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Fique LeV com um Livro

Acompanhámos o Festival LeV – literatura em viagem que decorreu online de 13 a 17 de Maio. Desenganem-se os que acham que foi um festival para leitores. Foi, sobretudo, um excelente festival para Não Leitores.

O caminho do que seria uma viagem por vários destinos – Portugal, Espanha, Colômbia, Brasil, Moçambique, Angola – foi ilustrado com a voz de 22 jornalistas e escritores convidados, dos seus livros e do que cada um entende pela arte de Viajar.

Foi feito sem pretensões, com leveza e caso seja um não leitor, saiba que existe um livro para si. Duvida!?? Veja as 9 razões para ler e se sentir mais Lev:

  • Experimente a terapia dos géneros
Vamos tentar descobrir o seu género literário?

Um não leitor ainda não descobriu o seu livro, pois para «cada livro existe um leitor», afirmou Isabel Allende ao LeV – literatura em viagem. Provavelmente, ainda não descobriu o género literário, policial, romance, ficção científica, auto-ajuda, entre outros, que mais se ajusta ao seu perfil e ao momento que está a viver. Dê o benefício da dúvida e experimente!

Lemos Isabel Allende e encontrámos 5 desculpas para viajar com a escritora.
5 destinos, 5 viagens possíveis.

No artigo que escrevemos sobre Isabel Allende, «5 Desculpas para Viajar com Isabel Allende», partilhamos todas as desculpas, desde ganhar o gosto pela língua espanhola caso prefira ler na língua de origem (que recomendo), desde viajar até ao passado com romances reais, históricos ao relato intimista e na 1ª pessoa da autora sobre alguns períodos da sua vida misturadas com histórias fortes, comoventes e arrebatadoras de famílias, de amantes, da vida.

  • Acabe com a ansiedade das páginas e com o peso do livro

Se um dos seus problemas, é a ansiedade do número de páginas e o livro nunca estar no sítio certo à hora certa, propomos que opte pelas versões ebook ou audiobook. Mais rapidamente, nos esquecemos da carteira ou das chaves de casa que do telemóvel. Assim, tendo o livro no seu telemóvel, é fácil aceder sempre que quiser, não vê o número de páginas, não sente o peso do livro e caso opte pela versão audio, tem o privilégio dos ouvidos lerem ao som da narração do próprio escritor.

  • Aprecie a arte de não fazer nada

Não leitores passam a leitores compulsivos, quando param um dia. Acredite!

Não têm nada para fazer, os dias parecem iguais, a internet vai abaixo, visitam os avós ou uma tia que mora longe, o café mais próximo fica a 20 kms e a piscina ainda está longe de estar construída. Já se viu nesta situação?

Uma possível chave para a leitura

Nesse dia, em que o tempo teima em não passar, descobrem-se umas edições antigas da escritora de policiais Agatha Christie. Abrem-se a medo e até, com relutância, pois as séries na televisão é que são boas, pensamos. Passamos página a página de um fôlego e descobrimos que não vamos jantar até saber quem matou o cozinheiro?

  • Acabe com a solidão e dê a mão
O escritor que dá a mão

Se é um dos não leitores que nunca mais conseguiu retomar a leitura, porque nada é o mesmo sem os contadores de histórias da infância, não se vai arrepender, quando começar a ler os livros do escritor angolano, Ondjaki. Todas as suas histórias têm a inocência de criança com a sabedoria da velhice. Chegou a referir no LeV que gosta de «se relacionar com as pontas da vida, as crianças e os velhos». No blogue, pode ler as «7 boas desculpas para dar a mão» a Ondjaki. Em quase todos os seus livros, vivemos as memórias de uma boa estória contada sem hora marcada na escuridão das ruas e no silêncio das estrelas. É só descobrir a quem quer dar a mão, ao tio, à avó ou aos amigos de Ondjaki.

  • Sonhe para ganhar mundo

Os sonhos são muitas vezes histórias que escrevemos durante a noite. Muitas vezes tentamos voltar a adormecer para sonhar o próximo capítulo, mas ele teima em não chegar. Temos de voltar a sonhar. Nessa noite, adormecemos e o sonho já tem outras personagens e outra trama. Fomos escolhidos para outra história ser contada. O mesmo acontece com Rosa Montero saltita de estilos e as histórias escolhem-na e assume a escrita como a maneira de estar no mundo. Jornalista, faz claramente a distinção entre o estilo jornalístico e o estilo literário: «no jornalismo contas a árvore, documentas a sua origem e fazes perguntas conscientes e objectivas; na novela ficcionada, falamos do bosque, do que não sabemos e imaginamos como é a árvore.».

Sonhos infinitos, infinitas histórias, palavras infinitas

E, construímos um mundo através das palavras, ondulamos os significados, esculpimos as palavras e voamos para mais longe, não perdendo o norte. Damos também mundo a quem criou revelando o que encontrámos. Mais um significado, mais uma leitura, mais uma referência, mais uma ligação, que dá músculo a uma verdade que é só nossa e na relação íntima e sonhada que temos com o escritor. Com José Eduardo Agualusa, há essa cor e essa textura e essa relação musculada de um sonho sonhado em que o significado individual se mistura no nosso Nós.

  • Envie uma mensagem sem medos
A escritora em que nada é deixado ao acaso

Carmen Posadas é uma escritora uruguaia, que à semelhança de Isabel Allende, conheci para melhorar a aprendizagem do espanhol. Ler na língua de origem tem outro sabor, mas se não conseguirem, os livros desta autora são uma salada de frutas daquelas com um toque de brandy ou porto. Explico: nos livros de Carmen Posadas não faltam desfechos casuais, com intriga e mistério, pincelados com humor (que lembra o humor inglês) fino, elegante e requintado, com um sortido de personagens sólidas, robustas e fortes que nos convidam ao convívio entre os limites da biografia e da ficção e de repente, estamos a viver o teatro real da vida.

Carmen Posadas partilhou na entrevista ao festival LeV – literatura em viagem que despertou para as histórias através do pai que era um excelente contador de histórias e recordou que o pai usava as histórias para enviar mensagens privadas às pessoas.

Leia para descobrir bons presentes e boas cartas de amor, de amizade, de confidência, de desabafo, de convite… É só escolher!

  • Escute o detalhe e a originalidade da memória

Hector foi a minha descoberta neste Festival. Não leitores e leitores, convido-vos a ouvirem a entrevista e decerto vão sentir o mesmo sentimento. Queremos viver com Hector para ouvir as suas histórias repletas de afecto, de ternura e de uma boa dose de discernimento e de inteligência.

A preservação da memória e a luta contra o esquecimento fazem-no escrever narrativas onde a coragem e o amor são elementos dominantes assim como a originalidade do detalhe através das personagens femininas que dão som, cor, ritmo e detalhe aos cenários que partilha.

  • Viaje pelos 193 países do mundo

Como a tão perspicaz Mafalda do Quino afirma: «Viver sem ler é perigoso. Te obriga a crer no que te dizem.» Verdade. Ler permite formar a nossa opinião, compreender o que nos separa e torná-lo comum. Clara Ferreira Alves faz um convite para que comecemos a ler para conhecer a verdade, para construirmos a nossa verdade e recusarmos sermos dominado pelo desconhecido. Ler permite conhecer, respeitar e opinar.

Nós já conhecemos 22 destinos. Vamos descobrir os restantes?

Mais do que isso podemos viajar léguas, escolher a nossa companhia e amanhecer na estranha Coreia do Norte com José Luís Peixoto e adormecer com Clara Ferreira Alves em Nova Iorque.

Viajar traz mundo, dá-nos mundo e podemos fazer uma volta ao mundo todos os dias. Tristes aqueles que ainda não foram aos 193 países que existem no mundo.

Vamos viajar?

  • Ganhe a lotaria

Sou suspeita, há muitos anos que conheço a editora Maria do Rosário Pedreira. Tive o primeiro contacto com o único romance que escreveu «Alguns Homens, Duas Mulheres e Eu». Adorei.

Mais tarde, comecei a acompanhar os artigos nas «As Horas Extraordinárias» e lendo alguns dos seus poemas. Percebi que já nos cruzámos várias vezes em férias. Éramos quase as únicas no local onde estávamos que levávamos livros diferentes todos os dias e conseguíamos perder a noção do tempo. Ler faz-nos perder a noção do tempo… e as horas são extraordinárias, esse tempo pautado por ponteiros que também eles perdem o tempo.

Apesar de ter escrito um poema «Deixei de ouvir-te», quando ouvimos Maria do Rosário Pedreira, queremos sempre mais. Tem o dom da palavra oral e escrita e se ainda não ganhámos a lotaria da leitura, o clique com Maria do Rosário Pedreira acontece naturalmente.

Afirmou muitas verdades que desconhecemos ou não damos relevância quando não percebemos a magia de ler!

Com um bom livro:

podemos nos salvar

ganhamos uma companhia

conhecemos o passado

visitamos novos locais

vestimos vários papéis

experimentamos várias personalidades

confessamos os nossos sentimentos, medos, angústias, amor, amizade

imaginamos o nosso herói e não o herói materializado num filme ou numa série

renascemos com um novo EU.

Ainda acha que ler não é uma boa desculpa para ficar mais LeV? Contacte-nos que nós prestamos serviço de Coach de Leitura e acompanhamo-lo nesta descoberta.

Contacte-nos, estamos aqui!
info@desculpasparaler.com

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