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	<title>Desculpas para ler &#8211; Desculpas para Ler</title>
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	<description>Leia para ter sempre uma boa desculpa!</description>
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	<title>Desculpas para ler &#8211; Desculpas para Ler</title>
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		<title>Juntei-me a esta história</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Desculpas para ler]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Jun 2021 15:11:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[A bordo]]></category>
		<category><![CDATA[A voz da contracapa]]></category>
		<category><![CDATA[Contador de histórias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>De 2 a 28 de junho, juntei-me ao mercado do livro da note!. Prometem sugestões de histórias de literatura, passando pelos livros práticos e livros infantojuvenis, acredite vai ter inúmeras desculpas para ler! Nas redes sociais da note! e nas do desculpas para ler fique atento a artigos, lives, vídeos e passatempos. Tudo para que ler seja uma boa desculpa!</p>
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<p>De 2 a 28 de junho, juntei-me ao mercado do livro da note!. Prometem sugestões de histórias de literatura, passando pelos livros práticos e livros infantojuvenis, acredite vai ter inúmeras desculpas para ler! </p>



<p>Nas redes sociais da <a href="https://www.instagram.com/noteonline.pt/?hl=pt" target="_blank" rel="noreferrer noopener">note! </a>e nas do desculpas para ler fique atento a artigos, lives, vídeos e passatempos. Tudo para que ler seja uma boa desculpa! </p>



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		<title>Singularidade de uma carta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Desculpas para ler]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Jun 2021 14:46:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[A voz da contracapa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Convidei a poeta Inês Francisco Jacob a escrever sobre como o livro «Cartas a um jovem poeta» de Rainer Maria Rilke. Quando enderecei o convite, achei que seria a combinação perfeita para alguém que é poeta e que criou um projeto que escreve cartas a pedido. Mal sabia eu que este livro a tinha influenciado como artista na procura da «voz» e na urgência da escrita e, na criação de um projeto chamado «Um código postal», onde toda intimidade e aproximação é um ofício que define a singularidade de uma carta! Há muito tempo que queria ler «cartas a um jovem poeta» de Rainer Maria Rilke, considerado uma dos maiores poetas em língua alemã do século XX. Senti-a a necessidade de estar acompanhada na troca de ideias por um/a poeta. Rapidamente, o nome de Inês Francisco Jacob surgiu. Tenho uma profunda admiração pela Inês, alguns dos seus poemas com os quais me relacionei (sim, é de uma relação que se trata&#8230;) descobri na página opoemaensinaacair de Raquel Marinho e, mais tarde, voltei a deparar-me com o seu nome numa entrevista ao podcast Ponto Final, parágrafo, pelo qual descobri que a Inês criou um projeto de escrita de cartas a pedido. Numa era marcadamente tecnológica, em que escrever uma carta é raro, achei curioso. Sei que sou suspeita, pois sou daquelas que adora receber uma carta e um postal. Aliás, criei o hábito de enviar uma carta para mim própria sempre que viajo. A carta cria relação, implica instrospeção e sugere intimidade. Saibam como o livro «cartas a um jovem poeta» influenciou o caminho da poeta Inês Francisco Jacob: Creio que já todos sentimos, uma vez que seja, a vontade ou urgência em partilhar o nosso profundo assombro com pessoas que admiramos. Com quem escreve, quem pinta, quem esculpe, quem compõe, quem, à sua maneira, alterou o nosso mundo. Dizer ao artista ou à pessoa – que nem sempre significa bem o mesmo –, como a sua obra nos inspirou a tomaralgum caminho, a procurar alguma verdade. Se os artistas que admiramos são nossos contemporâneos, então a aproximação torna-se ainda mais inevitável.O jovem Franz Xaver Kappus, que para além da carreira militar almejava concretizar-se na poesia, decidiu escrever a Rainer Maria Rilke. Dessa correspondência germinou um livro – publicado postumamente –, com 10 cartas trocadas entre «mestre» e «pupilo». Para lá da leitura pedagógica, dos conselhos, das sugestões, das questões mais práticas, recebemos um verdadeiro tratado filosófico-poético sobre a urgência de escrever, sobre a necessidade, acima de tudo, de o fazer. Os ecos dessa troca ainda hoje me beliscam os ouvidos.Estas reflexões sobre a poesia – sendo que muitas delas jamais encontram uma conclusão definitiva –, servem de exemplo a toda a criação artística. Naturalmente que já passaram mais de 100 anos aquando do momento em que esta correspondência se estabeleceu, e é certo que os tempos mudam, as pessoas mudam, a forma como encaramos a literatura também pode sofrer algumas adaptações, mas, no que diz respeito ao ímpeto, a um impulso difícil de domar, há linhas que são intemporais, comportamentos que pertencem à pele dos poetas e que não encontram desordem fora de uma suposta época. Por que se escreve? Por que se quer fazê-lo? Por se precisar de o fazer. É também nessa montra evidenciada pelo jovem Kappus que Rilke mergulha num diálogo pleno de humildade, introspecção e transparência. Por vezes é necessário que surja este confronto de ideias e vontades para equilibrar as decisões e as intenções. A busca incessante por uma voz “única”, a resposta direcionada para um estímulo que se torna físico, a vontade – possivelmente inerente a todos os poetas em qualquer «fase» de existência –, de marcar uma posição, que não tem de ser necessariamente política, mas, no seu entender, isolada, única. Não se procura, por isso, arepetição, a cópia, a redundância, mas «a» voz.É também no formato da epístola que tendemos a aproximar-nos mais de um sistema de palavras e ideias que habitam a intimidade com maior certeza. A carta permite-nos, com tempo e espaço, retirar algumas amarras, maneirismos, tiques ou fugas da vida mais mundana. A carta expõe, não impõe. A carta embala-nos, permite-nos estancar a dúvida no papel, grudar às folhas uma sensação de quase imortalidade – não fosse o papel perecível. Mas as palavras, com alguma sorte, não o são. É isso que nos vale.Foi a pensar na carta enquanto objecto, e no ritual que compreende todos os seus capítulos, que criei o projecto Código Postal. Nele, crio de raiz uma carta para uma pessoa concreta. Os textos podem ser escritos em prosa ou em poesia. Podem partir de uma ideia muito específica, um contexto peculiar ou, ao invés, podem ser erguidas com absoluta liberdade. Comecei a dar asas a este projecto em Novembro. Até à data já escrevi cerca de 140 cartas. Todas diferentes. Todas personalizadas. É um exercício mental e físico muito grande. Não esperei, na altura em que comecei a divulgar a ideia, que a sua concretização fosse tão intensa e que expusesse tamanha vulnerabilidade – da parte de quem faz o pedido e da parte de quem corresponde a tal. Essa tem sido uma das grandes surpresas do projecto. Há um sem fim de ideias e emoções transversais a cada pessoa. As pessoas, nas suas esferas de base, são muito semelhantes.Mais de 100 anos volvidos e a correspondência entre o jovem soldado e Rilke ainda ressoa pelas gerações que o permitirem e procurarem – ou encontrarem. As meditações em torno de um hipotético chamamento para criar (neste caso, poesia), para que a sobrevivência não seja tão dolorosa, ainda têm validade. Talvez o tenham para sempre. Generosamente escrito por Inês Francisco Jacob.</p>
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<h2 class="wp-block-heading">Convidei a poeta Inês Francisco Jacob a escrever sobre como o livro «Cartas a um jovem poeta» de Rainer Maria Rilke. Quando enderecei o convite, achei que seria a combinação perfeita para alguém que é poeta e que criou um projeto que escreve cartas a pedido. Mal sabia eu que este livro a tinha influenciado como artista na procura da «voz» e na urgência da escrita e, na criação de um projeto chamado «Um código postal», onde toda intimidade e aproximação é um ofício que define a singularidade de uma carta!</h2>



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<p>Há muito tempo que queria ler «cartas a um jovem poeta» de Rainer Maria Rilke, considerado uma dos maiores poetas em língua alemã do século XX. Senti-a a necessidade de estar acompanhada na troca de ideias por um/a poeta. Rapidamente, o nome de Inês Francisco Jacob surgiu. Tenho uma profunda admiração pela Inês, alguns dos seus poemas com os quais me relacionei (sim, é de uma relação que se trata&#8230;) descobri na página opoemaensinaacair de Raquel Marinho e, mais tarde, voltei a deparar-me com o seu nome numa entrevista ao podcast Ponto Final, parágrafo, pelo qual descobri que a Inês criou um projeto de escrita de cartas a pedido. </p>



<p>Numa era marcadamente tecnológica, em que escrever uma carta é raro, achei curioso. Sei que sou suspeita, pois sou daquelas que adora receber uma carta e um postal. Aliás, criei o hábito de enviar uma carta para mim própria sempre que viajo. A carta cria relação, implica instrospeção e sugere intimidade. </p>



<p>Saibam como o livro «cartas a um jovem poeta» influenciou o caminho da poeta Inês Francisco Jacob: </p>



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<p>Creio que já todos sentimos, uma vez que seja, a vontade ou urgência em partilhar o nosso profundo assombro com pessoas que admiramos. Com quem escreve, quem pinta, quem esculpe, quem compõe, quem, à sua maneira, alterou o nosso mundo. Dizer ao artista ou à pessoa – que nem sempre significa bem o mesmo –, como a sua obra nos inspirou a tomar<br>algum caminho, a procurar alguma verdade. Se os artistas que admiramos são nossos contemporâneos, então a aproximação torna-se ainda mais inevitável.<br>O jovem Franz Xaver Kappus, que para além da carreira militar almejava concretizar-se na poesia, decidiu escrever a <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.wook.pt/livro/cartas-a-um-jovem-poeta-rainer-maria-rilke/24337945a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank">Rainer Maria Rilke</a>. Dessa correspondência germinou um livro – publicado postumamente –, com 10 cartas trocadas entre «mestre» e «pupilo». Para lá da leitura pedagógica, dos conselhos, das sugestões, das questões mais práticas, recebemos um verdadeiro tratado filosófico-poético sobre a urgência de escrever, sobre a necessidade, acima de tudo, de o fazer. Os ecos dessa troca ainda hoje me beliscam os ouvidos.<br>Estas reflexões sobre a poesia – sendo que muitas delas jamais encontram uma conclusão definitiva –, servem de exemplo a toda a criação artística. Naturalmente que já passaram mais de 100 anos aquando do momento em que esta correspondência se estabeleceu, e é certo que os tempos mudam, as pessoas mudam, a forma como encaramos a literatura também pode sofrer algumas adaptações, mas, no que diz respeito <strong>ao ímpeto, a um impulso difícil de domar, há linhas que são intemporais, comportamentos que pertencem à pele dos poetas e que não encontram desordem fora de uma suposta época.</strong></p>



<p><br><strong>Por que se escreve? Por que se quer fazê-lo? Por se precisar de o fazer. </strong>É também nessa montra evidenciada pelo jovem Kappus que Rilke mergulha num diálogo pleno de humildade, introspecção e transparência. Por vezes é necessário que surja este confronto de ideias e vontades para equilibrar as decisões e as intenções. A busca incessante por uma voz “única”, a resposta direcionada para um estímulo que se torna físico, a vontade – possivelmente inerente a todos os poetas em qualquer «fase» de existência –, de marcar uma posição, que não tem de ser necessariamente política, mas, no seu entender, isolada, única. <strong>Não se procura, por isso, a<br>repetição, a cópia, a redundância, mas «a» voz.</strong><br><strong>É também no formato da epístola que tendemos a aproximar-nos mais de um sistema de palavras e ideias que habitam a intimidade com maior certeza. </strong>A carta permite-nos, com tempo e espaço, retirar algumas amarras, maneirismos, tiques ou fugas da vida mais mundana. <strong>A carta expõe, não impõe.</strong> A carta embala-nos, permite-nos estancar a dúvida no papel, grudar às folhas uma sensação de quase imortalidade – não fosse o papel perecível. Mas as palavras, com alguma sorte, não o são. É isso que nos vale.<br><strong>Foi a pensar na carta enquanto objecto, e no ritual que compreende todos os seus capítulos, que criei o projecto <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.instagram.com/umcodigopostal/?hl=pt" target="_blank">Código Postal</a>. Nele, crio de raiz uma carta para uma pessoa concreta. </strong>Os textos podem ser escritos em prosa ou em poesia. Podem partir de uma ideia muito específica, um contexto peculiar ou, ao invés, podem ser erguidas com absoluta liberdade. Comecei a dar asas a este projecto em Novembro. Até à data já escrevi cerca de 140 cartas. Todas diferentes. Todas personalizadas. É um exercício mental e físico muito grande. Não esperei, na altura em que comecei a divulgar a ideia, que a sua concretização fosse tão intensa e que expusesse tamanha vulnerabilidade – da parte de quem faz o pedido e da parte de quem corresponde a tal. Essa tem sido uma das grandes surpresas do projecto. Há um sem fim de ideias e emoções transversais a cada pessoa. As pessoas, nas suas esferas de base, são muito semelhantes.<br>Mais de 100 anos volvidos e a correspondência entre o jovem soldado e Rilke ainda ressoa pelas gerações que o permitirem e procurarem – ou encontrarem. As meditações em torno de um hipotético chamamento para criar (neste caso, poesia), para que a sobrevivência não seja tão dolorosa, ainda têm validade. Talvez o tenham para sempre.</p>



<p>Generosamente escrito por Inês Francisco Jacob.</p>



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		<title>Diana Carvalho &#8211; Gente com histórias no sangue</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Desculpas para ler]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Apr 2021 13:55:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gente c/ histórias no sangue]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Diana Carvalho é escritora, produtora, editora, revisora de textos e fundadora da Alfarela Studios, que &#8220;faz&#8221; livros como se de uma oficina de artesão se tratasse. Aqui o detalhe importa e o livro assemelha-se a um corpo na sua forma mais orgânica. Em semana de celebração do primeiro aniversário, Diana Teixeira de Carvalho dá voz aos livros, que ganham vida e humanidade nas suas palavras, perdendo-se o seu olhar de livro-objeto. Desde cedo, a nossa convidada nunca perdeu a vontade de historiar e, hoje, faz disso profissão. Mas mais do que uma profissão e até um prazer, a leitura e os livros foram o seu refúgio, a sua companhia, o seu ombro amigo que fala através das palavras… a sua cabana, a sua proteção, a sua salvação. Salvação, sentido literal da palavra. Salvação, que passa por um tempo de profunda dor como a morte de um filho. «Já vivi momentos na minha vida que &#8211; posso dizer em voz alta &#8211; apenas conseguiu superar através da ajuda de boas leituras. Chega a dizer: «Lamentavelmente, passei por essa vontade de afastar as pessoas de mim. E foi aí que os livros foram os meus fiéis conselheiros, deram-me exemplos a copiar, fizeram-me imaginar mundos novos que eu iria viver, conseguiram entrar em mim e mostrar que, dia após dia, a dor ia atenuar e eu iria superar aquele momento. A esperança de um futuro sem o meu filho nasceu nas histórias que li durante meses a fio. Se isto não é uma relação séria com os livros, então não somos nada.» 1. Se te tivesses de dar um título como te definias? Confesso que consigo imaginar muitos “títulos” ou então, nomes de código como lhes prefiro apelidar. Como tenho tantas facetas, tantos humores, fica difícil escolher apenas um, um dia sou a introvertida, noutro dia sou a que tem mais energia, ou a mais sonhadora. Sou muito transparente e raramente consigo disfarçar estados de espírito. Mas penso que aquele que me explica melhor é “cigarra duracell”, um nome que herdei do tempo em que fui escuteira e que nunca deixou de me acompanhar, porque eu estou sempre a falar, a contar histórias, a questionar, sempre tive algo a dizer e parecia que nunca perdia essa vontade de historiar sobre determinado tema. Ainda hoje sinto essa necessidade de contar ao mundo o que merece ser relembrado. 2. Fala-nos do teu projecto. O que o diferencia em Portugal? Qual o móbil? A Alfarela Studio nasceu da proximidade muito íntima que tenho com os livros e com a literatura. Cresci a ler todo o género de livros que os meus pais tinham em casa e a ouvir histórias contadas por imensas pessoas que habitaram a minha infância e depois comecei a participar e ganhar os prémios de escrita dos tempos de escola, fossem trabalhos pedidos pelos professores ou então trabalhos enviados para os jornais, para a área-escola ou rádio escolar. Até a escrever para o teatro me aventurei, quando era adolescente. Essa relação com a leitura e com a escrita foi ganhando uma forma mais complexa, até ao dia em que editei o primeiro romance. A sensação foi tão encantadora que nunca mais parei e soube que essa era a minha vocação. No entanto, a minha vida profissional já tinha seguido outro rumo na área de Marketing e Comunicação e ainda demorei 8 anos a abrir a minha própria empresa de fazer livros, como gosto de lhe chamar. Nesses 8 anos acabei por escrever alguns livros como escritora fantasma e adorei a experiência. Infelizmente, em Portugal, o escritor-fantasma ainda é encarado com desconfiança, mas, aos poucos, isso também está a mudar. Consegui dar voz a pessoas que não seriam capazes de escrever um livro por falta de tempo, ou de conhecimento para o fazer, ou simplesmente porque não sabiam como organizar a história que queriam contar. Estamos a falar de indivíduos com boas histórias de vida, como empresários de grandes carreiras, biografias notáveis e até romances. Foi um caminho muito gratificante que me levou a considerar esta vertente. A Alfarela Studio é um pouco a união da minha vontade de escrever e ajudar outras pessoas a contarem a sua história e a necessidade de apoiar a literatura e a cultura em Portugal. Ainda estamos na fase 1, a Alfarela terá mais duas fases que passarão por outros projetos ligados à promoção da cultura literária, até ao final de 2021. Um dia, disseram-me que não havia ninguém em Portugal que fazia o que a Alfarela Studio faz: criar um livro, desde a raiz, trabalhando o seu esqueleto e todos os componentes necessários para que chegue a casa do leitor. É obvio que as editoras fazem isso, mas penso que talvez não o façam de uma forma tão personalizada e íntima como a Alfarela o faz. Então, imagina que queres fazer um livro biográfico em que será necessário pensar no índice, agendar e acompanhar as sessões fotográficas, escrever todos os capítulos, escolher o styling do projecto, os materiais, a impressão…  enfim, tudo é pensado, até ao mais pequeno detalhe e em linha condutora com o autor, o verdadeiro autor da história. E ainda vêm aí mais novidades que não posso revelar para já. 3. Tens uma relação séria com a leitura ou preferes encontros sem hora marcada? Tenho uma relação muito séria com a leitura! Já vivi momentos na minha vida que &#8211; posso dizer em voz alta &#8211; apenas consegui superar através da ajuda de boas leituras. Passei uma péssima temporada em 2019 quando o meu filho faleceu e os livros foram os meus melhores amigos. Naquele momento em que o mundo nos cai em cima e tudo o que queremos é o silêncio supremo, não conseguimos estar com pessoas reais, pois tudo o que dizem é ruído doloroso. Lamentavelmente, passei por essa vontade de afastar as pessoas de mim. E foi aí que os livros foram os meus fiéis conselheiros, deram-me exemplos a copiar, fizeram-me imaginar mundos novos que eu iria viver, conseguiram entrar em mim e mostrar que, dia após dia, a dor ia atenuar e eu iria superar aquele momento. A esperança de um futuro sem o meu filho nasceu nas histórias que li durante meses a fio. Se isto não é uma relação séria com os livros, então não somos nada. 4. Devoras livros ou estás em dieta? Obrigo-me a saltar, intermitentemente, entre estas duas fases. O meu estado natural é com um livro na mão, sentada no sofá ou no jardim a ler, absorvida pela história. Mas quando estou imersiva num projecto novo, na escrita de um livro ou em algum outro trabalho importante, não posso ler livros desta forma, preciso de fazer a tal dieta. Costumo dizer que sofro de uma patologia obsessiva, pois crio demasiada empatia com as personagens das histórias que leio e, até terminar o livro, eu não consigo fazer mais nada porque é muito difícil abstrair-me da personagem. É uma fraqueza que me acompanha há muitos anos, mas já aprendi a lidar com ela e encontrei um equilíbrio. 5. Dizem que os nossos pais e avós eram para nós o livro (já que quando somos mais novos apenas vemos as imagens e somos ouvintes), eram os nossos contadores de histórias. Guardas histórias de infância ou apenas berlindes? Guardo imensas histórias de infância. Recordo muitas vezes as histórias e lengalengas que a minha avó Margarida nos contava, somos 8 netos. Adorávamos ouvi-la dizer aquelas palavras cantadas. Tive uma infância muito feliz e cresci com todas as minhas primas numa base diária, pelo que fazer histórias era a nossa brincadeira favorita. E depois ainda obrigávamos os nossos pais a ouvi-las, a ver as peças de teatro que inventávamos. O maior contador de histórias é o tempo, nós só precisamos de parar e ouvir. 6. Qual a personagem ou personalidade (viva ou já desaparecida) que gostarias que te contasse uma história? E, porquê? Adorava ouvir o meu filho a contar-me uma história. No entanto, é uma utopia e nunca vai acontecer, então é algo que imagino vezes sem conta e, de cada vez que imagino, é sempre diferente. A história, a voz, o entusiasmo. Isso ajuda-me a dar mais valor à atualidade, ao presente e às pessoas que me rodeiam. Aprendi a dar o meu tempo ao tempo dos outros. Para nunca mais ter de imaginar como seria. 7. O que achas que não deve faltar numa biblioteca pessoal e porquê? Um dicionário é a cola que une todos os livros. Desde que somos crianças e começamos a dar os primeiros passos na leitura até que começamos a escrever com mais afinco, saber o significado das palavras que usamos e aprender palavras mais complexas é a chave para um maior entendimento da língua. Tenho muita preocupação com a crise linguística actual, em que o número de palavras com que habitamos é o mais diminuto de sempre. Uma biblioteca seja pessoal ou comunitária, deverá sempre ter dicionários, gramáticas e estimular o uso e a consulta destes livros. Eu ainda consulto dicionários, hoje em dia e sei que o farei durante muitos anos. O conhecimento que temos da língua é muito pequeno, temos de continuar a aprender a linguística. 8. O que substituías por um livro? Um passeio no meio da serra. Atualmente, poucas coisas me preenchem mais do que o silêncio da natureza, a tranquilidade da montanha. Ali, onde tudo se passa, mas pouco se vê, é preciso estar atento para entender o que nos rodeia. Os códigos da natureza estão à vista para serem descobertos: é como um livro, aprendemos sempre algo novo, encontramos sempre uma boa história que a serra nos conta ou nos faz imaginar. 9. A cabeceira treme de livros ou apenas com o despertador do telemóvel? O que tens por lá? Habitualmente, tenho sempre dois livros na mesinha de cabeceira. De momento é a biografia da Rita Lee, que me ajuda a inspirar o meu lado mais irreverente, mais lutador e sofisticado e uma série de entrevistas biográficas de Gabriel Garcia Márquez que me remete para a literatura, o sonho do imaginário. Mas estes não são os livros que estou a ler, são mais os livros que eu preciso de ver. A mesinha de cabeceira funciona mais como estados de espírito. Por vezes troco e rodeio-me de outros livros que estejam a precisar de ser vistos. 10. Tens livros de vida ou a tua vida dava um livro? É muito complicado escolher apenas um ou dois livros que se enquadrem neste perfil. Cada livro que leio significa algo tão honesto e íntimo que qualquer título que nomeie será considerado muito redutor. No entanto, a Poesia aqui assume um papel muito importante para mim, pois é uma porta aberta para uma vida nova. Através da poesia o mundo desdobra-se e novas vidas nascem e essa é uma viagem maravilhosa que faz de qualquer vida um bom livro. 11. Uma decisão na vida que mudaste inspirada pela leitura de um livro. Qual? Poderia dar muitos exemplos, pois sinto que sou influenciada pelos livros que leio, faço muitas reflexões sobre os temas descritos. Todos os livros nos mudam, disso tenho a certeza. Recordo que quando era adolescente e li todos os livros do Paulo Coelho, tomei a decisão mais ingénua da minha vida: decidi que queria ser uma boa pessoa, nem eu sabia ainda qual a profundidade do significado disso. Os imaginários mágicos das personagens eram tão imersivos… Mas ainda me lembro qual o livro que me fez decidir que queria ser escritora, foi o “Se o Amanhã Chegar”, de Sidney Sheldon. Foi o primeiro livro de literatura para adultos que li e gostei tanto dessa sensação que, com 11 anos, tomei a grande decisão da minha vida. 12. Um bom livro existe ou é ficção? Existem livros maus? Em primeiro lugar, não acredito que existam maus livros. Podem existir livros feios, desprovidos de beleza textual, de imaginário, até de uma estrutura bonita, o que dificulta a leitura. Muitas vezes, esta é a razão pela qual muitos jovens...</p>
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<h2 class="wp-block-heading">Diana Carvalho é escritora, produtora, editora, revisora de textos e fundadora da Alfarela Studios, que &#8220;faz&#8221; livros como se de uma oficina de artesão se tratasse. Aqui o detalhe importa e o livro assemelha-se a um corpo na sua forma mais orgânica. </h2>



<p>Em semana de celebração do primeiro aniversário, Diana Teixeira de Carvalho dá voz aos livros, que ganham vida e humanidade nas suas palavras, perdendo-se o seu olhar de livro-objeto. Desde cedo, a nossa convidada nunca perdeu a vontade de historiar e, hoje, faz disso profissão. </p>



<p>Mas mais do que uma profissão e até um prazer, a leitura e os livros foram o seu refúgio, a sua companhia, o seu ombro amigo que fala através das palavras… a sua cabana, a sua proteção, a sua salvação. Salvação, sentido literal da palavra. Salvação, que passa por um tempo de profunda dor como a morte de um filho. «Já vivi momentos na minha vida que &#8211; posso dizer em voz alta &#8211; apenas conseguiu superar através da ajuda de boas leituras. Chega a dizer: «Lamentavelmente, passei por essa vontade de afastar as pessoas de mim. E foi aí que os livros foram os meus fiéis conselheiros, deram-me exemplos a copiar, fizeram-me imaginar mundos novos que eu iria viver, conseguiram entrar em mim e mostrar que, dia após dia, a dor ia atenuar e eu iria superar aquele momento. A esperança de um futuro sem o meu filho nasceu nas histórias que li durante meses a fio. Se isto não é uma relação séria com os livros, então não somos nada.»</p>



<p><strong>1. Se te tivesses de dar um título como te definias?</strong></p>



<p>Confesso que consigo imaginar muitos “títulos” ou então, nomes de código como lhes prefiro apelidar. Como tenho tantas facetas, tantos humores, fica difícil escolher apenas um, um dia sou a introvertida, noutro dia sou a que tem mais energia, ou a mais sonhadora. Sou muito transparente e raramente consigo disfarçar estados de espírito. Mas penso que aquele que me explica melhor é “cigarra duracell”, um nome que herdei do tempo em que fui escuteira e que nunca deixou de me acompanhar, porque eu estou sempre a falar, a contar histórias, a questionar, sempre tive algo a dizer e parecia que nunca perdia essa vontade de <em>historiar</em> sobre determinado tema. Ainda hoje sinto essa necessidade de contar ao mundo o que merece ser relembrado.</p>



<p><strong>2. Fala-nos do teu projecto. O que o diferencia em Portugal? Qual o móbil?</strong></p>



<p>A <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.alfarela.pt/" target="_blank">Alfarela Studio</a> nasceu da proximidade muito íntima que tenho com os livros e com a literatura. Cresci a ler todo o género de livros que os meus pais tinham em casa e a ouvir histórias contadas por imensas pessoas que habitaram a minha infância e depois comecei a participar e ganhar os prémios de escrita dos tempos de escola, fossem trabalhos pedidos pelos professores ou então trabalhos enviados para os jornais, para a área-escola ou rádio escolar. Até a escrever para o teatro me aventurei, quando era adolescente. Essa relação com a leitura e com a escrita foi ganhando uma forma mais complexa, até ao dia em que editei o primeiro romance. A sensação foi tão encantadora que nunca mais parei e soube que essa era a minha vocação. No entanto, a minha vida profissional já tinha seguido outro rumo na área de <em>Marketing</em> e Comunicação e ainda demorei 8 anos a abrir a minha própria empresa de fazer livros, como gosto de lhe chamar. Nesses 8 anos acabei por escrever alguns livros como escritora fantasma e adorei a experiência. Infelizmente, em Portugal, o escritor-fantasma ainda é encarado com desconfiança, mas, aos poucos, isso também está a mudar. Consegui dar voz a pessoas que não seriam capazes de escrever um livro por falta de tempo, ou de conhecimento para o fazer, ou simplesmente porque não sabiam como organizar a história que queriam contar. Estamos a falar de indivíduos com boas histórias de vida, como empresários de grandes carreiras, biografias notáveis e até romances. Foi um caminho muito gratificante que me levou a considerar esta vertente. A Alfarela Studio é um pouco a união da minha vontade de escrever e ajudar outras pessoas a contarem a sua história e a necessidade de apoiar a literatura e a cultura em Portugal. Ainda estamos na fase 1, a Alfarela terá mais duas fases que passarão por outros projetos ligados à promoção da cultura literária, até ao final de 2021. Um dia, disseram-me que não havia ninguém em Portugal que fazia o que a <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.instagram.com/alfarela.pt/?hl=pt" target="_blank">Alfarela Studio</a> faz: criar um livro, desde a raiz, trabalhando o seu esqueleto e todos os componentes necessários para que chegue a casa do leitor. É obvio que as editoras fazem isso, mas penso que talvez não o façam de uma forma tão personalizada e íntima como a Alfarela o faz. Então, imagina que queres fazer um livro biográfico em que será necessário pensar no índice, agendar e acompanhar as sessões fotográficas, escrever todos os capítulos, escolher o <em>styling</em> do projecto, os materiais, a impressão…  enfim, tudo é pensado, até ao mais pequeno detalhe e em linha condutora com o autor, o verdadeiro autor da história. E ainda vêm aí mais novidades que não posso revelar para já.</p>



<p><strong>3. Tens uma relação séria com a leitura ou preferes encontros sem hora marcada?</strong></p>



<p>Tenho uma relação muito séria com a leitura! Já vivi momentos na minha vida que &#8211; posso dizer em voz alta &#8211; apenas consegui superar através da ajuda de boas leituras. Passei uma péssima temporada em 2019 quando o meu filho faleceu e os livros foram os meus melhores amigos. Naquele momento em que o mundo nos cai em cima e tudo o que queremos é o silêncio supremo, não conseguimos estar com pessoas reais, pois tudo o que dizem é ruído doloroso. Lamentavelmente, passei por essa vontade de afastar as pessoas de mim. E foi aí que os livros foram os meus fiéis conselheiros, deram-me exemplos a copiar, fizeram-me imaginar mundos novos que eu iria viver, conseguiram entrar em mim e mostrar que, dia após dia, a dor ia atenuar e eu iria superar aquele momento. A esperança de um futuro sem o meu filho nasceu nas histórias que li durante meses a fio. Se isto não é uma relação séria com os livros, então não somos nada.</p>



<p><strong>4. Devoras livros ou estás em dieta?</strong></p>



<p>Obrigo-me a saltar, intermitentemente, entre estas duas fases. O meu estado natural é com um livro na mão, sentada no sofá ou no jardim a ler, absorvida pela história. Mas quando estou imersiva num projecto novo, na escrita de um livro ou em algum outro trabalho importante, não posso ler livros desta forma, preciso de fazer a tal dieta. Costumo dizer que sofro de uma patologia obsessiva, pois crio demasiada empatia com as personagens das histórias que leio e, até terminar o livro, eu não consigo fazer mais nada porque é muito difícil abstrair-me da personagem. É uma fraqueza que me acompanha há muitos anos, mas já aprendi a lidar com ela e encontrei um equilíbrio.</p>



<p><strong>5. Dizem que os nossos pais e avós eram para nós o livro (já que quando somos mais novos apenas vemos as imagens e somos ouvintes), eram os nossos contadores de histórias. Guardas histórias de infância ou apenas berlindes?</strong></p>



<p>Guardo imensas histórias de infância. Recordo muitas vezes as histórias e lengalengas que a minha avó Margarida nos contava, somos 8 netos. Adorávamos ouvi-la dizer aquelas palavras cantadas. Tive uma infância muito feliz e cresci com todas as minhas primas numa base diária, pelo que fazer histórias era a nossa brincadeira favorita. E depois ainda obrigávamos os nossos pais a ouvi-las, a ver as peças de teatro que inventávamos. O maior contador de histórias é o tempo, nós só precisamos de parar e ouvir.</p>



<p><strong>6. Qual a personagem ou personalidade (viva ou já desaparecida) que gostarias que te contasse uma história? E, porquê?</strong></p>



<p>Adorava ouvir o meu filho a contar-me uma história. No entanto, é uma utopia e nunca vai acontecer, então é algo que imagino vezes sem conta e, de cada vez que imagino, é sempre diferente. A história, a voz, o entusiasmo. Isso ajuda-me a dar mais valor à atualidade, ao presente e às pessoas que me rodeiam. Aprendi a dar o meu tempo ao tempo dos outros. Para nunca mais ter de imaginar como seria.</p>



<p><strong>7. O que achas que não deve faltar numa biblioteca pessoal e porquê?</strong></p>



<p>Um dicionário é a cola que une todos os livros. Desde que somos crianças e começamos a dar os primeiros passos na leitura até que começamos a escrever com mais afinco, saber o significado das palavras que usamos e aprender palavras mais complexas é a chave para um maior entendimento da língua. Tenho muita preocupação com a crise linguística actual, em que o número de palavras com que habitamos é o mais diminuto de sempre. Uma biblioteca seja pessoal ou comunitária, deverá sempre ter dicionários, gramáticas e estimular o uso e a consulta destes livros. Eu ainda consulto dicionários, hoje em dia e sei que o farei durante muitos anos. O conhecimento que temos da língua é muito pequeno, temos de continuar a aprender a linguística.</p>



<p><strong>8. O que substituías por um livro?</strong></p>



<p>Um passeio no meio da serra. Atualmente, poucas coisas me preenchem mais do que o silêncio da natureza, a tranquilidade da montanha. Ali, onde tudo se passa, mas pouco se vê, é preciso estar atento para entender o que nos rodeia. Os códigos da natureza estão à vista para serem descobertos: é como um livro, aprendemos sempre algo novo, encontramos sempre uma boa história que a serra nos conta ou nos faz imaginar.</p>



<p><strong>9. A cabeceira treme de livros ou apenas com o despertador do telemóvel? O que tens por lá?</strong></p>



<p>Habitualmente, tenho sempre dois livros na mesinha de cabeceira. De momento é a biografia da Rita Lee, que me ajuda a inspirar o meu lado mais irreverente, mais lutador e sofisticado e uma série de entrevistas biográficas de Gabriel Garcia Márquez que me remete para a literatura, o sonho do imaginário. Mas estes não são os livros que estou a ler, são mais os livros que eu preciso de ver. A mesinha de cabeceira funciona mais como estados de espírito. Por vezes troco e rodeio-me de outros livros que estejam a precisar de ser vistos.</p>



<p><strong>10. Tens livros de vida ou a tua vida dava um livro?</strong></p>



<p>É muito complicado escolher apenas um ou dois livros que se enquadrem neste perfil. Cada livro que leio significa algo tão honesto e íntimo que qualquer título que nomeie será considerado muito redutor. No entanto, a Poesia aqui assume um papel muito importante para mim, pois é uma porta aberta para uma vida nova. Através da poesia o mundo desdobra-se e novas vidas nascem e essa é uma viagem maravilhosa que faz de qualquer vida um bom livro.</p>



<p><strong>11. Uma decisão na vida que mudaste inspirada pela leitura de um livro. Qual?</strong></p>



<p>Poderia dar muitos exemplos, pois sinto que sou influenciada pelos livros que leio, faço muitas reflexões sobre os temas descritos. Todos os livros nos mudam, disso tenho a certeza. Recordo que quando era adolescente e li todos os livros do Paulo Coelho, tomei a decisão mais ingénua da minha vida: decidi que queria ser uma boa pessoa, nem eu sabia ainda qual a profundidade do significado disso. Os imaginários mágicos das personagens eram tão imersivos… Mas ainda me lembro qual o livro que me fez decidir que queria ser escritora, foi o <em>“Se o Amanhã Chegar”,</em> de Sidney Sheldon. Foi o primeiro livro de literatura para adultos que li e gostei tanto dessa sensação que, com 11 anos, tomei a grande decisão da minha vida.</p>



<p><strong>12. Um bom livro existe ou é ficção? Existem livros maus?</strong></p>



<p>Em primeiro lugar, não acredito que existam maus livros. Podem existir livros feios, desprovidos de beleza textual, de imaginário, até de uma estrutura bonita, o que dificulta a leitura. Muitas vezes, esta é a razão pela qual muitos jovens alegam aversão aos livros. No entanto, nenhum livro reúne todos estes defeitos. Há sempre algo de novo que detalha o livro que temos na mão. E há sempre forma de tornar os livros mais bonitos – pensar os livros é o que fazemos na Alfarela Studio, por exemplo. Além de fazermos livros novos, por vezes repensamos os livros que já existem, dando mais beleza literária a uma edição que não resultou muito bem. E o segredo de um bom livro está aqui mesmo, no pensamento. Um livro pensado é um livro com uma estrutura leve e dinâmica, com uma história bem contada e, no final, o resultado será uma leitura apreciada e entusiasmante. Existem bons livros para momentos específicos e bons livros para cada pessoa.</p>



<p><strong>13. Qual o livro que mais recomendaste até hoje?</strong></p>



<p>Não me canso de aconselhar qualquer um dos livros de Mia Couto. Na minha opinião, é um dos grandes escritores da nossa época, que conseguiu alcançar um ponto de viragem na literatura e na forma de contar histórias. É fascinante poder olhar para Mia e assistir em tempo real enquanto ele muda o curso da história da literatura lusófona. Através dos seus livros, Mia conseguiu elevar as suas raízes a um patamar que desconhecíamos, mas que aprendemos a respeitar. Admiro muito <em>“A Confissão da Leoa” </em>ou o <em>“Mapeador de Ausências”, </em>mas poderia declamar todos os seus poemas que, ainda assim, seria pouco para recomendar.</p>



<p><strong>14. Se fosses um não leitor, qual o conselho que te davas? Qual/quais os livros que aconselharias a quem não tem o hábito de leitura?</strong></p>



<p>Esta é uma pergunta que não tem uma única resposta. A escolha dos livros é tão pessoal que não consigo encontrar uma fórmula que resulte com todos. No entanto, é possível aconselhar livros de acordo com a idade, o estado de espírito, a situação da actualidade, os desejos ou traumas de cada pessoa. Poderia aconselhar a iniciação com alguns contos, textos mais pequenos e menos complexos, onde o imaginário e a catarse estão muito próximos do leitor. O que transformará uma pessoa comum num leitor assíduo é a empatia que criará com as histórias e as personagens que lê. E isso é uma metamorfose maravilhosa e necessária ao cérebro humano. Por acaso, é uma das novidades que teremos na Alfarela Studio, estamos a preparar um programa de biblioterapia para aconselhamento literário, onde daremos respostas e soluções literárias.</p>



<p>Entrevista a Diana Carvalho<br>ALFARELA STUDIO &#8211; COOLTURA EM PESO E MEDIDA<br>Produção de conteúdos literários</p>



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		<title>Porque oiço audiolivros?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Desculpas para ler]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Apr 2021 19:49:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[A voz da contracapa]]></category>
		<category><![CDATA[Bastidores da leitura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Leio desde que me lembro. Sempre fui uma leitora ávida e adoro mergulhar numa boa história, quer seja de não ficção ou de ficção. Também desde cedo estive exposta a muitas tecnologias, até por razões profissionais e sempre quis experimentar as novidades. Tenho um ebook Reader há mais de uma década e experimentei ouvir livros narrados há quatro anos através de uma aplicação que instalei no meu telemóvel e que nunca mais larguei. Confesso que a minha primeira experiência não foi muito fluída. Descobri o serviço da Audible, entretanto adquirida pelo gigante Amazon. O primeiro livro era gratuito e fiquei semi convencida. Recordo-me que o livro era «A espia» de Paulo Coelho, narrado em português do Brasil. Gostei da experiência e decidi subscrever o serviço da Audible. Mensalmente pago um valor e tenho direito a um livro à minha escolha que inclui qualquer novidade. A coleção tem milhares de obras em vários idiomas. Ainda tem poucos livros em português de Portugal, e os que existem são os clássicos portugueses. Como diria o nosso querido Fernando Pessoa, “Primeiro estranha-se depois entranha-se”. Rapidamente comecei a ouvir obras no idioma original e a estar atenta às pequenas subtilezas da narração. As pausas, o tom de voz que se altera conforme o desenrolar da história, os sotaques das personagens que nos fazem viver mais intensamente a história e lhe conferem maior veracidade. Apaixonei-me por esta nova forma de “ler”. E comecei mesmo a selecionar alguns livros com um critério que nem antes imaginaria que seria um critério válido: o narrador. Confesso, que faz toda a diferença e dei por mim a pesquisar mais livros narrados por aquela voz que tanta verdade e emoção transmitia. A cereja no topo do bolo acontece nas obras em que o narrador é o próprio autor. Só este sabe a intensidade das palavras no momento certo. É maravilhoso, como se este nos estivesse a contar uma história naquele momento. Foi assim com o “Becoming” da Michelle Obama, um livro de memórias intimista, que contado pela própria teve outro impacto. Foram 19 horas de áudio livros sempre interessantes. Também já experimentei a app Kobo books, para ouvir os audiolivros (audiobooks). A oferta em português de Portugal também aqui é escassa. Recordo-me particularmente do livro «Margarida Espantada», narrado pelo próprio autor, Rodrigo Guedes de Carvalho, que dispensa apresentações. Que narração maravilhosa! Mas não pensem que deixei de ler livros em papel, pelo contrário. Simplesmente oiço audiolivros quando me é impossível estar a segurar num livro e posso compatibilizar a atividade do momento com um livro: quando faço uma caminhada, cozinho, ando de carro ou em qualquer tempo morto nas minhas deslocações. Há quem entenda o audiolivro como uma batota à leitura. Um conselho, atrevam-se a experimentar. Os livros são muitas vezes mais baratos do que em papel. São convenientes, relaxantes e transmitem a essência do sentido que o autor lhes quer dar transmitidas por grandes contadores de histórias que são os narradores e no final, conseguimos ler mais. Serviços com audiolivros: Audible é o que tem o maior catálogo de Audiobooks Kobo.com tem algumas obras em português Audiobooks.com  Apple Books. Google Play Books Scribd Downpour Chirp. Librivox. Assinado por Rita Azevedo Pires.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Leio desde que me lembro. Sempre fui uma leitora ávida e adoro mergulhar numa boa história, quer seja de não ficção ou de ficção.</p>



<p>Também desde cedo estive exposta a muitas tecnologias, até por razões profissionais e sempre quis experimentar as novidades. Tenho um ebook Reader há mais de uma década e experimentei ouvir livros narrados há quatro anos através de uma aplicação que instalei no meu telemóvel e que nunca mais larguei.</p>



<p>Confesso que a minha primeira experiência não foi muito fluída.</p>



<p>Descobri o serviço da Audible, entretanto adquirida pelo gigante Amazon. O primeiro livro era gratuito e fiquei semi convencida. Recordo-me que o livro era «A espia» de Paulo Coelho, narrado em português do Brasil. Gostei da experiência e decidi subscrever o serviço da <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.audible.co.uk/?ref=a_hp_t1_nav_header_logo&amp;pf_rd_p=36a9515f-30c7-4802-b70a-bf236eef3d31&amp;pf_rd_r=G7FMBPH8A9K81R6ET2SF" target="_blank">Audible</a>. Mensalmente pago um valor e tenho direito a um livro à minha escolha que inclui qualquer novidade.</p>



<p>A coleção tem milhares de obras em vários idiomas. Ainda tem poucos livros em português de Portugal, e os que existem são os clássicos portugueses.</p>



<p>Como diria o nosso querido Fernando Pessoa, “Primeiro estranha-se depois entranha-se”.</p>



<p>Rapidamente comecei a ouvir obras no idioma original e a estar atenta às pequenas subtilezas da narração. As pausas, o tom de voz que se altera conforme o desenrolar da história, os sotaques das personagens que nos fazem viver mais intensamente a história e lhe conferem maior veracidade.</p>



<p>Apaixonei-me por esta nova forma de “ler”. E comecei mesmo a selecionar alguns livros com um critério que nem antes imaginaria que seria um critério válido: o narrador. Confesso, que faz toda a diferença e dei por mim a pesquisar mais livros narrados por aquela voz que tanta verdade e emoção transmitia.</p>



<p>A cereja no topo do bolo acontece nas obras em que o narrador é o próprio autor. Só este sabe a intensidade das palavras no momento certo. É maravilhoso, como se este nos estivesse a contar uma história naquele momento.</p>



<p>Foi assim com o “Becoming” da Michelle Obama, um livro de memórias intimista, que contado pela própria teve outro impacto. Foram 19 horas de áudio livros sempre interessantes.</p>



<p>Também já experimentei a app Kobo books, para ouvir os audiolivros (<em>audiobooks</em>). A oferta em português de Portugal também aqui é escassa. Recordo-me particularmente do livro <a href="https://www.kobo.com/pt/pt/ebook/margarida-espantada-1" target="_blank" rel="noreferrer noopener">«Margarida Espantada»</a>, narrado pelo próprio autor, Rodrigo Guedes de Carvalho, que dispensa apresentações. Que narração maravilhosa!</p>



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<p>Mas não pensem que deixei de ler livros em papel, pelo contrário. Simplesmente oiço audiolivros quando me é impossível estar a segurar num livro e posso compatibilizar a atividade do momento com um livro: quando faço uma caminhada, cozinho, ando de carro ou em qualquer tempo morto nas minhas deslocações.</p>



<p>Há quem entenda o audiolivro como uma batota à leitura. Um conselho, atrevam-se a experimentar. Os livros são muitas vezes mais baratos do que em papel. São convenientes, relaxantes e transmitem a essência do sentido que o autor lhes quer dar transmitidas por grandes contadores de histórias que são os narradores e no final, conseguimos ler mais.</p>



<p>Serviços com audiolivros:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Audible é o que tem o maior catálogo de Audiobooks</li><li>Kobo.com tem algumas obras em português</li><li>Audiobooks.com </li><li>Apple Books.</li><li>Google Play Books</li><li>Scribd</li><li>Downpour</li><li>Chirp.</li><li>Librivox.</li></ul>



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<p>Assinado por Rita Azevedo Pires. </p>



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		<title>Desculpas para Ler lança projeto para TODOS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Desculpas para ler]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Mar 2021 17:09:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Contador de histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Ouvidos que lêem]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>«Mão cheia de desculpas» são contos em formato audiovisual com Língua Gestual O @desculpasparaler, projeto que se destaca por ser destinado a um público não leitor, acaba de lançar uma iniciativa para TODOS, com o apoio do Plano Nacional de Leitura (PNL). «Se queremos aumentar a literacia e o gosto pela leitura, temos que pensar em TODOS. Com base nesta premissa, criámos vídeos animados a partir de contos infantis, privilegiando a leitura em voz alta», refere Rita França Ferreira, fundadora do @desculpasparaler.  A iniciativa chama-se «Mão cheia de desculpas», e é inaugurada com «Todos no Sofá», um conto de Luísa Ducla Soares, ilustrações de Pedro Leitão e publicado pela Livros Horizonte.É um “clássico” com 20 anos, que foi escolhido a dedo para celebrar a intemporalidade da obra da autora: «um livro curto, em rima e sobre amigos animais e números.» Sónia Mota é a intérprete de língua gestual portuguesa deste vídeo e refere: «a comunidade surda é uma minoria, o que não deveria significar acesso limitado à cultura.Esta é uma animação inclusiva, para todos. O texto é simples, de palavras repetidas e de fácil compreensão, tanto ao nível da linguagem oral, como na linguagem gestual. Este é um bom exemplo de integração e uma boa referência pedagógica.»&#160; O conto «Todos no Sofá», assim como todos os outros que serão lançados em breve, graças ao interesse de autores em promoverem o acesso das suas obras a TODOS, poderá ser visualizadona biblioteca do canal YouTube @desculpasparaler. Será criada uma biblioteca de livros em língua gestual dedicada especialmente para os mais novos, lançada na Semana da Leitura do PNL de 8 a 12 de março. &#160; O vídeo pode ser visualizado: ·&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; YouTube – Livros Horizonte: https://youtu.be/-ISGm9hssZg ·&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; YouTube – Desculpas para Ler: https://youtu.be/RWljvISQHCw ·&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Plano Nacional de Leitura: https://pnl2027.gov.pt/np4/acoes?cat=apoios O livro pode ser adquirido no site da editora: ·&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Livros Horizonte – https://www.livroshorizonte.pt/produto/todos-no-sofa-4a-edicao/</p>
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<h2 class="wp-block-heading">«Mão cheia de desculpas» são contos em formato audiovisual com Língua Gestual</h2>



<p>O @desculpasparaler, projeto que se destaca por ser destinado a um público não leitor, acaba de lançar uma iniciativa para TODOS, com o apoio do <a href="https://pnl2027.gov.pt/np4/maoscheiasdedesculpas.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Plano Nacional de Leitura</a> (PNL). <br>«Se queremos aumentar a literacia e o gosto pela leitura, temos que pensar em TODOS. Com base nesta premissa, criámos vídeos animados a partir de contos infantis, privilegiando a leitura em voz alta», refere Rita França Ferreira, fundadora do @desculpasparaler. </p>



<p>A iniciativa chama-se «Mão cheia de desculpas», e é inaugurada com «Todos no Sofá», um conto de Luísa Ducla Soares, ilustrações de Pedro Leitão e publicado pela Livros Horizonte.<br>É um “clássico” com 20 anos, que foi escolhido a dedo para celebrar a intemporalidade da obra da autora: «um livro curto, em rima e sobre amigos animais e números.»</p>



<p>Sónia Mota é a intérprete de língua gestual portuguesa deste vídeo e refere: «a comunidade surda é uma minoria, o que não deveria significar acesso limitado à cultura.<br>Esta é uma animação inclusiva, para todos. O texto é simples, de palavras repetidas e de fácil compreensão, tanto ao nível da linguagem oral, como na linguagem gestual. Este é um bom exemplo de integração e uma boa referência pedagógica.»&nbsp;</p>



<p>O conto «Todos no Sofá», assim como todos os outros que serão lançados em breve, graças ao interesse de autores em promoverem o acesso das suas obras a TODOS, poderá ser visualizado<br>na biblioteca do canal YouTube @desculpasparaler.</p>



<p>Será criada uma biblioteca de livros em língua gestual dedicada especialmente para os mais novos, lançada na Semana da Leitura do PNL de 8 a 12 de março. &nbsp;</p>



<p>O vídeo pode ser visualizado:</p>



<p>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; YouTube – Livros Horizonte: <a href="https://youtu.be/-ISGm9hssZg" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://youtu.be/-ISGm9hssZg</a></p>



<p>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; YouTube – Desculpas para Ler: <a href="https://youtu.be/RWljvISQHCw" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://youtu.be/RWljvISQHCw</a></p>



<p>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Plano Nacional de Leitura: <a href="https://pnl2027.gov.pt/np4/acoes?cat=apoios" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://pnl2027.gov.pt/np4/acoes?cat=apoios</a></p>



<p>O livro pode ser adquirido no site da editora:</p>



<p>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Livros Horizonte – <a href="https://www.livroshorizonte.pt/produto/todos-no-sofa-4a-edicao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.livroshorizonte.pt/produto/todos-no-sofa-4a-edicao/</a></p>



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		<title>Escutar a poesia da vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Desculpas para ler]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Mar 2021 14:44:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[A voz da contracapa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma das resoluções estratégicas para o projecto é «viver a rotina com poesia». Sim, queremos aguçar a vossa curiosidade para procurarem este género. A poesia dá colo, é companheira, ampara as inquietações e dá cor à rotina.Partilhamos alguns dos poemas demonstrando como os temas do quotidiano estão presentes e provando que a poesia pode ser acessível. á poesia na rua, há poesia em casa, há poesia na rotina, há poesia na vida e há vida na poesia. A poesia é dizer muito com pouco! Poema «A Hipótese do Cizento» e «O Pai dá os primeiros passos» de João Luís Barreto Guimarães Poema «Testamento» de Ana Luísa Amaral Poema «Olhamo-nos nos olhos» de José Luís Peixoto Poema «Há livros assim» de Joana Aires Pereira Leitão</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Uma das resoluções estratégicas para o projecto é «viver a rotina com poesia». Sim, queremos aguçar a vossa curiosidade para procurarem este género. A poesia dá colo, é companheira, ampara as inquietações e dá cor à rotina.<br>Partilhamos alguns dos poemas demonstrando como os temas do quotidiano estão presentes e provando que a poesia pode ser acessível. á poesia na rua, há poesia em casa, há poesia na rotina, há poesia na vida e há vida na poesia. A poesia é dizer muito com pouco!<br></h2>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile"><figure class="wp-block-media-text__media"><video controls src="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/04/25042020_PoemaJoaoLuisBarreto-3.mp4"></video></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<blockquote class="wp-block-quote is-style-default is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Poema «A Hipótese do Cizento» e «O Pai dá os primeiros passos» de João Luís Barreto Guimarães</p></blockquote>
</div></div>



<div class="wp-block-media-text alignwide has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile"><figure class="wp-block-media-text__media"><video controls src="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/04/AnaluísaAmaral_Testamento.mp4"></video></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Poema «Testamento» de Ana Luísa Amaral</p></blockquote>
</div></div>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile"><figure class="wp-block-media-text__media"><video controls src="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/04/JoséLuisPeixoto_Olhamonosnosolhos.mp4"></video></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Poema «Olhamo-nos nos olhos» de José Luís Peixoto</p></blockquote>
</div></div>



<div class="wp-block-media-text alignwide has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile"><figure class="wp-block-media-text__media"><video controls src="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/11/WhatsApp-Audio-2020-11-03-at-15.39.40.mp4"></video></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Poema «Há livros assim» de Joana Aires Pereira Leitão</p></blockquote>
</div></div>



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		<title>Paulo Jorge Pereira &#8211; Gente com histórias no sangue</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Desculpas para ler]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Mar 2021 17:25:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[A voz da contracapa]]></category>
		<category><![CDATA[Gente c/ histórias no sangue]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Paulo Jorge Pereira é jornalista, escritor e fundador do blogue «Livros Lidos», que valoriza todas as leituras em voz alta,mas não só&#8230; a leitura de uma pauta de música tem espaço num projeto criado para todas as Artes, onde a leitura é o denominador comum. Paulo Jorge Pereira tem um espírito missionário de alimentar o seu projecto, «Livros Lidos», com leituras que se ouvem, vêem e &#8220;OuVem&#8221;. Tudo num único projecto, que destaca a importância da leitura em voz alta, na transmissão cultural e para a &#8220;musculatura&#8221; intelectual de uma sociedade que se quer informada. A pandemia veio expor as fragilidades da sociedade portuguesa ao nível cultural e intelectual. Enquanto, nalguns países, os livros são considerado bens de primeira necessidade, em Portugal, os portugueses parecemos acomodados a uma realidade que se impõe como óbvia, mas que demonstra o quanto o investimento para hábitos de leitura é necessário. Paulo Jorge Pereira fala do modo como os livros são menosprezados e continuam &#8220;confinados&#8221;, acrescentando que «Comprar livros tornou-se um ato de resistência.» 1. Se te tivesses de dar um título como te definias? 1. Recorro a uma classificação que me foi atribuída por um GRANDE Amigo Jornalista: o sedutor discreto. 2. Fala-nos do teu projecto. O que o diferencia em Portugal? Qual o móbil? 2. O que diferencia o livroslidos.pt é o facto de valorizar todas as leituras em voz alta, incluindo outro tipo de leituras como, por exemplo, a de uma pauta de música, neste caso com quem pretenda interpretar um tema. Nesse sentido, uma pianista romena radicada em Portugal, Amélia Iliescu, já o fez com grande mestria, além de, alguns dias depois, ter enviado também a leitura do excerto de um livro. Mas este é só um exemplo: no dia em que outras Artes forem enviadas em vídeo durante o ato de criação com breves comentários continua a ser uma leitura em que podemos &#8220;ouver&#8221;&#160;quem a faz. Nestes tempos de pandemia, em que as decisões sobre o livro e a Cultura em geral são barbaridades incompreensíveis (#desconfinemolivro JÁ!), comprar livros tornou-se um ato de resistência. E isto, tendo em conta que estamos em Democracia, será sempre algo de impensável.&#160;Enquanto o Governo não for capaz de entender que o livro é um bem essencial, as decisões serão sempre merecedoras de desobediência civil, prevista no Artigo 21.º da Constituição. 3. Tens uma relação séria com a leitura ou preferes encontros sem hora marcada? 3. Tenho uma relação séria com a leitura e admito encontros sem hora marcada, porque estes, por vezes, podem até resultar melhor. 4. Devoras livros ou estás em dieta? 4. Tenho sempre tendência para devorar livros e, por vezes, mais do que um em simultâneo. 5. Dizem que os nossos pais e avós eram para nós o livro (já que quando somos mais novos apenas vemos as imagens e somos ouvintes), eram os nossos contadores de histórias. Guardas histórias de infância ou apenas berlindes? 5. No meu caso, as histórias de infância eram contadas pela minha mãe, primeira responsável pela paixão que depressa construí à volta do livro, da leitura e da escrita &#8211; contava e cantava histórias que não mais esqueci. 6. Qual a personagem ou personalidade (viva ou já desaparecida) que gostarias que te contasse uma história? E, porquê? 6. Gabriel García Márquez, o escritor cuja obra mais admiro. 7. O que achas que não deve faltar numa biblioteca pessoal e porquê? 7. Qualquer biblioteca pessoal deve ter autores do passado e contemporâneos, com mulheres e homens em paridade e sem privilegiar géneros literários &#8211; porque a boa literatura não se reduz a categorias e é intemporal. 8. O que substituías por um livro? 8. Um livro não é um substituto, é um absoluto, não substitui nem é substituível. 9. A cabeceira treme de livros ou apenas com o despertador do telemóvel? O que tens por lá? 9. Só não treme de livros porque, por norma, eles não estão por lá. Mas ando a ler &#8220;Contra Mim&#8221;, de Valter Hugo Mãe, e Os Mares do Sul, de Manuel Vázquez Montalbán.&#160; 10. Tens livros de vida ou a tua vida dava um livro? 10. Livros de vida penso que todos os leitores têm, tal como os cinéfilos têm filmes de vida: Cem Anos de Solidão; O Amor nos Tempos de Cólera; Pedro Páramo; Paula; Vozes de Chernobyl. 11. Uma decisão na vida que mudaste inspirada pela leitura de um livro. Qual? 11. Não destaco apenas uma, porque mudei muitas sob inspiração não apenas de livros, mas também de filmes, porque o Cinema é outra paixão que tento alimentar o mais possível. 12. Um bom livro existe ou é ficção? Existem livros maus? 12. Bons livros não são ficção, embora muitos sejam de ficção. Maus livros também os há, infelizmente, mas em ambos os casos envolve sempre alguma subjetividade e gosto pessoal: um bom livro para mim pode ser mau para outro leitor. 13. Qual o livro que mais recomendaste até hoje? 13. Cem Anos de Solidão e Pedro Páramo. 14. Se fosses um não leitor, qual o conselho que te davas? Qual/quais os livros que aconselharias a quem não tem o hábito de leitura? 14. &#8220;Acorda depressa porque ainda vais a tempo de acabar com a tua ignorância&#8221; era o conselho que me daria se fosse não leitor. Recomendo todos de Sophia de Mello Breyner Andresen, Alice Vieira, Isabel Allende, Clarice Lispector, Tânia Ganho, Joana M. Lopes, Alice Munro, Doris Lessing, Maya Angelou, Lídia Jorge, Svetlana Alexievich, Ana Zorrinho, Geraldine&#160;Brooks, Irene Flunser Pimentel, Fernando Pessoa, Camões, Eça de Queiroz, José Saramago, Mia Couto, António Lobo Antunes, Gabriel García Márquez, Julio Cortázar, John le Carré, Mario Vargas Llosa, Juan Rulfo, António Damásio, José Luís Peixoto, João Tordo e Ricardo Costa Correia. Pelo menos, porque a lista é interminável&#8230; Paulo Jorge Pereira é também escritor. Conheça as suas obras aqui. A propósito do lançamento do seu último livro «Murro no estômago», desenvolvemos uma iniciativa para alertar para a violência doméstica contra as mulheres, «7 Dias Strong», que reuniu entrevistas a várias personalidades (entre as quais se encontra o Paulo) para alertar contra este flagelo social.</p>
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<h2 class="wp-block-heading">Paulo Jorge Pereira é jornalista, escritor e fundador do blogue <a href="https://www.livroslidos.pt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">«Livros Lidos»</a>, que valoriza todas as leituras em voz alta,mas não só&#8230; a leitura de uma pauta de música  tem espaço num projeto criado para todas as Artes, onde a leitura é o denominador comum. </h2>



<p>Paulo Jorge Pereira tem um espírito missionário de alimentar o seu projecto, «Livros Lidos», com leituras que se ouvem, vêem e &#8220;OuVem&#8221;. Tudo num único projecto, que destaca a importância da leitura em voz alta, na transmissão cultural e para a &#8220;musculatura&#8221; intelectual de uma sociedade que se quer informada. A pandemia veio expor as fragilidades da sociedade portuguesa ao nível cultural e intelectual. Enquanto, nalguns países, os livros são considerado bens de primeira necessidade, em Portugal, os portugueses parecemos acomodados a uma realidade que se impõe como óbvia, mas que demonstra o quanto o investimento para hábitos de leitura é necessário. Paulo Jorge Pereira fala do modo como os livros são menosprezados e continuam &#8220;confinados&#8221;, acrescentando que «Comprar livros tornou-se um ato de resistência.»</p>



<p><strong>1. Se te tivesses de dar um título como te definias?</strong></p>



<p>1. Recorro a uma classificação que me foi atribuída por um GRANDE Amigo Jornalista: o sedutor discreto.</p>



<p><strong>2. Fala-nos do teu projecto. O que o diferencia em Portugal? Qual o móbil?</strong></p>



<p>2. O que diferencia o <a href="http://livroslidos.pt">livroslidos.pt</a> é o facto de valorizar todas as leituras em voz alta, incluindo outro tipo de leituras como, por exemplo, a de uma pauta de música, neste caso com quem pretenda interpretar um tema. Nesse sentido, uma pianista romena radicada em Portugal, Amélia Iliescu, já o fez com grande mestria, além de, alguns dias depois, ter enviado também a leitura do excerto de um livro. Mas este é só um exemplo: no dia em que outras Artes forem enviadas em vídeo durante o ato de criação com breves comentários continua a ser uma leitura em que podemos &#8220;ouver&#8221;&nbsp;quem a faz. Nestes tempos de pandemia, em que as decisões sobre o livro e a Cultura em geral são barbaridades incompreensíveis (#desconfinemolivro JÁ!), comprar livros tornou-se um ato de resistência. E isto, tendo em conta que estamos em Democracia, será sempre algo de impensável.&nbsp;Enquanto o Governo não for capaz de entender que o livro é um bem essencial, as decisões serão sempre merecedoras de desobediência civil, prevista no Artigo 21.º da Constituição.</p>



<p><strong>3. Tens uma relação séria com a leitura ou preferes encontros sem hora marcada?</strong></p>



<p>3. Tenho uma relação séria com a leitura e admito encontros sem hora marcada, porque estes, por vezes, podem até resultar melhor.</p>



<p><strong>4. Devoras livros ou estás em dieta?</strong></p>



<p>4. Tenho sempre tendência para devorar livros e, por vezes, mais do que um em simultâneo.</p>



<p><strong>5. Dizem que os nossos pais e avós eram para nós o livro (já que quando somos mais novos apenas vemos as imagens e somos ouvintes), eram os nossos contadores de histórias. Guardas histórias de infância ou apenas berlindes?</strong></p>



<p>5. No meu caso, as histórias de infância eram contadas pela minha mãe, primeira responsável pela paixão que depressa construí à volta do livro, da leitura e da escrita &#8211; contava e cantava histórias que não mais esqueci.</p>



<p><strong>6. Qual a personagem ou personalidade (viva ou já desaparecida) que gostarias que te contasse uma história? E, porquê?</strong></p>



<p>6. Gabriel García Márquez, o escritor cuja obra mais admiro.</p>



<p><strong>7. O que achas que não deve faltar numa biblioteca pessoal e porquê?</strong></p>



<p>7. Qualquer biblioteca pessoal deve ter autores do passado e contemporâneos, com mulheres e homens em paridade e sem privilegiar géneros literários &#8211; porque a boa literatura não se reduz a categorias e é intemporal.</p>



<p><strong>8. O que substituías por um livro?</strong></p>



<p>8. Um livro não é um substituto, é um absoluto, não substitui nem é substituível.</p>



<p><strong>9. A cabeceira treme de livros ou apenas com o despertador do telemóvel? O que tens por lá?</strong></p>



<p>9. Só não treme de livros porque, por norma, eles não estão por lá. Mas ando a ler &#8220;Contra Mim&#8221;, de Valter Hugo Mãe, e Os Mares do Sul, de Manuel Vázquez Montalbán.&nbsp;</p>



<p><strong>10. Tens livros de vida ou a tua vida dava um livro?</strong></p>



<p>10. Livros de vida penso que todos os leitores têm, tal como os cinéfilos têm filmes de vida: Cem Anos de Solidão; O Amor nos Tempos de Cólera; Pedro Páramo; Paula; Vozes de Chernobyl.</p>



<p><strong>11. Uma decisão na vida que mudaste inspirada pela leitura de um livro. Qual?</strong></p>



<p>11. Não destaco apenas uma, porque mudei muitas sob inspiração não apenas de livros, mas também de filmes, porque o Cinema é outra paixão que tento alimentar o mais possível.</p>



<p><strong>12. Um bom livro existe ou é ficção? Existem livros maus?</strong></p>



<p>12. Bons livros não são ficção, embora muitos sejam de ficção. Maus livros também os há, infelizmente, mas em ambos os casos envolve sempre alguma subjetividade e gosto pessoal: um bom livro para mim pode ser mau para outro leitor.</p>



<p></p>



<p><strong>13. Qual o livro que mais recomendaste até hoje?</strong></p>



<p>13. Cem Anos de Solidão e Pedro Páramo.</p>



<p><strong>14. Se fosses um não leitor, qual o conselho que te davas? Qual/quais os livros que aconselharias a quem não tem o hábito de leitura?</strong></p>



<p>14. &#8220;Acorda depressa porque ainda vais a tempo de acabar com a tua ignorância&#8221; era o conselho que me daria se fosse não leitor. Recomendo todos de Sophia de Mello Breyner Andresen, Alice Vieira, Isabel Allende, Clarice Lispector, Tânia Ganho, Joana M. Lopes, Alice Munro, Doris Lessing, Maya Angelou, Lídia Jorge, Svetlana Alexievich, Ana Zorrinho, Geraldine&nbsp;Brooks, Irene Flunser Pimentel, Fernando Pessoa, Camões, Eça de Queiroz, José Saramago, Mia Couto, António Lobo Antunes, Gabriel García Márquez, Julio Cortázar, John le Carré, Mario Vargas Llosa, Juan Rulfo, António Damásio, José Luís Peixoto, João Tordo e Ricardo Costa Correia. Pelo menos, porque a lista é interminável&#8230;</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Paulo Jorge Pereira é também escritor. <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.wook.pt/autor/paulo-jorge-pereira/4972628?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank">Conheça as suas obras aqui</a>.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>A propósito do lançamento do seu último livro <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.wook.pt/livro/murro-no-estomago-paulo-jorge-pereira/24368459?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank">«Murro no estômago»</a>, desenvolvemos uma iniciativa para alertar para a violência doméstica contra as mulheres, <a rel="noreferrer noopener" href="https://desculpasparaler.com/2020/12/02/iniciativa-7-dias-strong/" target="_blank">«7 Dias Strong»</a>, que reuniu entrevistas a várias personalidades (entre as quais se encontra o Paulo) para alertar contra este flagelo social. </li></ul>



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		<title>Margarida Fonseca Santos e Isabel Peixeiro &#8211; Gente com histórias no sangue</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Desculpas para ler]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Feb 2021 13:47:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gente c/ histórias no sangue]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A nova área do site Desculpas para Ler designa-se Gente com histórias de sangue. Gente que se relaciona com as histórias, com os livros, com a leitura, com a escrita, com partilha, com a palavra, com o diálogo nos seus mais diversos formas, feitios e cores. Começamos com convidadas de luxo que fazem da escrita o seu nome do meio e que admiro muito. Margarida Fonseca Santos é uma referência, uma sumidade na escrita. Tudo o que faz é bem feito e, apesar de não a conhecer pessoalmente, sente-se a sua generosidade. Também senti que temos hábitos comuns, nunca me deito (seja que horas forem) sem ler. A Isabel conheci através da sua página de Instagram, Grandes Histórias Mãos Pequenas. Atraiu-me a forma como encaramos o livro infantil e infanto-juvenil e o modo como partilha as leituras deste género, com clareza, criatividade e conhecimento. Mais tarde, percebi que trabalhava com a Margarida. Hoje, a Isabel Peixeiro acompanha-se na definição do &#8220;cardápio&#8221; da área «Os Livros têm Opinião». Convidei-as para iniciarem estas conversas e para que no Dia Mundial da Rádio, pudesse dar palco ao trabalho que têm desenvolvido na Re-Word-IT, que também tem espaço na Rádio ZigZag. Margarida Fonseca Santos / Escritora e formadora (M) e Isabel Peixeiro/Mediadora de leitura e escrita (I), Se te tivesses de dar um título como te definias? M &#8211; Ui, detesto dar títulos aos livros, a mim, ainda pior. Talvez «Aprendiz de magia». Acredito que as histórias são mágicas, entram por nós adentro, mudam-nos, revoltam-nos, comovem-nos, inspiram-nos. I – Eu escolheria “a perguntadora”. Acredito que tudo começa com uma pergunta. Foi a curiosidade que me conduziu quer ao mundo dos livros quer ao mundo da ciência. São as perguntas que me levam a ler, a observar, a ouvir e a aprender. Fala-nos do teu projecto. O que o diferencia em Portugal? Qual o móbil? I &#8211; O Re-Word-It é um projeto sobre a descoberta do prazer e da curiosidade na aprendizagem da leitura e da escrita. Focamo-nos em aprender o aprender, pensar e refletir sobre a forma como o fazemos, ao mesmo tempo que treinamos a atenção. M- Sim, o treino da atenção e da memória – é algo que se exige aos alunos a toda a hora, e que pouco se treina. Para além disso, trazendo uma estratégia da música, trabalhamos a audição interior, ou seja, a capacidade de ouvir e imaginar mentalmente o texto que se vai ler. Se para bons leitores isto não é necessário, para os que têm dificuldades na leitura podem aqui encontrar uma abordagem que lhes irá desbloquear o medo de ler, reforçar a leitura automática de cada vez mais palavras, com uma forte intervenção da intenção, da entoação. I – E inserimos sempre jogos e brincadeiras que ajudam o cérebro a descontrair. No fundo, é um investimento na curiosidade e no prazer da aprendizagem. Tens uma relação séria com a leitura ou preferes encontros sem hora marcada? M &#8211; Tenho uma relação tão séria que nunca apago a luz sem ler, seja a que horas for. Esse meu espaço de leitura é sagrado e necessário, não abdico dele. I &#8211; Prefiro encontros sem hora marcada, aproveitar uma pequena sobra de tempo, ou roubar um momento (ou mais) ao longo do dia. Ainda assim, diria que é uma relação séria, afinal, já dura desde a década de 80. Devoras livros ou estás sempre em dieta? M- Devoro, sim, leio muitos livros, às vezes dois ao mesmo tempo. É um prazer imenso, quando leio literatura, e um mergulhar no conhecimento, quando estudo. I &#8211; Não me meto em dietas, principalmente literárias. Tenho fases em que devoro livros mais depressa, noutras, demoro a saborear; mas sempre sem dietas &#8211; porque os livros não engordam, só fazem crescer. Dizem que os nossos pais e avós eram para nós o livro (já que quando somos mais novos apenas vemos as imagens e somos ouvintes), eram os nossos contadores de histórias. Guardas histórias de infância ou apenas berlindes?&#160; I &#8211; Até guardo alguns berlindes, em miúda jogava sempre no recreio da escola. Mas guardo sobretudo histórias de tradição oral, como “O coelhinho branco” e “Corre, corre cabacinha”. Na verdade, não será bem guardar, são histórias que me construíram e que se eternizam. Passam de geração em geração. M – Também guardo muitas histórias – contadas pelas minhas tias, e também dos anos em que andei no Colégio Inglês, onde contar histórias fazia parte da rotina diária (e estávamos em 1963-66). Histórias com cheiro, a memória dos momentos, dos afetos. Qual a personagem ou personalidade (viva ou já desaparecida) que gostarias que te contasse uma história? E, porquê? M &#8211; A ligação mais forte que tenho é com duas personagens de livros que escrevi, em «O Reino de Petzet»: Guevin e Tigre. Preciso muito das suas histórias e volto a elas como se lesse pela primeira vez, como se não tivesse sido eu a escrevê-las. Talvez esteja ali grande parte do segredo da minha vida. I &#8211; Adoraria ouvir uma história de Luís Sepúlveda. É, sem dúvida, um dos escritores que marcou a minha adolescência. Através dos seus livros, aprendi o significado de resiliência e coragem. Mais tarde, já como mãe, descobri os livros infantis que continuamos a ler e reler em família. São histórias que têm direito a um lugar especial na minha estante. O que achas que não deve faltar numa biblioteca pessoal e porquê? I &#8211; Livros, que se leiam e se vivam, que estejam à mão de semear, prontos a oferecerem-nos uma viagem pelos mundos que trazem dentro. M – Também não sou nada fundamentalista nesse ponto. Para mim, uma biblioteca pessoal é feita dos livros que trouxeram algo para quem os leu. Pode ser porque foram lidos em épocas específicas ou porque a história fascinou a pessoa. Sinto isso nas arrumações de estantes: há livros que sei que nunca vou poder dar, são a minha biblioteca pessoal. O que substituías por um livro? I &#8211; O que não substituiria por um livro? Seria mais fácil de enumerar. M &#8211; Conversas desinteressantes e repetitivas, sem hesitar&#8230; Séries vazias. Ler é um momento tão meu que o anseio com frequência. A cabeceira treme de livros ou apenas com o despertador do telemóvel? Conta-nos o que tens por lá? M &#8211; A cabeceira tem muitos livros, mas quase tudo o que leio agora está no e-reader, porque me custa segurar um livro nas mãos, que estão muito estragadas. E é um segredo familiar: o meu marido nem sonha a quantidade de livros que tenho lá dentro! I &#8211; Tenho uma regra que respeito incondicionalmente: no quarto não entram telemóveis. Já os livros&#8230; devem estar sempre por perto, por isso a cabeceira é tão bom lugar como a estante ou a mochila. Tens livros de vida ou a tua vida dava um livro? M &#8211; Tenho livros de vida, que me marcaram por razões específicas. Recordo-os em contexto. Por exemplo, ler Simone de Beauvoir e ouvir o meu marido a estudar piano ao fundo; ou mergulhar na «Gramática da Fantasia», de G. Rodari, nas margens do rio, em São Pedro do Sul. I – Também diria que tenho muitos livros de vida, que serviram de refúgio, companhia ou que guardam memórias que me são queridas. Mas tenho esperança de vir a ter muitos mais. Uma decisão na vida que mudaste inspirada pela leitura de um livro? M &#8211; Muitas vezes, sobretudo pelos livros de que falei antes, «O Reino de Petzet», acordei para as decisões a tomar. Mas também com livros que me fizeram voltar ao início, ler de novo, perceber que era o momento de mudar, como foi quando larguei o ensino da música. I &#8211; Não posso dizer que um livro específico tenha estado na origem de uma decisão. Mas sei que sou feita de livros, o que li – e o que vivi ao ler cada livro – faz parte de mim e das minhas decisões também. Um bom livro existe ou é ficção?&#160;Existem livros maus? M &#8211; Existe, claro que existe! Ficção é dizer que um livro o é bom para todos, nisso já não acredito. Livros maus? Sim, existem, mas isso é tão subjetivo. Para mim, um livro mau não tem beleza na escrita, porque não chega a história, preciso do “como foi contada.” I – É isso: existem bons livros e existem maus livros que serão diferentes para cada leitor. Qual o livro que mais recomendaste até hoje? M &#8211; Sinceramente, são dois: «O homem sem nome», de João Aguiar e «Educar para o otimismo», de três autores fundamentais para a ecologia emocional – Luís Miguel Neto, Helena Marujo e Maria de Fátima Perloiro. I &#8211; No meu caso, penso que serão o “o Brincador” de Álvaro Magalhães e “A gramática da fantasia” de Gianni Rodari. Embora os recomende em contextos diferentes, os dois despertam a eternização da fantasia e da criança que temos em nós. Há mais um livro que ainda não recomendei muito por ser recente, mas tenho a certeza que entrará nesta lista: “Ler o mundo” de Michele Petit. Se fosses um não leitor, qual o conselho que te davas? Qual/quais os livros que aconselharias a quem não tem o hábito de leitura? I -Diria para continuar a procurar, entre vários autores, vários estilos. Acredito que, para nos tornarmos leitores, temos de descobrir o prazer que tiramos da leitura e isso só pode vir com a liberdade de escolha. M – Sim, eu emprestar-lhe-ia muitos livros, de géneros diferentes, e explicando-lhe a liberdade de poder pegar num, de espreitar, deixar de parte, pegar noutro, voltar ao primeiro, pegar noutro. Foi assim que fiz com os meus filhos, deixando livros abertos pela casa. E acredito que gostar de escrever faz parte da forma como se apreciam os livros. E voltamos ao início, é isso que fazemos no Re-Word-It.</p>
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<h2 class="wp-block-heading">A nova área do site Desculpas para Ler designa-se Gente com histórias de sangue. Gente que se relaciona com as histórias, com os livros, com a leitura, com a escrita, com partilha, com a palavra, com o diálogo nos seus mais diversos formas, feitios e cores. </h2>



<p>Começamos com convidadas de luxo que fazem da escrita o seu nome do meio e que admiro muito. Margarida Fonseca Santos é uma referência, uma sumidade na escrita. Tudo o que faz é bem feito e, apesar de não a conhecer pessoalmente, sente-se a sua generosidade. Também senti que temos hábitos comuns, nunca me deito (seja que horas forem) sem ler. A Isabel conheci através da sua página de Instagram,<a rel="noreferrer noopener" href="https://www.instagram.com/grandeshistoriasmaospequenas/?hl=pt" target="_blank"> Grandes Histórias Mãos Pequenas</a>. Atraiu-me a forma como encaramos o livro infantil e infanto-juvenil e o modo como partilha as leituras deste género, com clareza, criatividade e conhecimento. Mais tarde, percebi que trabalhava com a Margarida. Hoje, a Isabel Peixeiro acompanha-se na definição do &#8220;cardápio&#8221; da área «Os Livros têm Opinião». </p>



<p>Convidei-as para iniciarem estas conversas e para que no Dia Mundial da Rádio, pudesse dar palco ao trabalho que têm desenvolvido na <a rel="noreferrer noopener" href="https://re-word-it.wixsite.com/rewordit" target="_blank">Re-Word-IT</a>, que também tem espaço na <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.facebook.com/zigzagrtp" target="_blank">Rádio ZigZag</a>. </p>



<p>Margarida Fonseca Santos / Escritora e formadora (M) e Isabel Peixeiro/Mediadora de leitura e escrita (I), </p>



<ol class="wp-block-list" type="1"><li><strong>Se te tivesses de dar um título como te definias?</strong></li></ol>



<p>M &#8211; Ui, detesto dar títulos aos livros, a mim, ainda pior. Talvez «Aprendiz de magia». Acredito que as histórias são mágicas, entram por nós adentro, mudam-nos, revoltam-nos, comovem-nos, inspiram-nos.</p>



<p>I – Eu escolheria “a perguntadora”. Acredito que tudo começa com uma pergunta. Foi a curiosidade que me conduziu quer ao mundo dos livros quer ao mundo da ciência. São as perguntas que me levam a ler, a observar, a ouvir e a aprender.</p>



<ol class="wp-block-list" type="1" start="2"><li><strong>Fala-nos do teu projecto. O que o diferencia em Portugal? Qual o móbil?</strong></li></ol>



<p>I &#8211; O <a href="https://re-word-it.wixsite.com/rewordit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Re-Word-It</a> é um projeto sobre a descoberta do prazer e da curiosidade na aprendizagem da leitura e da escrita. Focamo-nos em aprender o aprender, pensar e refletir sobre a forma como o fazemos, ao mesmo tempo que treinamos a atenção.</p>



<p>M- Sim, o treino da atenção e da memória – é algo que se exige aos alunos a toda a hora, e que pouco se treina. Para além disso, trazendo uma estratégia da música, trabalhamos a audição interior, ou seja, a capacidade de ouvir e imaginar mentalmente o texto que se vai ler. Se para bons leitores isto não é necessário, para os que têm dificuldades na leitura podem aqui encontrar uma abordagem que lhes irá desbloquear o medo de ler, reforçar a leitura automática de cada vez mais palavras, com uma forte intervenção da intenção, da entoação.</p>



<p>I – E inserimos sempre jogos e brincadeiras que ajudam o cérebro a descontrair. No fundo, é um investimento na curiosidade e no prazer da aprendizagem.</p>



<ol class="wp-block-list" type="1" start="3"><li><strong>Tens uma relação séria com a leitura ou preferes encontros sem hora marcada?</strong></li></ol>



<p>M &#8211; Tenho uma relação tão séria que nunca apago a luz sem ler, seja a que horas for. Esse meu espaço de leitura é sagrado e necessário, não abdico dele.</p>



<p>I &#8211; Prefiro encontros sem hora marcada, aproveitar uma pequena sobra de tempo, ou roubar um momento (ou mais) ao longo do dia. Ainda assim, diria que é uma relação séria, afinal, já dura desde a década de 80.</p>



<ol class="wp-block-list" type="1" start="4"><li><strong>Devoras livros ou estás sempre em dieta?</strong></li></ol>



<p>M- Devoro, sim, leio muitos livros, às vezes dois ao mesmo tempo. É um prazer imenso, quando leio literatura, e um mergulhar no conhecimento, quando estudo.</p>



<p>I &#8211; Não me meto em dietas, principalmente literárias. Tenho fases em que devoro livros mais depressa, noutras, demoro a saborear; mas sempre sem dietas &#8211; porque os livros não engordam, só fazem crescer.</p>



<ol class="wp-block-list" type="1" start="5"><li><strong>Dizem que os nossos pais e avós eram para nós o livro (já que quando somos mais novos apenas vemos as imagens e somos ouvintes), eram os nossos contadores de histórias. Guardas histórias de infância ou apenas berlindes?&nbsp;</strong></li></ol>



<p>I &#8211; Até guardo alguns berlindes, em miúda jogava sempre no recreio da escola. Mas guardo sobretudo histórias de tradição oral, como “O coelhinho branco” e “Corre, corre cabacinha”. Na verdade, não será bem guardar, são histórias que me construíram e que se eternizam. Passam de geração em geração.</p>



<p>M – Também guardo muitas histórias – contadas pelas minhas tias, e também dos anos em que andei no Colégio Inglês, onde contar histórias fazia parte da rotina diária (e estávamos em 1963-66). Histórias com cheiro, a memória dos momentos, dos afetos.</p>



<ol class="wp-block-list" type="1" start="6"><li><strong>Qual a personagem ou personalidade (viva ou já desaparecida) que gostarias que te contasse uma história? E, porquê?</strong></li></ol>



<p>M &#8211; A ligação mais forte que tenho é com duas personagens de livros que escrevi, em «O Reino de Petzet»: Guevin e Tigre. Preciso muito das suas histórias e volto a elas como se lesse pela primeira vez, como se não tivesse sido eu a escrevê-las. Talvez esteja ali grande parte do segredo da minha vida.</p>



<p>I &#8211; Adoraria ouvir uma história de Luís Sepúlveda. É, sem dúvida, um dos escritores que marcou a minha adolescência. Através dos seus livros, aprendi o significado de resiliência e coragem. Mais tarde, já como mãe, descobri os livros infantis que continuamos a ler e reler em família. São histórias que têm direito a um lugar especial na minha estante.</p>



<ol class="wp-block-list" type="1" start="7"><li><strong>O que achas que não deve faltar numa biblioteca pessoal e porquê?</strong></li></ol>



<p>I &#8211; Livros, que se leiam e se vivam, que estejam à mão de semear, prontos a oferecerem-nos uma viagem pelos mundos que trazem dentro.</p>



<p>M – Também não sou nada fundamentalista nesse ponto. Para mim, uma biblioteca pessoal é feita dos livros que trouxeram algo para quem os leu. Pode ser porque foram lidos em épocas específicas ou porque a história fascinou a pessoa. Sinto isso nas arrumações de estantes: há livros que sei que nunca vou poder dar, são a minha biblioteca pessoal.</p>



<ol class="wp-block-list" type="1" start="8"><li><strong>O que substituías por um livro?</strong></li></ol>



<p>I &#8211; O que não substituiria por um livro? Seria mais fácil de enumerar.</p>



<p>M &#8211; Conversas desinteressantes e repetitivas, sem hesitar&#8230; Séries vazias. Ler é um momento tão meu que o anseio com frequência.</p>



<ol class="wp-block-list" type="1" start="9"><li><strong>A cabeceira treme de livros ou apenas com o despertador do telemóvel? Conta-nos o que tens por lá?</strong></li></ol>



<p>M &#8211; A cabeceira tem muitos livros, mas quase tudo o que leio agora está no e-reader, porque me custa segurar um livro nas mãos, que estão muito estragadas. E é um segredo familiar: o meu marido nem sonha a quantidade de livros que tenho lá dentro!</p>



<p>I &#8211; Tenho uma regra que respeito incondicionalmente: no quarto não entram telemóveis. Já os livros&#8230; devem estar sempre por perto, por isso a cabeceira é tão bom lugar como a estante ou a mochila.</p>



<ol class="wp-block-list" type="1" start="10"><li><strong>Tens livros de vida ou a tua vida dava um livro?</strong></li></ol>



<p>M &#8211; Tenho livros de vida, que me marcaram por razões específicas. Recordo-os em contexto. Por exemplo, ler Simone de Beauvoir e ouvir o meu marido a estudar piano ao fundo; ou mergulhar na «Gramática da Fantasia», de G. Rodari, nas margens do rio, em São Pedro do Sul.</p>



<p>I – Também diria que tenho muitos livros de vida, que serviram de refúgio, companhia ou que guardam memórias que me são queridas. Mas tenho esperança de vir a ter muitos mais.</p>



<ol class="wp-block-list" type="1" start="11"><li><strong>Uma decisão na vida que mudaste inspirada pela leitura de um livro?</strong></li></ol>



<p>M &#8211; Muitas vezes, sobretudo pelos livros de que falei antes, «O Reino de Petzet», acordei para as decisões a tomar. Mas também com livros que me fizeram voltar ao início, ler de novo, perceber que era o momento de mudar, como foi quando larguei o ensino da música.</p>



<p>I &#8211; Não posso dizer que um livro específico tenha estado na origem de uma decisão. Mas sei que sou feita de livros, o que li – e o que vivi ao ler cada livro – faz parte de mim e das minhas decisões também.</p>



<ol class="wp-block-list" type="1" start="12"><li><strong>Um bom livro existe ou é ficção?&nbsp;Existem livros maus?</strong></li></ol>



<p>M &#8211; Existe, claro que existe! Ficção é dizer que um livro o é bom para todos, nisso já não acredito. Livros maus? Sim, existem, mas isso é tão subjetivo. Para mim, um livro mau não tem beleza na escrita, porque não chega a história, preciso do “como foi contada.”</p>



<p>I – É isso: existem bons livros e existem maus livros que serão diferentes para cada leitor.</p>



<ol class="wp-block-list" type="1" start="13"><li><strong>Qual o livro que mais recomendaste até hoje?</strong></li></ol>



<p>M &#8211; Sinceramente, são dois: «O homem sem nome», de João Aguiar e «Educar para o otimismo», de três autores fundamentais para a ecologia emocional – Luís Miguel Neto, Helena Marujo e Maria de Fátima Perloiro.</p>



<p>I &#8211; No meu caso, penso que serão o “o Brincador” de Álvaro Magalhães e “A gramática da fantasia” de Gianni Rodari. Embora os recomende em contextos diferentes, os dois despertam a eternização da fantasia e da criança que temos em nós. Há mais um livro que ainda não recomendei muito por ser recente, mas tenho a certeza que entrará nesta lista: “Ler o mundo” de Michele Petit.</p>



<ol class="wp-block-list" type="1" start="14"><li><strong>Se fosses um não leitor, qual o conselho que te davas? Qual/quais os livros que aconselharias a quem não tem o hábito de leitura?</strong></li></ol>



<p>I -Diria para continuar a procurar, entre vários autores, vários estilos. Acredito que, para nos tornarmos leitores, temos de descobrir o prazer que tiramos da leitura e isso só pode vir com a liberdade de escolha.</p>



<p>M – Sim, eu emprestar-lhe-ia muitos livros, de géneros diferentes, e explicando-lhe a liberdade de poder pegar num, de espreitar, deixar de parte, pegar noutro, voltar ao primeiro, pegar noutro. Foi assim que fiz com os meus filhos, deixando livros abertos pela casa. E acredito que gostar de escrever faz parte da forma como se apreciam os livros. E voltamos ao início, é isso que fazemos no Re-Word-It.</p>



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		<title>Leitura biográfica à medida de preteens</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Desculpas para ler]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Jan 2021 10:04:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[A voz da contracapa]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças, dedo no ar!]]></category>
		<category><![CDATA[Geração não, vai ler!]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Duas preteens, fãs da rede social TikTok, a Bravo de outros tempos, dizem-nos o que acharam do livro «Simplesmente Charli» da estrela digital, Charli D’Amelio. Charli D’Amelio, com apenas 16 anos, é o grande fenómeno do TikTok, com mais de 100 milhões de seguidores em todo o mundo. Conhecida pelos seus vídeos de dança viral, é a mais popular criadora de conteúdos no TikTok de sempre. Charli também é uma ativista contra o cyberbullying e fez parceria com organizações como a UNICEF para aumentar a consciencialização sobre os efeitos negativos que o cyberbullying pode ter sobre os jovens adultos. Mas quem é a miúda por trás dos posts? Neste livro &#8211; repleto de curiosidades, fotos exclusivas e citações de Charli -, encontras os pormenores mais íntimos da sua vida. Duas preteens leram o livro e deixam aqui a sua opinião: No início do livro, achámos interessante o facto da Charli ter começado a dançar cedo, também achámos giro que ela tenha publicado imagens da sua infância, pois ajuda-nos a perceber melhor a sua evolução. Achámos curioso que quando era pequena gostava de ler livros de mistério e policiais baseados em factos reais. Charli aparenta ser uma pessoa bastante calma, nesse sentido, achámos surpreendente, o facto de ela adorar filmes de terror. Charlie tem dificuldade em escolher uma cor preferida, porque refere «não quer que as outras cores fiquem tristes», demonstrando que é uma pessoa preocupada e amável. A preocupação com o outro é também demonstrada relativamente à mensagem transmitida aos amigos: «Os meus amigos são muito diferentes uns dos outros, mas eu adoro-os pela forma como me fazem sentir.» Os pais da Charli têm as suas próprias contas nas redes sociais, ondes os pais publicam vídeos antigos da família, sendo visível a cumplicidade entre todos desde muito cedo. Charli confia plenamente na sua irmã Dixie, contam tudo um à outra. Dixie também é conhecida do público: com apenas 19 anos, é cantora e já publicou 5 músicas. Charli dobrou a voz da personagem Tinker no filme «Stardog and Turbocat», adorou a experiência e diz que adoraria repetir. Também foi convidada do programa «The Tonight Show Starring Jimmy Fallon», onde Charli e a irmã falaram sobre o seu papel como ativistas sociais contra o cyberbullying e na parceria estabelecida com organizações internacionais como a UNICEF. Charli confessa que a parte mais difícil de estar nas redes sociais são os comentários e o ódio de que por vezes ela é alvo.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Duas <em>preteens</em>, fãs da rede social TikTok, a Bravo de outros tempos, dizem-nos o que acharam do livro «Simplesmente Charli» da estrela digital, Charli D’Amelio.  </h2>



<p>Charli D’Amelio, com apenas 16 anos, é o grande fenómeno do TikTok, com mais de 100 milhões de seguidores em todo o mundo. Conhecida pelos seus vídeos de dança viral, é a mais popular criadora de conteúdos no TikTok de sempre. Charli também é uma ativista contra o <em>cyberbullying</em> e fez parceria com organizações como a UNICEF para aumentar a consciencialização sobre os efeitos negativos que o cyberbullying pode ter sobre os jovens adultos.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2021/01/SimplesmenteCharli_K_150dpi_RGB.jpg" alt="" class="wp-image-3420" width="207" height="259" srcset="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2021/01/SimplesmenteCharli_K_150dpi_RGB.jpg 1097w, https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2021/01/SimplesmenteCharli_K_150dpi_RGB-600x750.jpg 600w" sizes="(max-width: 207px) 100vw, 207px" /><figcaption>«Simplesmente Charli» editado pela Nuvem de Tinta, <a href="https://www.wook.pt/autor/charli-d-amelio/5011668?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener">disponível aqui.</a></figcaption></figure></div>



<p>Mas quem é a miúda por trás dos <em>posts</em>?</p>



<p>Neste livro &#8211; repleto de curiosidades, fotos exclusivas e citações de Charli -, encontras os pormenores mais íntimos da sua vida. Duas preteens leram o livro e deixam aqui a sua opinião:</p>



<p>No início do livro, achámos interessante o facto da Charli ter começado a dançar cedo, também achámos giro que ela tenha publicado imagens da sua infância, pois ajuda-nos a perceber melhor a sua evolução. Achámos curioso que quando era pequena gostava de ler livros de mistério e policiais baseados em factos reais. </p>



<p>Charli aparenta ser uma pessoa bastante calma, nesse sentido, achámos surpreendente, o facto de ela adorar filmes de terror. </p>



<p>Charlie tem dificuldade em escolher uma cor preferida, porque refere «não quer que as outras cores fiquem tristes», demonstrando que é uma pessoa preocupada e amável. A preocupação com o outro é também demonstrada relativamente à mensagem transmitida aos amigos: «Os meus amigos são muito diferentes uns dos outros, mas eu adoro-os pela forma como me fazem sentir.»</p>



<p>Os pais da Charli têm as suas próprias contas nas redes sociais, ondes os pais publicam vídeos antigos da família, sendo visível a cumplicidade entre todos desde muito cedo. Charli confia plenamente na sua irmã Dixie, contam tudo um à outra. Dixie também é conhecida do público: com apenas 19 anos, é cantora e já publicou 5 músicas. </p>



<p>Charli dobrou a voz da personagem Tinker no filme «Stardog and Turbocat», adorou a experiência e diz que adoraria repetir. Também foi convidada do programa «The Tonight Show Starring Jimmy Fallon», onde Charli e a irmã falaram sobre o seu papel como ativistas sociais contra o <em>cyberbullying</em> e na parceria estabelecida com organizações internacionais como a UNICEF. </p>



<p>Charli confessa que a parte mais difícil de estar nas redes sociais são os comentários e o ódio de que por vezes ela é alvo.</p>



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		<title>Ler musicais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Desculpas para ler]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Dec 2020 08:39:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bastidores da leitura]]></category>
		<category><![CDATA[Os livros têm opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em tempo de férias com crianças e menores de 18 em casa, propomos que criem desafios que envolvam a leitura disfarçada nas entrelinhas! É assim que nos inspiramos para Os livros têm opinião e para Os bastidores da leitura. «The Prom», musical da Broadway desperta consciências Nos últimos dias, aproveitámos para estar em família e um dos filmes que não faltou foi o «The Prom», que estreou Netflix no dia 3 de Dezembro e que conta com elenco de luxo: Meryl Streep, Nicole Kidman, Kerry Washington, Keegan-Michael Key e James Corden. No mesmo dia, foi lançado o livro com o mesmo nome da escritora Saundra Mitchell, autora de mais de vinte livros para pré-adolescentes e adolescentes. Foi, durante cerca de vinte anos, a roteirista principal e produtora executiva de vários programas de cinema para adolescentes, tendo sido dez vezes nomeada para os Óscares. Perante o lançamento deste musical da Broadway em livro e em filme, decidi ler em conjunto o livro com uma preteen e foi bom saber que há um respeito pela diferença e a luta pela verdade. Sim, a preteen queria ver o filme primeiro, mas desafiei-a a perceber as diferenças/semelhanças entre o filme e o livro, como imaginávamos as personagens, etc. Para isso, teríamos de começar pelo livro! A história é simples: «Emma Nolan sonha apenas com uma coisa neste mundo: dançar com a namorada Alyssa no baile de finalistas. Mas na sua pequena cidade de Edgewater, Indiana, é quase como pedir a lua. Alyssa Greene é a rapariga mais popular do liceu, presidente do Conselho de Estudantes e filha da presidente da Associação de Pais. Mas esconde um segredo: o seu relacionamento com Emma. Quando se espalha a notícia de que Emma tenciona levar uma rapariga ao baile, há tanto alvoroço que a Associação de Pais ameaça cancelá-lo. Até que duas estrelas da Broadway ouvem falar do caso, decidem assumir a causa para obter um pouco de publicidade em troca.» O mote está lançado, não só para um musical que faz justiça ao livro como para um debate a vários níveis: o respeito pela diferença; a procura da verdade, da nossa verdade (no matter what) e o escrutínio a quem, por vezes, se associa a causas, só porque sim, porque fica bem, mas sem perceber o impacto. Temas do momento, portanto! Aconselhamos o filme e o livro a pais, educadores, professores, preadolescentes e adolescentes! Nós decidimos ler em conjunto o livro e depois visionar o filme, mas podem tentar outras alternativas: um de vocês, ler o livro e outro, ver o filme e discutirem as ideias, após cada um terminar a tarefa! Boas conversas à mesa e não se esqueçam, Os Livros Têm Opinião e que bom que é assim!</p>
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<h2 class="wp-block-heading">Em tempo de férias com crianças e menores de 18 em casa, propomos que criem desafios que envolvam a leitura disfarçada nas entrelinhas! É assim que nos inspiramos para Os livros têm opinião e para Os bastidores da leitura. </h2>



<h4 class="wp-block-heading">«The Prom», musical da Broadway desperta consciências</h4>



<p>Nos últimos dias, aproveitámos para estar em família e um dos filmes que não faltou foi o «The Prom», que estreou <a href="https://www.facebook.com/netflixportugal/?__cft__[0]=AZVAo6ni-whxbIa2wwsXrR0RAi9l7HUL2_jr71Vk28rQKWcbpGbjfc2EKwtBYSo95EYKWxzLpkRrqgWKh_BYfC0I3n3VLS0vf81Lms8qvL50hJLyHmHXftg54SgNAO2y7izGaS8YfGzhWrv1-9l25VPfI3q1ro9h8lY-i-2qB5BvbmJ_qIh0JRCLBvg7qTKcBxs&amp;__tn__=kK-R">Netflix</a> no dia 3 de Dezembro e que conta com elenco de luxo: Meryl Streep, Nicole Kidman, Kerry Washington, Keegan-Michael Key e James Corden. No mesmo dia, foi lançado o livro com o mesmo nome da escritora Saundra Mitchell, autora de mais de vinte livros para pré-adolescentes e adolescentes. Foi, durante cerca de vinte anos, a roteirista principal e produtora executiva de vários programas de cinema para adolescentes, tendo sido dez vezes nomeada para os Óscares. Perante o lançamento deste musical da Broadway em livro e em filme, decidi ler em conjunto o livro com uma preteen e foi bom saber que há um respeito pela diferença e a luta pela verdade. Sim, a preteen queria ver o filme primeiro, mas desafiei-a a perceber as diferenças/semelhanças entre o filme e o livro, como imaginávamos as personagens, etc. Para isso, teríamos de começar pelo livro!</p>



<figure class="wp-block-gallery alignleft columns-2 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" width="481" height="670" src="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/12/the-prom.jpg" alt="" data-id="3402" data-link="https://desculpasparaler.com/?attachment_id=3402" class="wp-image-3402"/></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="898" height="1358" src="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/12/TheProm_K_150dpi-RGB-002.jpg" alt="" data-id="3403" data-link="https://desculpasparaler.com/?attachment_id=3403" class="wp-image-3403" srcset="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/12/TheProm_K_150dpi-RGB-002.jpg 898w, https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/12/TheProm_K_150dpi-RGB-002-600x907.jpg 600w" sizes="(max-width: 898px) 100vw, 898px" /></figure></li></ul><figcaption class="blocks-gallery-caption"><a rel="noreferrer noopener" href="https://www.youtube.com/watch?v=Zt9v3f35l5Y&amp;t=13s" target="_blank">Espreite o trailer</a> e <a href="https://www.wook.pt/livro/the-prom-o-baile-de-finalistas-saundra-mitchell/24504598?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Conheça o livro</a>!</figcaption></figure>



<p>A história é simples: «Emma Nolan sonha apenas com uma coisa neste mundo: dançar com a namorada Alyssa no baile de finalistas. Mas na sua pequena cidade de Edgewater, Indiana, é quase como pedir a lua. Alyssa Greene é a rapariga mais popular do liceu, presidente do Conselho de Estudantes e filha da presidente da Associação de Pais. Mas esconde um segredo: o seu relacionamento com Emma. Quando se espalha a notícia de que Emma tenciona levar uma rapariga ao baile, há tanto alvoroço que a Associação de Pais ameaça cancelá-lo. Até que duas estrelas da Broadway ouvem falar do caso, decidem assumir a causa para obter um pouco de publicidade em troca.»</p>



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<p>O mote está lançado, não só para um musical que faz justiça ao livro como para um debate a vários níveis: o respeito pela diferença; a procura da verdade, da nossa verdade (no matter what) e o escrutínio a quem, por vezes, se associa a causas, só porque sim, porque fica bem, mas sem perceber o impacto. Temas do momento, portanto!</p>



<p>Aconselhamos o filme e o livro a pais, educadores, professores, preadolescentes e adolescentes! Nós decidimos ler em conjunto o livro e depois visionar o filme, mas podem tentar outras alternativas: um de vocês, ler o livro e outro, ver o filme e discutirem as ideias, após cada um terminar a tarefa! Boas conversas à mesa e não se esqueçam, Os Livros Têm Opinião e que bom que é assim!</p>



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