que encontra na leitura um sinal de esperança.</h2>


<h2>À cabeceira&nbsp;</h2>
<p>Na minha mesa de cabeceira tenho o livro que acabei de ler antes desta pandemia começar. É um livro lindo, transmite a ideia de que, no meio do caos e da miséria, existe esperança, tudo o que precisamos agora, nesta guerra invisível.</p>
<p>Baseado numa história real, este livro retrata um ambiente de medo mas também um amor à primeira vista, que nasce em pleno cenário de terror. É o amor de Lale pela jovem Gita. Determinado a sobreviver e a conquistar o amor de Gita, tudo faz para o conseguir, abraçando sonhos de um futuro a dois para quando a Guerra terminar.</p>
<p>Neste momento, penso nas pessoas, tantas, que quero abraçar, quando esta “guerra” terminar, vou chorar de alegria enquanto abraço os meus. Vou chorar de esperança quando abraçar as pessoas que conheci nos&nbsp; Covidiários e as quais me conhecem apenas através da voz e da cor dos olhos. Engraçado, talvez por isso, faço questão de me apresentar sempre que entro no quarto de um doente: &#8220;Olá, eu sou a Técnica Anabela&#8221;.<br>Tem cerca de 250 páginas, mas lê-se em dois dias. <a href="https://www.wook.pt/livro/o-tatuador-de-auschwitz-heather-morris/21370406?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noopener noreferrer">O Tatuador de Auschwitz </a>tem uma narrativa que cativa. E tem uma história real – para mim, está perfeito.</p>
<h2>Livros baseados em histórias reais</h2>
<p>Privilegio os livros baseados na realidade como o livro <a href="https://www.wook.pt/livro/queimada-viva-souad/39336?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noopener noreferrer">&#8220;Queimada viva&#8221;</a>, que me marcou para sempre.</p>
<p>Gosto quando o amor e a sobrevivência assumem o protagonismo, sobretudo quando o cenário contrasta com o medo e o terror. Valores como a amizade, a compaixão e o espírito de entreajuda também se destacam nesta história. Porque este é um livro que fala de outros prisioneiros, que não judeus. Fala-nos do drama dos ciganos, que em menor número, a II Guerra encaminhou para campos de concentração.</p>
<p>Fala-nos de ajuda. Da ajuda de pessoas que não estavam nos campos, mas que de uma forma ou de outra contribuíam com pão ou leite, colocando em risco as suas vidas. Mas o ser humano é assim. É ajudar, ainda que nos colocando em risco.<br>Nós somos estes. ��❤️</p>
<p>Escrito por <span style="color: #ff9900;"><em>Anabela, Técnica Superior de Radiologia CHLO Egas Moniz</em></span></p>


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