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	<title>ADN do autor &#8211; Desculpas para Ler</title>
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	<description>Leia para ter sempre uma boa desculpa!</description>
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	<title>ADN do autor &#8211; Desculpas para Ler</title>
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		<title>Pi à conversa com a pequena M.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Desculpas para ler]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2020 09:31:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ADN do autor]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças, dedo no ar!]]></category>
		<category><![CDATA[Geração não, vai ler!]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Gosto quando o Desculpas para Ler é &#8220;tomado&#8221; pelos mais novos. Há que dar espaço quando querem ler um livro ou querem fazer perguntas ao autor&#8230; cá em casa, a pequena M. põe o dedo no ar e toma conta da área Geração Não, vai Ler!. Ora, leiam esta entrevista&#8230;é a primeira de muitas. Miguel Monteiro, mais conhecido por Pi, conta com mais de um milhão de subscritores no YouTube (e outras centenas de milhar no Instagram, TikTok e Twitch), é um comunicador a que não falta boa disposição. No seu primeiro livro, «Os Life Hacks mais Incríveis», convida os leitores a conhecer alguns dos truques – e outros factos completamente aleatórios – úteis para o dia-a-dia, que vão desde hacks de tecnologia, hacks para ser o melhor na escola, hacks de comida, saúde e até hacks românticos. A pequena M. demonstrou interesse em ler o livro «Os Life Hacks Mais Incríveis» do Pi, um dos mais importantes Youtubers nacionais, lançado pela A Nuvem de Tinta este Verão. Já o seguia no YouTube e no TikTok e após ler o livro, preparou um guião de entrevista e lá foi ela, destemida. -Porque escolheste o nome Pi? Pode parecer estranho mas o nome pi é uma alcunha que já vem de família ! Todos me chamam de Pi. Basicamente quando era mais pequeno tinha um cãozinho chamado &#8220;Pipoca&#8221; e sempre que o chamavam para comer ia o pequeno Miguel hehe ficando o nome Pi. -Como surgiu a ideia de começares um canal YouTube? Na altura, não tiveste receio de expor a tua imagem? Quais os cuidados que tens – Bem, a ideia simplesmente surgiu pelo facto de eu querer sempre aprender mais! Nunca ambicionei fazer carreira ou ser famoso no meio, simplesmente fui fazendo vídeos na expectativa de as pessoas se divertirem com as minhas maluquices. Na altura não tive nenhum problema em expor-me pelo simples facto de já ser considerado o palhacinho do grupo, já&#160;era algo a que estava habituado. -Porque decidiste pintar o cabelo? Já era algo que queria fazer há algum tempo por isso simplesmente fi-lo, não tem nenhuma razão em específico! -Onde te inspiras para os teus temas? Fazes alguma pesquisa? Vejo muitos produtores de conteúdo lá fora que me inspiram imenso, mas também tem vezes que a ideia surge espontaneamente! -Relativamente ao teu livro, estas ideias e dicas que sugeres pões em prática ou fizeste alguma investigação? Dicas da avó, pai&#8230; A maioria das dicas que dou no meu livro são dicas que uso no meu dia-a-dia, que fui aprendendo mesmo com a internet! Obviamente que houve uma investigação em conjunto com a minha namorada, que me ajudou imenso na realização deste livro. -Dás a ler a alguém as tuas piadas, o teu livro ou mostras os teus vídeos do YouTube antes de publicares? &#8211; Sempre que possível! É sempre bom ter uma opinião de fora mesmo, ajuda-nos a perceber certos pontos que não estão bons em relação aos vídeos, claro! Onde podes acompanhar o Pi: Instagram: @officialpiii Youtube: Pi TikTok: @oficial_pi Twitter: @0ficial_pi Outras colaborações da pequena M.: &#8211; A pequena M. já colaborou com o Desculpas para Ler, quando escreveu um texto sobre a Sophia de Mello Breyner: «Sophia, vista pelos olhos de uma criança»</p>
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<h2 class="wp-block-heading">Gosto quando o Desculpas para Ler é &#8220;tomado&#8221; pelos mais novos. Há que dar espaço quando querem ler um livro ou querem fazer perguntas ao autor&#8230; cá em casa, a pequena M. põe o dedo no ar e toma conta da área Geração Não, vai Ler!. Ora, leiam esta entrevista&#8230;é a primeira de muitas. </h2>



<p>Miguel Monteiro, mais conhecido por Pi, conta com mais de um milhão de subscritores no YouTube (e outras centenas de milhar no Instagram, TikTok e Twitch), é um comunicador a que não falta boa disposição. No seu primeiro livro, <a href="https://www.wook.pt/livro/os-life-hacks-mais-incriveis-pi/24258639?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener">«Os Life Hacks mais Incríveis»</a>, convida os leitores a conhecer alguns dos truques – e outros factos completamente aleatórios – úteis para o dia-a-dia, que vão desde <em>hacks</em> de tecnologia, <em>hacks</em> para ser o melhor na escola, <em>hacks</em> de comida, saúde e até <em>hacks</em> românticos. </p>



<p>A pequena M. demonstrou interesse em ler o livro <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.wook.pt/livro/os-life-hacks-mais-incriveis-pi/24258639?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank">«Os Life Hacks Mais Incríveis»</a> do Pi, um dos mais importantes Youtubers nacionais, lançado pela A Nuvem de Tinta este Verão. Já o seguia no YouTube e no TikTok e após ler o livro, preparou um guião de entrevista e lá foi ela, destemida.</p>



<p><strong>-Porque escolheste o nome Pi?</strong> Pode parecer estranho mas o nome pi é uma alcunha que já vem de família ! Todos me chamam de Pi. Basicamente quando era mais pequeno tinha um cãozinho chamado &#8220;Pipoca&#8221; e sempre que o chamavam para comer ia o pequeno Miguel hehe ficando o nome Pi.</p>



<p><strong>-Como surgiu a ideia de começares um canal YouTube?</strong> <strong>Na altura, não tiveste receio de expor a tua imagem? Quais os cuidados que tens </strong>– Bem, a ideia simplesmente surgiu pelo facto de eu querer sempre aprender mais! Nunca ambicionei fazer carreira ou ser famoso no meio, simplesmente fui fazendo vídeos na expectativa de as pessoas se divertirem com as minhas maluquices. Na altura não tive nenhum problema em expor-me pelo simples facto de já ser considerado o palhacinho do grupo, já&nbsp;era algo a que estava habituado.</p>



<p><strong>-Porque decidiste pintar o cabelo? </strong>Já era algo que queria fazer há algum tempo por isso simplesmente fi-lo, não tem nenhuma razão em específico!</p>



<p><strong>-Onde te inspiras para os teus temas? Fazes alguma pesquisa? </strong>Vejo muitos produtores de conteúdo lá fora que me inspiram imenso, mas também tem vezes que a ideia surge espontaneamente!</p>



<p><strong>-Relativamente ao teu livro, estas ideias e dicas que sugeres pões em prática ou fizeste alguma investigação? Dicas da avó, pai&#8230; </strong>A maioria das dicas que dou no meu livro são dicas que uso no meu dia-a-dia, que fui aprendendo mesmo com a<em> internet</em>! Obviamente que houve uma investigação em conjunto com a minha namorada, que me ajudou imenso na realização deste livro.</p>



<p><strong>-Dás a ler a alguém as tuas piadas, o teu livro ou mostras os teus vídeos do YouTube antes de publicares?</strong> &#8211; Sempre que possível! É sempre bom ter uma opinião de fora mesmo, ajuda-nos a perceber certos pontos que não estão bons em relação aos vídeos, claro!</p>



<h4 class="wp-block-heading">Onde podes acompanhar o Pi:</h4>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Instagram: </strong><a href="https://www.instagram.com/officialpiii/">@officialpiii</a></li><li><strong>Youtube: </strong><a href="https://www.youtube.com/channel/UCSmFxzDZh8M2oKlRslNtdWw">Pi</a></li><li><strong>TikTok:</strong> @oficial_pi</li><li><strong>Twitter:</strong> @0ficial_pi</li></ul>



<h4 class="wp-block-heading">Outras colaborações da pequena M.:</h4>



<p>&#8211; A pequena M. já colaborou com o Desculpas para Ler, quando escreveu um texto sobre a Sophia de Mello Breyner: </p>



<p><a rel="noreferrer noopener" href="https://desculpasparaler.com/2020/04/20/sophia-vista-pelos-olhos-de-uma-crianca/" target="_blank">«Sophia, vista pelos olhos de uma criança»</a></p>



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		<title>Uma Poeta Viva fala sobre o ritmo da sua canção</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Aires Pereira Leitao]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Jun 2020 23:00:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ADN do autor]]></category>
		<category><![CDATA[Clube de Leitura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No Dia Europeu da Música convidámos Joana Aires Pereira partilha a música que canta no seu coração. A música inspira a palavra, pinta a vida e cultiva acordes que criam memórias. Dia Europeu da Música. 21 de Junho. Data estrategicamente escolhida por marcar o dia tradicional do solstício de verão, permitindo aos músicos sair para a rua e atuar em praças e parques. Para muitos a música é uma parte essencial da vida. Sózinho ou acompanhado: ouvir, cantar ou tocar, faz parte do seu dia a dia.&#160; Falar de música Falar de música, para mim, é falar de palavras. É enaltecer o poder da palavra escrita. É dar valor à letra da música, ao poema que a compõe. Letra é poesia. Música é letra. Portanto, música é poesia. Assim, este Dia da Música é também: dia da poesia e da nossa língua; dia da escrita e do cantor; dia das artes criativas e culturais. Música é cultura. Música é inspiração.&#160; «A poesia entra na nossa vida com a música, por onde entra também a palavra», disse Raquel Marinho, na passada sessão do Clube dos Poetas Vivos, em conversa com a Teresa Coutinho, sobre o tema “Letrista é Poeta”.&#160; A música da vida Há músicas que viveram ao nosso lado, que nos formaram, ajudando-nos e ensinando-nos a descobrir e a construir quem hoje somos. A música caminha de mãos dadas connosco, ao longo da vida. Há letras de canções que nos lembram pessoas, outras recordam lugares, outras ainda trazem à memória tempos marcantes, minutos vividos intensamente. Todos temos uma música especial, um cantor especial, uma letra significativa. As músicas e as suas letras, marcam as nossas décadas, onde deixámos as nossas pegadas. Olhamos para trás e lá estão: as notas e os acordes a vibrar ritmo nos corpos, nos passos de dança. Há letras que ainda hoje nos acompanham, no lado A. Outras ficaram no lado B, o lado de lá. Dessas: metade gostamos de relembrar, outra metade preferimos não tocar.&#160; A cultura da música Apetece-me perguntar: o que é que antes de ser cantado já o era? E respondo: a palavra. Antes de ser iluminada pelo acorde, já existia. Muda. Mas viva! A Música é uma espécie de musa das palavras. Música é para os ouvidos mas também para os olhos. Música não é só melodia, são palavras escritas. Sem palavras, arranjos, metáforas e ritmos não há canção, não há música, não há fechar os olhos e ouvir. Bem sei, dirão alguns: há música sem letras, música só com acordes, estudados ou improvisados. Mas, música para mim integra palavras. Quando ouço a palavra música, vejo palavras escritas, sinto letras, trauteio ritmos e rimas, saboreio metáforas, articulando a língua portuguesa ou espanhola, inglesa ou brasileira, francesa ou italiana. A música relaxa ou distrai. É soporífero num SPA e excitante numa discoteca. Calma para ler, escrever ou trabalhar ou animada para dançarmos divertidos num concerto. Faz companhia na condução, no exercício físico ou numa viajem. Pode significar alegria e paixão, enroladas num abraço. Música é cultura. Palavra e poesia são cultura. Música é poesia. Música é escrever letras, que são poemas para os ouvidos e para a vida. Música, somos nós. Artigos relacionados: Conheça a Joana Aires Pereira, uma das &#8220;partners in crime&#8221; do Desculpas para Ler. Descubra o projecto «Palavra de 40tena». Conheça o Clube Poetas Vivos</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h3 class="wp-block-heading">No <strong>Dia Europeu da Música</strong> convidámos <a rel="noreferrer noopener" href="https://desculpasparaler.com/partners-in-crime-unidas-leitura-escrita/" target="_blank">Joana Aires Pereira</a> partilha a música que canta no seu coração. A música inspira a palavra, pinta a vida e cultiva acordes que criam memórias.</h3>



<h4 class="wp-block-heading">Dia Europeu da <strong>Música</strong>. 21 de Junho. </h4>



<p>Data estrategicamente escolhida por marcar o dia tradicional do solstício de verão, permitindo aos músicos sair para a rua e atuar em praças e parques. Para muitos a <strong>música</strong> é uma parte essencial da vida. Sózinho ou acompanhado: ouvir, cantar ou tocar, faz parte do seu dia a dia.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading">Falar de música</h4>



<p>Falar de <strong>música</strong>, para mim, é falar de palavras. É enaltecer o poder da palavra escrita. É dar valor à letra da <strong>música</strong>, ao poema que a compõe. Letra é poesia. <strong>Música</strong> é letra. Portanto, <strong>música</strong> é poesia. Assim, este Dia da <strong>Música</strong> é também: dia da poesia e da nossa língua; dia da escrita e do cantor; dia das artes criativas e culturais. <strong>Música</strong> é cultura. <strong>Música </strong>é inspiração.&nbsp;</p>



<p>«A poesia entra na nossa vida com a <strong>música</strong>, por onde entra também a palavra», disse <a href="https://www.instagram.com/opoemaensinaacair/?hl=pt" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Raquel Marinho</a>, na passada sessão do <a href="https://www.instagram.com/tndmii/?hl=pt" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Clube dos Poetas Vivos</a>, em conversa com a Teresa Coutinho, sobre o tema “Letrista é Poeta”.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading">A música da vida</h4>



<p>Há <strong>músicas</strong> que viveram ao nosso lado, que nos formaram, ajudando-nos e ensinando-nos a descobrir e a construir quem hoje somos. A <strong>música</strong> caminha de mãos dadas connosco, ao longo da vida. Há letras de canções que nos lembram pessoas, outras recordam lugares, outras ainda trazem à memória tempos marcantes, minutos vividos intensamente. Todos temos uma <strong>música</strong> especial, um cantor especial, uma letra significativa. As <strong>músicas</strong> e as suas letras, marcam as nossas décadas, onde deixámos as nossas pegadas. Olhamos para trás e lá estão: as notas e os acordes a vibrar ritmo nos corpos, nos passos de dança. Há letras que ainda hoje nos acompanham, no lado A. Outras ficaram no lado B, o lado de lá. Dessas: metade gostamos de relembrar, outra metade preferimos não tocar.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading">A cultura da música</h4>



<p>Apetece-me perguntar: o que é que antes de ser cantado já o era? E respondo: a palavra. Antes de ser iluminada pelo acorde, já existia. Muda. Mas viva! A <strong>Música</strong> é uma espécie de musa das palavras. <strong>Música</strong> é para os ouvidos mas também para os olhos. <strong>Música</strong> não é só melodia, são palavras escritas. Sem palavras, arranjos, metáforas e ritmos não há canção, não há <strong>música</strong>, não há fechar os olhos e ouvir. Bem sei, dirão alguns: há <strong>música</strong> sem letras, <strong>música</strong> só com acordes, estudados ou improvisados. Mas, <strong>música</strong> para mim integra palavras. Quando ouço a palavra <strong>música</strong>, vejo palavras escritas, sinto letras, trauteio ritmos e rimas, saboreio metáforas, articulando a língua portuguesa ou espanhola, inglesa ou brasileira, francesa ou italiana.</p>



<p>A <strong>música</strong> relaxa ou distrai. É soporífero num <em>SPA </em>e excitante numa discoteca. Calma para ler, escrever ou trabalhar ou animada para dançarmos divertidos num concerto. Faz companhia na condução, no exercício físico ou numa viajem. Pode significar alegria e paixão, enroladas num abraço.</p>



<p><strong>Música</strong> é cultura. Palavra e poesia são cultura. <strong>Música </strong>é poesia. <strong>Música</strong> é escrever letras, que são poemas para os ouvidos e para a vida. <strong>Música</strong>, somos nós.</p>



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		<title>Sepúlveda, o escritor do coração</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Desculpas para ler]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2020 17:18:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[A voz da contracapa]]></category>
		<category><![CDATA[ADN do autor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dulce Machado é o coração em pessoa, é voluntária em campos de refugiados e partilhou as saudades do escritor que encantou o seu coração. Luis Sepúlveda partiu. Era o escritor do meu coração. Nasceu em Ovalle, Chile, em 1949. Em 1969, recebeu uma bolsa de estudos de cinco anos para estudar em Moscovo, que lhe foi retirada por “má conduta”. Nessa mesma época, trabalhou na administração de Salvador Allende, no departamento da cultura, encarregado de uma série de edições de clássicos. Após o golpe de estado de 11 de setembro de 1973, foi preso por dois anos e meio. Mais tarde, obteve liberdade condicional e foi colocado em prisão domiciliar. Conseguiu escapar e permaneceu escondido quase um ano. Durante esse tempo, formou um grupo de teatro que se tornou o primeiro foco de resistência cultural, mas foi novamente preso e condenado a 28 anos de prisão por traição e subversão, a sua sentença foi convertida em oito anos de exílio. Esteve na Suécia, em Buenos Aires, Uruguai, Brasil, Paraguai e Equador.Dirigiu o teatro da Aliança Francesa e iniciou uma companhia teatral, depois participou numa expedição da Unesco para observar o impacto da colonização nos índios Shuar. Nessa expedição, ele morou com os Shuar durante sete meses e trabalhou com organizações indígenas para elaborar o primeiro plano de alfabetização da federação camponesa de Ibambura nos Andes. Diz-se que a sua primeira obra internacional “ O velho que lia romances de amor” teve a sua inspiração nesta experiência. Em 1979, ele ingressou na brigada internacional Simón Bolivar, que estava a lutar na Nicarágua. Após a vitória da revolução, ele trabalhou como jornalista, trabalho que continuou na sua transferência para Hamburgo (Alemanha). E, podia continuar a falar da sua vasta lista de trabalhos humanitários, de condecorações, de prémios, mas quero, sobretudo, falar-vos do Homem, do escritor.Um homem bom, genuíno, revolucionário, um ativista que nos deixava apaixonados pelos seus livros. Os seus livros, com eles chorei, emocionei-me, apaixonei-me, sonhei, vivi. Tinha o dom da escrita dentro de si, respirava palavras que nos entravam na alma. Tenho os livros todos. Li-os todos. Não consigo dizer um que não tivesse gostado, amei-os. Cada um com a sua história, com as suas vidas.Com cada um deles, viajei por esse mundo fora, por todos os continentes, atravessei todos os oceanos. Fui guerreira, amante, revolucionária, gaivota, baleia, deserto, rosa, espia, fui tantas coisas. Vivi tantas vidas diferentes.Luis Sepúlveda não morreu. Os escritores não morrem. Ficam vivos em cada página que escreveram, em cada memória que nos ofereceram. Obrigada, meu querido Luis! Ficou na gaveta o sonho de partilhar um livro ( segredo que lhe contei quando tive a sorte de o conhecer pessoalmente ).“ Só voa quem se atreve a fazê-lo”, já miava o nosso amigo Zorbas. Meu querido Luis, iremos sempre voar juntos! Até um dia! Dulce Machado</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Dulce Machado é o coração em pessoa, é voluntária em campos de refugiados e partilhou as saudades do escritor que encantou o seu coração. </h2>



<p>Luis Sepúlveda partiu. Era o escritor do meu coração. Nasceu em Ovalle, Chile, em 1949. Em 1969, recebeu uma bolsa de estudos de cinco anos para estudar em Moscovo, que lhe foi retirada por “má conduta”. Nessa mesma época, trabalhou na administração de Salvador Allende, no departamento da cultura, encarregado de uma série de edições de clássicos. Após o golpe de estado de 11 de setembro de 1973, foi preso por dois anos e meio. Mais tarde, obteve liberdade condicional e foi colocado em prisão domiciliar. Conseguiu escapar e permaneceu escondido quase um ano. Durante esse tempo, formou um grupo de teatro que se tornou o primeiro foco de resistência cultural, mas foi novamente preso e condenado a 28 anos de prisão por traição e subversão, a sua sentença foi convertida em oito anos de exílio. Esteve na Suécia, em Buenos Aires, Uruguai, Brasil, Paraguai e Equador.<br>Dirigiu o teatro da Aliança Francesa e iniciou uma companhia teatral, depois participou numa expedição da Unesco para observar o impacto da colonização nos índios Shuar. Nessa expedição, ele morou com os Shuar durante sete meses e trabalhou com organizações indígenas para elaborar o primeiro plano de alfabetização da federação camponesa de Ibambura nos Andes. Diz-se que a sua primeira obra internacional “ O velho que lia romances de amor” teve a sua inspiração nesta experiência. Em 1979, ele ingressou na brigada internacional Simón Bolivar, que estava a lutar na Nicarágua. Após a vitória da revolução, ele trabalhou como jornalista, trabalho que continuou na sua transferência para Hamburgo (Alemanha). E, podia continuar a falar da sua vasta lista de trabalhos humanitários, de condecorações, de prémios, mas quero, sobretudo, falar-vos do Homem, do escritor.<br>Um homem bom, genuíno, revolucionário, um ativista que nos deixava apaixonados pelos seus livros. Os seus livros, com eles chorei, emocionei-me, apaixonei-me, sonhei, vivi. Tinha o dom da escrita dentro de si, respirava palavras que nos entravam na alma.<br></p>



<p>Tenho os livros todos. Li-os todos. Não consigo dizer um que não tivesse gostado, amei-os. Cada um com a sua história, com as suas vidas.<br>Com cada um deles, viajei por esse mundo fora, por todos os continentes, atravessei todos os oceanos. Fui guerreira, amante, revolucionária, gaivota, baleia, deserto, rosa, espia, fui tantas coisas. Vivi tantas vidas diferentes.<br>Luis Sepúlveda não morreu. Os escritores não morrem. Ficam vivos em cada página que escreveram, em cada memória que nos ofereceram. Obrigada, meu querido Luis! Ficou na gaveta o sonho de partilhar um livro ( segredo que lhe contei quando tive a sorte de o conhecer pessoalmente ).<br>“ Só voa quem se atreve a fazê-lo”, já miava o nosso amigo Zorbas. Meu querido Luis, iremos sempre voar juntos! Até um dia!</p>



<p>Dulce Machado</p>



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		<title>Desabafos da 40tena</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paula Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 May 2020 12:49:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ADN do autor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Algumas vezes com um tom humorístico, outras em que a tristeza se tornava mais premente, Joana Aires Pereira Leitão acompanhou-nos nestes 50 dias com as suas e as nossas inquietações. Como é que surge este projeto de&#160;poesia&#160;na tua vida? A&#160;Poesia&#160;surge precisamente da minha escrita impulsiva e da minha paixão por livros. Mais concretamente das minhas presenças assíduas no Ler&#124;Ler, um clube de leitura organizado pela Escola de Escrita Criativa Escrever&#124;Escrever. Este clube organiza na primeira quarta feira de cada mês uma sessão de leitura de trechos de livros sob um tema pré-definido. Como adoro ler, sou viciada nessas idas à Biblioteca Camões. No mês de Março, o tema é sempre&#160;Poesia&#160;e na primeira vez que participei, saí de lá deliciada. Descobri imensos autores e&#160;poemas&#160;e a partir daí não mais parei a minha busca e pesquisa por este género e claro comecei a desafiar-me pela escrita deste caminho.Como (ou com a ajuda de quem) descobriste a&#160;poesia? Como (ou com a ajuda de quem) descobriste a&#160;poesia? De certa forma foi como já contei, mas posso acrescentar que as formações que tenho feito de Escrita Criativa, como Escrever um Livro Infantil e Contador de Histórias, por exemplo me levaram a conhecer este novo caminho da Leitura e da Escrita, não novo para mim claro, mas apagado no meio da minha compra corrente de livros. Agora é ao contrário não saio de uma livraria sem um livro de&#160;Poesia&#160;e dou por mim a escrever e a pensar&#160;poemas. Costumas aconselhar&#160;poemas&#160;para determinadas pessoas/fases da vida, como quem aconselha um livro? É engraçada essa pergunta, porque agora são os amigos que me pedem. Ainda outro dia uma amiga me pediu que lhe aconselhasse uma&#160;poesia&#160;para dedicar a um amigo. Como tenho o vício de partilhar&#160;poemas&#160;ou fragmentos de&#160;poemas, de alguma maneira sinto-me a aconselhar essa leitura, sim.&#160; Existe algum&#160;poema&#160;que te ocorre nesta fase de pandemia? (algum em destaque?) Ausência Num deserto sem água Numa noite sem lua Num país sem nome Ou numa terra nua Por maior que seja o desespero Nenhuma ausência é mais funda do que a tua Sophia de Mello Breyner Andresen Já conheceste algum dos teus poetas/escritores preferidos? (Como, em que circunstâncias?) Já 🙂 o Mia Couto, na Bertrand. Sabia&#160;que ele iria lá estar e claro não podia perder essa oportunidade. Muni-me dos livros dele para receber autógrafos e ainda comprei o último escrito por ele e o José Eduardo Agualusa &#8211; &#8220;O Terrorista Elegante&#8221; Uma tarde com Fernando Pessoa. A primeira pergunta que lhe farias. Ricardo Reis desabafou: &#8220;&#8230;Sim, sei bem que nunca serei alguém&#8230;&#8221;, Álvaro de Campos suspirou: &#8220;Não sou nada, Nunca serei nada. Não posso querer ser nada.&#8221; e, Fernando Pessoa escreveu: &#8220;A criança que fui chora na estrada&#8221;, porquê assim? Quais são tuas referências na&#160;poesia&#160;contemporânea? Alice Vieira, Filipa Leal, João Luís Barreto Guimarães, Manuel António Pina, João Pedro Mésseder. Qual foi o último texto/poema&#160;que escreveste? &#160;&#160; Eu escrevo todos os dias, mas preciso de os rever durante algum tempo, portanto não os sinto terminados. O que considero como último foi o&#160;poema&#160;que ofereci nos anos à minha Mãe, que vive no Porto e infelizmente comemorou sozinha, pois já não pudemos estar juntas, no fim do mês passado. &#160;Não estou a contar com a &#8220;brincadeira&#8221; que faço do diário de quarentena na página do Instagram #palavra_de_40tena, pois são coisas pequenas sem nenhuma essência, apenas desabafos/impulsos do dia&#8230; e uns saem melhor outros pior. Se descrevesses a&#160;Joana&#160;Leitão num&#160;poema… Anoto para não esquecer notas que compõem o meu viver Da carteira hoje não sai nota para o pastel e o café nem amanhã a caneta afirma a nota do teste em rodapé Coso num bloco de notas linhas de apontamentos são memórias de sensações experiências e sentimentos Alinhavando esta mudança tenho a agulha que virar Noto então coisa que não muda: eu na vida sempre a anotar!</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Algumas vezes com um tom humorístico, outras em que a tristeza se tornava mais premente, <a href="https://desculpasparaler.com/partners-in-crime-unidas-leitura-escrita/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Joana Aires Pereira Leitão </a>acompanhou-nos nestes 50 dias com as suas e as nossas inquietações. </h2>



<ul class="wp-block-list"><li>Como é que surge este projeto de&nbsp;poesia&nbsp;na tua vida? </li></ul>



<p>A&nbsp;Poesia&nbsp;surge precisamente da minha escrita impulsiva e da minha paixão por livros. Mais concretamente das minhas presenças assíduas no Ler|Ler, um clube de leitura organizado pela Escola de Escrita Criativa Escrever|Escrever. Este clube organiza na primeira quarta feira de cada mês uma sessão de leitura de trechos de livros sob um tema pré-definido. Como adoro ler, sou viciada nessas idas à Biblioteca Camões. No mês de Março, o tema é sempre&nbsp;Poesia&nbsp;e na primeira vez que participei, saí de lá deliciada. Descobri imensos autores e&nbsp;poemas&nbsp;e a partir daí não mais parei a minha busca e pesquisa por este género e claro comecei a desafiar-me pela escrita deste caminho.Como (ou com a ajuda de quem) descobriste a&nbsp;poesia?</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Como (ou com a ajuda de quem) descobriste a&nbsp;poesia?</li></ul>



<p>De certa forma foi como já contei, mas posso acrescentar que as formações que tenho feito de Escrita Criativa, como Escrever um Livro Infantil e Contador de Histórias, por exemplo me levaram a conhecer este novo caminho da Leitura e da Escrita, não novo para mim claro, mas apagado no meio da minha compra corrente de livros. Agora é ao contrário não saio de uma livraria sem um livro de&nbsp;Poesia&nbsp;e dou por mim a escrever e a pensar&nbsp;poemas.</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Costumas aconselhar&nbsp;poemas&nbsp;para determinadas pessoas/fases da vida, como quem aconselha um livro? </li></ul>



<p>É engraçada essa pergunta, porque agora são os amigos que me pedem. Ainda outro dia uma amiga me pediu que lhe aconselhasse uma&nbsp;poesia&nbsp;para dedicar a um amigo. Como tenho o vício de partilhar&nbsp;poemas&nbsp;ou fragmentos de&nbsp;poemas, de alguma maneira sinto-me a aconselhar essa leitura, sim.&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Existe algum&nbsp;poema&nbsp;que te ocorre nesta fase de pandemia? (algum em destaque?)</li></ul>



<pre class="wp-block-verse">Ausência
Num deserto sem água
Numa noite sem lua
Num país sem nome
Ou numa terra nua

Por maior que seja o desespero
Nenhuma ausência é mais funda do que a tua
<em>Sophia de Mello Breyner Andresen</em></pre>



<ul class="wp-block-list"><li>Já conheceste algum dos teus poetas/escritores preferidos? (Como, em que circunstâncias?)</li></ul>



<p>Já 🙂 o Mia Couto, na Bertrand. Sabia&nbsp;que ele iria lá estar e claro não podia perder essa oportunidade. Muni-me dos livros dele para receber autógrafos e ainda comprei o último escrito por ele e o José Eduardo Agualusa &#8211; &#8220;O Terrorista Elegante&#8221;</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Uma tarde com Fernando Pessoa. A primeira pergunta que lhe farias.</li></ul>



<p>Ricardo Reis desabafou: &#8220;&#8230;Sim, sei bem que nunca serei alguém&#8230;&#8221;, Álvaro de Campos suspirou: &#8220;Não sou nada, Nunca serei nada. Não posso querer ser nada.&#8221; e, Fernando Pessoa escreveu: &#8220;A criança que fui chora na estrada&#8221;, porquê assim?</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Quais são tuas referências na&nbsp;poesia&nbsp;contemporânea?</li></ul>



<p>Alice Vieira, Filipa Leal, João Luís Barreto Guimarães, Manuel António Pina, João Pedro Mésseder.</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Qual foi o último texto/poema&nbsp;que escreveste? &nbsp;&nbsp;</li></ul>



<div class="wp-block-media-text alignwide has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile"><figure class="wp-block-media-text__media"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1080" height="1080" src="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/05/4.jpg" alt="" class="wp-image-1417" srcset="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/05/4.jpg 1080w, https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/05/4-300x300.jpg 300w, https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/05/4-100x100.jpg 100w, https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/05/4-600x600.jpg 600w" sizes="(max-width: 1080px) 100vw, 1080px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-medium-font-size">Eu escrevo todos os dias, mas preciso de os rever durante algum tempo, portanto não os sinto terminados. O que considero como último foi o&nbsp;poema&nbsp;que ofereci nos anos à minha Mãe, que vive no Porto e infelizmente comemorou sozinha, pois já não pudemos estar juntas, no fim do mês passado.</p>
</div></div>



<p>&nbsp;Não estou a contar com a &#8220;brincadeira&#8221; que faço do diário de quarentena na página do Instagram<a rel="noreferrer noopener" href="http://instagram.com/palavra_de_40tena" target="_blank"> #palavra_de_40tena</a>, pois são coisas pequenas sem nenhuma essência, apenas desabafos/impulsos do dia&#8230; e uns saem melhor outros pior.</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Se descrevesses a&nbsp;Joana&nbsp;Leitão num&nbsp;poema…</li></ul>



<pre class="wp-block-verse">Anoto para não esquecer
notas que compõem o meu viver
Da carteira hoje não sai nota
para o pastel e o café
nem amanhã a caneta afirma
a nota do teste em rodapé
Coso num bloco de notas
linhas de apontamentos
são memórias de sensações
experiências e sentimentos
Alinhavando esta mudança
tenho a agulha que virar
Noto então coisa que não muda:
eu na vida sempre a anotar!
</pre>



<p></p>
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		<title>Sophia, vista pelos olhos de uma criança</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Desculpas para ler]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Apr 2020 09:54:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ADN do autor]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças, dedo no ar!]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sophia. O nome. Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004) foi uma das personalidades mais importantes da cultura e história de Portugal e os seus livros foram tão importantes que ainda hoje os lemos. Como diz a minha mãe, &#8220;as histórias fazem-nos sonhar e para sonhar a idade não tem importância&#8221;. Sophia nasceu a dia 6 de novembro de 1919, no Porto. Como o nome completo era difícil de pronunciar ficou conhecida só por Sophia.&#160;Uma palavra que naquele tempo se escrevia com ph porque tem origem grega e em grego, Sophia quer dizer sabedoria e muita gente diz que esse nome sempre foi perfeito para alguém como ela. A infância de Sophia Outro dia, vi um documentário na televisão com a minha mãe sobre esta escritora e poeta e percebi que as obras de Sophia são muito influenciadas pelo local onde cresceu e pela sua infância. Foi uma pessoa com uma grande imaginação e as histórias que inventava eram a sua grande companhia.&#160;Hoje, são a nossa. Sophia cresceu no Porto numa grande casa no meio de uma enorme quinta onde havia muitas árvores diferentes pomares e jardins com belas roseiras e camélias que floriam em novembro. A quinta ficava num lugar chamado Campo Alegre e hoje, transformou-se no Jardim Botânico do Porto que podemos visitar. A mãe de Sophia passava muito tempo a ler e a filha adorava ouvir os poemas e as histórias que ela e as criadas lhe contavam. Achava que os poemas existiam por si, mal sabia escrever e ler e era tão curiosa, sonhadora, imaginativa e observadora, que escrevia uns desenhos de umas letras inventadas. Durante as férias de verão, Sophia ia com toda a família para Granja, uma praia que fica perto do Porto e onde há casas muito bonitas construídas há mais de cem anos. Foi nesse tempo que a mãe lhe contou a história de uma menina muito pequenina que vivia nos rochedos da praia, uma história que Sophia chamou A Menina do Mar. Esse livro fala-nos sobre uma amizade entre uma menina do mar e um rapaz e da saudade, “a saudade é a tristeza que fica em nós quando as coisas de que gostamos se vão embora”. &#160;Sophia adorava o mar e toda a sua riqueza com animais e vegetação. Os livros e as histórias Sophia tornou-se numa menina bonita e elegante. Estudou no Colégio de Nossa Senhora do Rosário no Porto e depois veio para a Faculdade de Letras de Lisboa, onde começou o curso de Clássicas na universidade mas não terminou. Escreveu poesia e publicou o seu primeiro livro de poemas com o título Poesia aos 25 anos de idade. Casou em 1946 com Francisco Sousa Tavares, advogado e político, com quem teve cinco filhos: Maria, Miguel, Isabel, Sofia e Xavier e viviam em Lisboa. Os filhos inspiraram-na a inventar histórias para lhes contar. Alguns dos livros destinados às crianças tais como A Menina do Mar, A Fada Oriana, A Noite de Natal, O cavaleiro da Dinamarca, A floresta, A árvore e O rapaz de bronze, este último estou a ler com a minha mãe a pedido da professora de português e tive de fazer uma apresentação, uma espécie de dicionário com imagens das várias flores, plantas, árvores e animais, para me ajudar a perceber melhor a história.&#160; Dizem que tinha uma imaginação tão rica, que muitas vezes se esquecia que estava com os filhos e distraía-se nas suas histórias. Mulher de valor Sophia continuou a escrever histórias, mas também poemas e contos para adultos. Para ela, o mais importante era que as pessoas soubessem ser justas e distinguissem o bem e o mal, por isso tentou, lutou e combateu contra a injustiça e maldade. No livro, A Fada Oriana, Sophia fala na necessidade de proteger os mais necessitados.&#160; Também lutou pela liberdade em Portugal e ficou contente quando passámos a viver em democracia a partir de 1974. Mesmo com esta mudança, nunca deixou de ficar incomodada com a injustiça. Sophia sempre foi cristã, admirava a vida de Jesus Cristo e nos valores que nos ensinou: o amor, a força para sermos solidários e ajudarmos o outro. Esta preocupação também se lê nos seus livros sobre o Natal. Sophia de Mello Breyner Andresen faleceu, aos 84 anos, no dia 2 de Julho de 2004, em Lisboa. Em julho 2014, a Assembleia da República homenageou Sophia que foi sepultada no Panteão nacional.&#160;&#160; O que aprendi com a Sophia e os seus livros Aprendi que é bom estar junto do mar, faz-nos bem e há tanta coisa para descobrir. Gosto de passear na praia com os meus pais e observar as conchas e búzios. Aprendi a importância da amizade com a história da menina do mar, que é a que conheço melhor e que vi várias espectáculos. Aprendi que não é mau ser diferente. Na menina do mar o rapaz e a menina querem conhecer o mundo um do outro e aceitam um ao outro. Aprendi que posso fazer histórias com tanta coisa… Sophia tinha uma imaginação incrível. Aprendi que devemos ser justos e defendermos quem é mais fraco. Aprendi a importância de viajar para poder ter mais imaginação para as histórias e para conhecer melhor as coisas e o mundo. A importância de ser solidário. Aprendi que é bom ouvir histórias e contá-las e ouvir historias sobre a infância dos meus pais e dos meus avós. Gosto de estar com a minha família. Descobre mais sobre a autora. Escrito por Marita, 10 anos, outubro 2019.</p>
<p>O conteúdo <a rel="nofollow" href="https://desculpasparaler.com/2020/04/20/sophia-vista-pelos-olhos-de-uma-crianca/">Sophia, vista pelos olhos de uma criança</a> aparece primeiro em <a rel="nofollow" href="https://desculpasparaler.com">Desculpas para Ler</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Sophia. O nome.</h2>



<p><a href="https://www.wook.pt/autor/sophia-de-mello-breyner-andresen/652?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sophia de Mello Breyner Andresen</a> (1919-2004) foi uma das personalidades mais importantes da cultura e história de Portugal e os seus livros foram tão importantes que ainda hoje os lemos. Como diz a minha mãe, &#8220;as histórias fazem-nos sonhar e para sonhar a idade não tem importância&#8221;.</p>



<p>Sophia nasceu a dia 6 de novembro de 1919, no Porto. Como o nome completo era difícil de pronunciar ficou conhecida só por <em>Sophia</em>.&nbsp;Uma palavra que naquele tempo se escrevia com <em>ph</em> porque tem origem grega e em grego, Sophia quer dizer sabedoria e muita gente diz que esse nome sempre foi perfeito para alguém como ela.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A infância de Sophia</h2>



<p>Outro dia, vi um documentário na televisão com a minha mãe sobre esta escritora e poeta e percebi que as obras de Sophia são muito influenciadas pelo local onde cresceu e pela sua infância. Foi uma pessoa com uma grande imaginação e as histórias que inventava eram a sua grande companhia.&nbsp;Hoje, são a nossa. </p>



<p>Sophia cresceu no Porto numa grande casa no meio de uma enorme quinta onde havia muitas árvores diferentes pomares e jardins com belas roseiras e camélias que floriam em novembro. A quinta ficava num lugar chamado Campo Alegre e hoje, transformou-se no Jardim Botânico do Porto que podemos visitar.</p>



<p>A mãe de Sophia passava muito tempo a ler e a filha adorava ouvir os poemas e as histórias que ela e as criadas lhe contavam. Achava que os poemas existiam por si, mal sabia escrever e ler e era tão curiosa, sonhadora, imaginativa e observadora, que escrevia uns desenhos de umas letras inventadas.</p>



<p>Durante as férias de verão, Sophia ia com toda a família para Granja, uma praia que fica perto do Porto e onde há casas muito bonitas construídas há mais de cem anos.</p>



<div class="wp-block-image is-style-rounded"><figure class="alignright size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/04/lycheeart-gmLhVQ-jo58-unsplash.jpg" alt="" class="wp-image-1230" width="212" height="282"/></figure></div>



<p>Foi nesse tempo que a mãe lhe contou a história de uma menina muito pequenina que vivia nos rochedos da praia, uma história que Sophia chamou <em><a rel="noreferrer noopener" href="https://www.wook.pt/livro/a-menina-do-mar-sophia-de-mello-breyner-andresen/13167751?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank">A Menina do Mar</a></em>. Esse livro fala-nos sobre uma amizade entre uma menina do mar e um rapaz e da saudade, “a saudade é a tristeza que fica em nós quando as coisas de que gostamos se vão embora”. &nbsp;Sophia adorava o mar e toda a sua riqueza com animais e vegetação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Os livros e as histórias</h2>



<p>Sophia tornou-se numa menina bonita e elegante. Estudou no Colégio de Nossa Senhora do Rosário no Porto e depois veio para a Faculdade de Letras de Lisboa, onde começou o curso de Clássicas na universidade mas não terminou.</p>



<p>Escreveu poesia e publicou o seu primeiro livro de poemas com o título <em>Poesia</em> aos 25 anos de idade. </p>



<p>Casou em 1946 com Francisco Sousa Tavares, advogado e político, com quem teve cinco filhos: Maria, Miguel, Isabel, Sofia e Xavier e viviam em Lisboa.</p>



<div class="wp-block-image is-style-rounded"><figure class="alignleft size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/04/erda-estremera-0ZxdAGG4aWU-unsplash.jpg" alt="" class="wp-image-1228" width="183" height="183" srcset="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/04/erda-estremera-0ZxdAGG4aWU-unsplash.jpg 500w, https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/04/erda-estremera-0ZxdAGG4aWU-unsplash-300x300.jpg 300w, https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/04/erda-estremera-0ZxdAGG4aWU-unsplash-100x100.jpg 100w" sizes="(max-width: 183px) 100vw, 183px" /></figure></div>



<p>Os filhos inspiraram-na a inventar histórias para lhes contar. Alguns dos livros destinados às crianças tais como <em>A Menina do Mar</em>, <a href="https://www.wook.pt/livro/a-fada-oriana-sophia-de-mello-breyner-andresen/13167749?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener">A Fada Oriana</a><em>,<a href="https://www.wook.pt/livro/a-noite-de-natal-sophia-de-mello-breyner-andresen/15270903?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> A Noite de Natal</a></em>, <em><a href="https://www.wook.pt/livro/o-cavaleiro-da-dinamarca-sophia-de-mello-breyner-andresen/15270904?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O cavaleiro da Dinamarca</a></em>,<a href="https://www.wook.pt/livro/a-floresta-sophia-de-mello-breyner-andresen/14875036?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> <em>A floresta</em></a>, <em><a href="https://www.wook.pt/livro/a-arvore-sophia-de-mello-breyner-andresen/14875037?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener">A árvore</a></em> e <em><a href="https://www.bertrand.pt/livro/o-rapaz-de-bronze-sophia-de-mello-breyner-andresen/14875028?a_aid=5e95d4d4985df" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O rapaz de bronze</a></em>, este último estou a ler com a minha mãe a pedido da professora de português e tive de fazer uma apresentação, uma espécie de dicionário com imagens das várias flores, plantas, árvores e animais, para me ajudar a perceber melhor a história.&nbsp;</p>



<p>Dizem que tinha uma imaginação tão rica, que muitas vezes se esquecia que estava com os filhos e distraía-se nas suas histórias.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Mulher de valor</h2>



<p>Sophia continuou a escrever histórias, mas também poemas e contos para adultos. Para ela, o mais importante era que as pessoas soubessem ser justas e distinguissem o bem e o mal, por isso tentou, lutou e combateu contra a injustiça e maldade. No livro, <em>A Fada Oriana</em>, Sophia fala na necessidade de proteger os mais necessitados.&nbsp;</p>



<p>Também lutou pela liberdade em Portugal e ficou contente quando passámos a viver em democracia a partir de 1974. Mesmo com esta mudança, nunca deixou de ficar incomodada com a injustiça.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="alignleft size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/04/benjamin-voros-U-Kty6HxcQc-unsplash.jpg" alt="" class="wp-image-1229" width="254" height="112" srcset="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/04/benjamin-voros-U-Kty6HxcQc-unsplash.jpg 751w, https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/04/benjamin-voros-U-Kty6HxcQc-unsplash-600x265.jpg 600w" sizes="(max-width: 254px) 100vw, 254px" /></figure></div>



<p>Sophia sempre foi cristã, admirava a vida de Jesus Cristo e nos valores que nos ensinou: o amor, a força para sermos solidários e ajudarmos o outro. Esta preocupação também se lê nos seus livros sobre o Natal.</p>



<p>Sophia de Mello Breyner Andresen faleceu, aos 84 anos, no dia 2 de Julho de 2004, em Lisboa. Em julho 2014, a Assembleia da República homenageou Sophia que foi sepultada no Panteão nacional.&nbsp;&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que aprendi com a Sophia e os seus livros</h2>



<p></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Aprendi que é bom estar junto do mar, faz-nos bem e há tanta coisa para descobrir. Gosto de passear na praia com os meus pais e observar as conchas e búzios.</li><li>Aprendi a importância da amizade com a história da menina do mar, que é a que conheço melhor e que vi várias espectáculos.</li><li>Aprendi que não é mau ser diferente. Na menina do mar o rapaz e a menina querem conhecer o mundo um do outro e aceitam um ao outro.</li><li>Aprendi que posso fazer histórias com tanta coisa… Sophia tinha uma imaginação incrível.</li><li>Aprendi que devemos ser justos e defendermos quem é mais fraco.</li><li>Aprendi a importância de viajar para poder ter mais imaginação para as histórias e para conhecer melhor as coisas e o mundo.</li><li>A importância de ser solidário.</li><li>Aprendi que é bom ouvir histórias e contá-las e ouvir historias sobre a infância dos meus pais e dos meus avós. Gosto de estar com a minha família.</li></ul>



<p>Descobre mais sobre a <a href="https://www.bertrand.pt/livro/chamo-me-sophia-jose-jorge-letria/10945822?a_aid=5e95d4d4985df" target="_blank" rel="noreferrer noopener">autora</a>.</p>



<p><em>Escrito por <span class="has-inline-color has-luminous-vivid-amber-color">Marita, 10 anos</span></em>, outubro 2019.</p>



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