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	<title>Entrevistas ao Leitor &#8211; Desculpas para Ler</title>
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	<description>Leia para ter sempre uma boa desculpa!</description>
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	<title>Entrevistas ao Leitor &#8211; Desculpas para Ler</title>
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		<title>À descoberta de Afonso Vilela</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Desculpas para ler]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Sep 2020 15:45:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas ao Leitor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Foi rosto de muitas campanhas de publicidade e os seus dotes culinários deram-se a conhecer com o programa Masterchef. Esse foco na cozinha levou-o a abraçar iniciativas solidárias e um novo projecto de restauração em Braga. Para além disso, arranja tempo para ser o rosto do programa “À descoberta…” no Porto Canal, onde junta o que mais gosta desporto, aventura, natureza, ar livre, história e claro, gastronomia… &#8211; Depois da moda, da cozinha, a que se dedica o Afonso Vilela nos dias de hoje? Fala um pouco de ti… O Afonso :), continua na moda, na cozinha ..e por aí fora. Claro está que nos tempos que correm, moda praticamente desapareceu, eventos idem. Continuam a surgir alguns trabalhos de publicidade, mais direccionados&#160;para web, e a cozinha está a ser o meu grande foco, paralelamente com o novo programa. Depois de meses a cozinhar para instituições de solidariedade, abracei um novo projecto em Braga, de adaptação de um espaço para restauração, continuo&#160;a trabalhar nas cozinhas solidárias sempre que é necessário e estou de corpo e alma no novo projecto para o Porto canal. E sempre a puxar pela cabeça de forma a criar novos projectos que permitam continuar a trabalhar sem nunca baixar os braços. Nestes tempos, temos que ser especialmente pro-activos. &#8211; Ao vermos o programa à Descoberta manténs a tua empatia e sentimos que estás em “casa”… é um programa que te completa?&#160; Temos desporto, aventura, natureza, ar livre, história e claro gastronomia… É um programa criado à &#8220;minha medida&#8221; , com tudo o que mais gosto. É óbvio que estou &#8220;em casa&#8221;. Faz parte de um projecto antigo, com mais de 10 anos, que só agora viu a luz do dia. Foi preciso uma pandemia para que as pessoas se disponibilizassem a apreciar a beleza que nos rodeia. &#8211; Qual a mensagem que gostarias de transmitir às pessoas no final dos programas? O que se pretende? Gostava de poder partilhar tudo o que sinto acerca do nosso país, tudo o que tenho vindo a conhecer ao longo dos anos , através dos meus trabalhos e visitas. pretendo mostrar o nosso país mais a fundo, as paisagens e os lugares fantásticos, uma história e gastronomia únicas.&#160; Apesar de já ter &#8220;rodado&#8221; uma boa parte do mundo, sempre disse que o meu destino ideal de férias era Portugal, e pretendo mostrar porquê. &#8211; Sentes que o programa pode mostrar níveis de acessibilidade a quem visita essas regiões? Claro que sim. Tudo é relativamente perto, no nosso país. E o desporto natureza-aventura pode e deve ser feito à&#160;medida de cada um.&#160; Por vezes é&#160; mais caro jantar fora, ou ir ao cinema. Uma visita a estes locais, decerto proporcionará uma experiência&#160;que fica na memória e bastante melhor do que ficar a fazer &#8220;scroll&#8221; no sofá. &#8211; Alguns dos locais descobriste pela primeira vez com este programa? Se sim, qual. Alguns sim, como é o caso da Murtosa , outros fiquei a conhecer&#160;ainda melhor. Vi lugares &#8220;ao lado de casa&#8221;, que nem&#160;sonhava existirem, como em Vila do Conde. É incrível&#160;tudo o que temos, por vezes muito perto de nós. &#8211; Como te preparas? Lês algum livro sobre a região? Regra geral, vou ao Google, outras vezes já conheço e faço questão de os mostrar e por vezes os próprios &#8220;agentes municipais&#8221; passam-nos alguma informação privilegiada, como em Arcos (de Valdevez), em que me deram um livro fantástico acerca do município, que devorei em poucas horas&#8230; &#8211; A leitura está presente na tua vida? Sempre e cada vez mais. O excesso de informação&#160;superficial&#160;einstantânea, que nos é diariamente bombardeada pelos telemóveis, redes sociais e afins, tem que ser contrabalançado com algum exercício&#160;mental.&#160; A leitura é essencial, caso contrário algumas partes do cérebro podem deixar de funcionar. &#8211; Livros de vida? São tantos&#8230;, &#8220;O Admirável Mundo Novo&#8221; (Aldous Huxley), &#8220;De profundis&#8221; (Oscar Wilde), &#8220;O marinheiro que perdeu as graças do mar&#8221; (Yukio Mishima), a obra completa da Agustina ( Bessa-Luís), é difícil, são muitos&#160;e estão sempre a aparecer novos. &#8211; Livros de cabeceira? Talvez uns dos últimos que li, &#8220;Naufrágio de civilizações&#8221; (Amin Maalouf), ou a &#8220;Europa à deriva&#8221; (Slavoj Zizek), que nos permitem alguma reflexão acerca dos tempos que correm. &#8211; Como achas que conseguimos tornar a leitura mais acessível? Para começar, temos que ler, somente com o exemplo, conseguimos mostrar&#160;aos outros, em especial aos mais jovens . Oferecer os livros que mais gostamos, às pessoas que achamos que vão&#160;gostar tanto&#160;deles como nós.&#160;</p>
<p>O conteúdo <a rel="nofollow" href="https://desculpasparaler.com/2020/09/28/a-descoberta-de-afonso-vilela/">À descoberta de Afonso Vilela</a> aparece primeiro em <a rel="nofollow" href="https://desculpasparaler.com">Desculpas para Ler</a>.</p>
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<h2 class="wp-block-heading">Foi rosto de muitas campanhas de publicidade e os seus dotes culinários deram-se a conhecer com o programa Masterchef. Esse foco na cozinha levou-o a abraçar iniciativas solidárias e um novo projecto de restauração em Braga. Para além disso, arranja tempo para ser o rosto do programa “À descoberta…” no Porto Canal, onde junta o que mais gosta desporto, aventura, natureza, ar livre, história e claro, gastronomia…</h2>



<p>&#8211; Depois da moda, da cozinha, a que se dedica o Afonso Vilela nos dias de hoje? Fala um pouco de ti…</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/09/28967174_425163914593436_5012250645730689024_n.jpg" alt="" class="wp-image-2498" width="220" height="220" srcset="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/09/28967174_425163914593436_5012250645730689024_n.jpg 600w, https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/09/28967174_425163914593436_5012250645730689024_n-300x300.jpg 300w, https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/09/28967174_425163914593436_5012250645730689024_n-100x100.jpg 100w" sizes="(max-width: 220px) 100vw, 220px" /></figure></div>



<p>O Afonso :), continua na moda, na cozinha ..e por aí fora. Claro está que nos tempos que correm, moda praticamente desapareceu, eventos <em>idem</em>. Continuam a surgir alguns trabalhos de publicidade, mais direccionados&nbsp;para <em>web</em>, e a cozinha está a ser o meu grande foco, paralelamente com o novo programa. Depois de meses a cozinhar para instituições de solidariedade, abracei um novo projecto em Braga, de adaptação de um espaço para restauração, continuo&nbsp;a trabalhar nas cozinhas solidárias sempre que é necessário e estou de corpo e alma no novo projecto para o <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.facebook.com/portocanal/?ref=page_internal" target="_blank">Porto canal</a>. E sempre a puxar pela cabeça de forma a criar novos projectos que permitam continuar a trabalhar sem nunca baixar os braços. Nestes tempos, temos que ser especialmente pro-activos.</p>



<p>&#8211;<strong> Ao vermos o programa à Descoberta manténs a tua empatia e sentimos que estás em “casa”… é um programa que te completa?&nbsp;</strong></p>



<p>Temos desporto, aventura, natureza, ar livre, história e claro gastronomia…</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/09/IMG-20200725-WA0014.jpg" alt="" class="wp-image-2499" width="190" height="401" srcset="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/09/IMG-20200725-WA0014.jpg 908w, https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/09/IMG-20200725-WA0014-600x1269.jpg 600w" sizes="(max-width: 190px) 100vw, 190px" /></figure></div>



<p>É um programa criado à &#8220;minha medida&#8221; , com tudo o que mais gosto. É óbvio que estou &#8220;em casa&#8221;. Faz parte de um projecto antigo, com mais de 10 anos, que só agora viu a luz do dia. Foi preciso uma pandemia para que as pessoas se disponibilizassem a apreciar a beleza que nos rodeia.</p>



<p><strong>&#8211; Qual a mensagem que gostarias de transmitir às pessoas no final dos programas? O que se pretende?</strong></p>



<p>Gostava de poder partilhar tudo o que sinto acerca do nosso país, tudo o que tenho vindo a conhecer ao longo dos anos , através dos meus trabalhos e visitas. pretendo mostrar o nosso país mais a fundo, as paisagens e os lugares fantásticos, uma história e gastronomia únicas.&nbsp; Apesar de já ter &#8220;rodado&#8221; uma boa parte do mundo, sempre disse que o meu destino ideal de férias era Portugal, e pretendo mostrar porquê.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/09/IMG_20180623_233701_186.jpg" alt="" class="wp-image-2502" width="263" height="263" srcset="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/09/IMG_20180623_233701_186.jpg 1200w, https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/09/IMG_20180623_233701_186-300x300.jpg 300w, https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/09/IMG_20180623_233701_186-100x100.jpg 100w, https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/09/IMG_20180623_233701_186-600x600.jpg 600w" sizes="(max-width: 263px) 100vw, 263px" /></figure></div>



<p><strong>&#8211; Sentes que o programa pode mostrar níveis de acessibilidade a quem visita essas regiões?</strong></p>



<p>Claro que sim. Tudo é relativamente perto, no nosso país. E o desporto natureza-aventura pode e deve ser feito à&nbsp;medida de cada um.&nbsp; Por vezes é&nbsp; mais caro jantar fora, ou ir ao cinema. Uma visita a estes locais, decerto proporcionará uma experiência&nbsp;que fica na memória e bastante melhor do que ficar a fazer &#8220;scroll&#8221; no sofá.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/09/IMG_20200819_222751_218.jpg" alt="" class="wp-image-2500" width="287" height="287" srcset="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/09/IMG_20200819_222751_218.jpg 1601w, https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/09/IMG_20200819_222751_218-300x300.jpg 300w, https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/09/IMG_20200819_222751_218-100x100.jpg 100w, https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/09/IMG_20200819_222751_218-600x600.jpg 600w" sizes="(max-width: 287px) 100vw, 287px" /></figure></div>



<p><strong>&#8211; Alguns dos locais descobriste pela primeira vez com este programa? Se sim, qual.</strong></p>



<p>Alguns sim, como é o caso da Murtosa , outros fiquei a conhecer&nbsp;ainda melhor. Vi lugares &#8220;ao lado de casa&#8221;, que nem&nbsp;sonhava existirem, como em Vila do Conde. É incrível&nbsp;tudo o que temos, por vezes muito perto de nós.</p>



<p><strong>&#8211; Como te preparas? Lês algum livro sobre a região?</strong></p>



<p>Regra geral, vou ao Google, outras vezes já conheço e faço questão de os mostrar e por vezes os próprios &#8220;agentes municipais&#8221; passam-nos alguma informação privilegiada, como em Arcos (de Valdevez), em que me deram um livro fantástico acerca do município, que devorei em poucas horas&#8230;</p>



<p><strong>&#8211; A leitura está presente na tua vida?</strong></p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/09/PC260249a.jpg" alt="" class="wp-image-2501" width="358" height="239" srcset="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/09/PC260249a.jpg 2149w, https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/09/PC260249a-600x401.jpg 600w" sizes="(max-width: 358px) 100vw, 358px" /></figure></div>



<p><em>S</em>empre e cada vez mais. O excesso de informação&nbsp;superficial&nbsp;einstantânea, que nos é diariamente bombardeada pelos telemóveis, redes sociais e afins, tem que ser contrabalançado com algum exercício&nbsp;mental.&nbsp; A leitura é essencial, caso contrário algumas partes do cérebro podem deixar de funcionar.</p>



<p><strong>&#8211; Livros de vida?</strong></p>



<p>São tantos&#8230;, <a href="https://www.wook.pt/pesquisa/admiravel+mundo+novo?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&#8220;O Admirável Mundo Novo&#8221; (Aldous Huxley)</a>, <a href="https://www.wook.pt/livro/de-profundis-oscar-wilde/11491176?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&#8220;De profundis&#8221; (Oscar Wilde)</a>, <a href="https://www.wook.pt/livro/o-marinheiro-que-perdeu-as-gracas-do-mar-yukio-mishima/11236841?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&#8220;O marinheiro que perdeu as graças do mar&#8221; (Yukio Mishima)</a>, <a href="https://www.wook.pt/pesquisa/agustina+bessa?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener">a obra completa da Agustina ( Bessa-Luís), é difícil</a>, são muitos&nbsp;e estão sempre a aparecer novos.</p>



<p><strong>&#8211; Livros de cabeceira?</strong></p>



<p>Talvez uns dos últimos que li, <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.wook.pt/livro/o-naufragio-das-civilizacoes-amin-maalouf/23854315?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank">&#8220;Naufrágio de civilizações&#8221; (Amin Maalouf)</a>, ou a <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.wook.pt/livro/a-europa-a-deriva-slavoj-i-ek/17817703?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank">&#8220;Europa à deriva&#8221; (Slavoj Zizek)</a>, que nos permitem alguma reflexão acerca dos tempos que correm.</p>



<p><strong>&#8211; Como achas que conseguimos tornar a leitura mais acessível?</strong></p>



<p>Para começar, temos que ler, somente com o exemplo, conseguimos mostrar&nbsp;aos outros, em especial aos mais jovens . Oferecer os livros que mais gostamos, às pessoas que achamos que vão&nbsp;gostar tanto&nbsp;deles como nós.&nbsp;</p>



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		<title>Eu sou Democracia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Desculpas para ler]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Sep 2020 08:40:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas ao Leitor]]></category>
		<category><![CDATA[Leituras do mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No Dia Internacional da Democracia visitámos a Ana em Bruxelas. Trabalha na Comissão Europeia, onde acredita que faz parte de um puzzle maior, no qual contribui para a construção de um sonho. Reflecte a energia e força das palavras na sua missão, que extravaza as 4 paredes da Comissão e o país que a abraçou ou que abraçou. É uma mulher de mundo. Tudo faz sentido até quando falamos de leituras. Deixa a pergunta: actualmente, como se define o ato de ler? Quem é a Ana? O que faz na comissão europeia? O que significa trabalhar na Comissão Europeia? «Olá, sou a Ana, Mãe de 3 Marias e vivo em Bruxelas!» Esta é a frase com que normalmente me apresento quando quero dar um passo em frente com o meu projecto das Matinés Pensantes, um movimento de cidadania para repensarmos Portugal fora de portas.&#160;A criar raízes em Bruxelas há 25 anos e a trabalhar na Comissão Europeia há quase 16 anos. Qualquer uma destas decisões partiu de desafios feitos na base do salto no escuro; porque a Vida assim me pediu e porque eu aceitei, de braços abertos. Trabalhar numa das Instituições Europeias é acreditar que, de alguma forma, posso ser uma das peçinhas deste grande puzzle que é a Europa, com todas as suas idiossincrasias inerentes a um grande sonho. O que é para si a democracia? Como diz Pepe Mujica, ”a democracia é uma filosofia de Vida”. Como se podia aumentar a literacia em Portugal? Uma das formas de aumentarmos a literacia em Portugal passa certamente, e numa primeira fase, por baixar o custo dos livros. Uma outra ideia que me é particularmente cara seria voltarmos à velha fórmula da tertúlias, espaços ideias para a troca de ideias e que despertam em cada um de nós &#160;a curiosidade que só os livros podem saciar. Qual o papel que o digital representa na literacia? Esta era do digital revolucionou todas as ideias pré-existentes da forma como encaramos o problema da literacia! Através do Twitter, do Instagram e do Facebook (a trilogia do tempo perdido) somos bombardeados dia e noite com um sem número de informação em jeito de mensagens curtas, mas directas e straight to the point. O desafio que nos é colocado actualmente é como desafiar e/ou fidelizar os destinatários destas mensagens. A “volatilidade” &#160;desta informação é assustadora e as diferentes narrativas de uma mesma história são uma arma perigosa e infelizmente poderosíssima. A leitura está presente no seu dia-a-dia? Obviamente! Mas o que vale mesmo a pena repensar é: o que é hoje em dia o acto de &#160;ler? Tem algum livro que a tenha marcado? Como «Água para o Chocolate», de Laura Esquível! Uma escolha pouco ortodoxa, bem sei. À medida que ia passando as páginas do livro fui percebendo como as palavras nos podem levar até mares nunca dantes navegados. Este livro &#160;leva-nos até um Mundo onde os cheiros, os sabores e as emoções se entrelaçam de forma estupidamente subtil. Um hino à reinvenção diária do acto de amar! &#160;&#160; Qual o seu livro de vida? O incontornável «O Principezinho», de Antoine Saint- Exupéry. Os anos passam, mas esta minha escolha mantém-se. Em nota de rodapé e só mesmo pela graça: é invariavelmente o meu presente preferido para celebrar a Vida de qualquer recém-nascido. Tenho várias versões deste livro, sendo a mais espectacular uma edição em formato pop up. Tem livros de cabeceira? Livros, não. Um livro de cada vez para ler, reler, assimilar e ficar a pensar. Actualmente, a acompanhar os meus finais de dia: «Cartas a um jovem poeta» de Rainer Maria Rilke. Um daqueles livros que nos interpela e não nos pode deixar indiferentes. &#160; Já aderiu aos audiobooks? Ebooks? Gosto muito do cheiro a papel e do barulho do folhear das páginas para aderir aos audiobooks ou Ebooks. Ainda que seja a primeira a reconhecer o lado prático dos mesmos, principalmente quando estamos a viajar. Felizmente que a actual pandemia fez com que adiássemos esta decisão tão pouco desejada.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">No Dia Internacional da Democracia visitámos a Ana em Bruxelas.   Trabalha na Comissão Europeia, onde acredita que faz parte de um <em>puzzle</em> maior, no qual contribui para a construção de um sonho. Reflecte a energia e força das palavras na sua missão, que extravaza as 4 paredes da Comissão e o país que a abraçou ou que abraçou. É uma mulher de mundo. Tudo faz sentido até quando falamos de leituras. Deixa a pergunta: actualmente, como se define o ato de ler?</h2>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Quem é a Ana? O que faz na comissão europeia? O que significa trabalhar na Comissão Europeia?</strong></li></ul>



<p>«Olá, sou a Ana, Mãe de 3 Marias e vivo em Bruxelas!» Esta é a frase com que normalmente me apresento quando quero dar um passo em frente com o meu projecto das Matinés Pensantes, um movimento de cidadania para repensarmos Portugal fora de portas.&nbsp;A criar raízes em Bruxelas há 25 anos e a trabalhar na Comissão Europeia há quase 16 anos. Qualquer uma destas decisões partiu de desafios feitos na base do salto no escuro; porque a Vida assim me pediu e porque eu aceitei, de braços abertos. Trabalhar numa das Instituições Europeias é acreditar que, de alguma forma, posso ser uma das peçinhas deste grande <em>puzzle</em> que é a Europa, com todas as suas idiossincrasias inerentes a um grande sonho.</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>O que é para si a democracia?</strong></li></ul>



<p>Como diz Pepe Mujica, ”<strong>a democracia é uma filosofia de Vida</strong>”.</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Como se podia aumentar a literacia em Portugal?</strong></li></ul>



<p>Uma das formas de aumentarmos a literacia em Portugal passa certamente, e numa primeira fase, por <strong>baixar o custo dos livros</strong>. Uma outra ideia que me é particularmente cara seria voltarmos à velha <strong>fórmula da tertúlias, espaços ideias para a troca de ideias e que despertam em cada um de nós &nbsp;a curiosidade que só os livros podem saciar.</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Qual o papel que o digital representa na literacia?</strong></li></ul>



<p>Esta era do digital revolucionou todas as ideias pré-existentes da forma como encaramos o problema da literacia! Através do <em>Twitter</em>, do <em>Instagram</em> e do <em>Facebook </em>(<strong>a trilogia do tempo perdido</strong>) somos bombardeados dia e noite com um sem número de informação em jeito de mensagens curtas, mas directas e <em>straight to the point</em>. O desafio que nos é colocado actualmente é como desafiar e/ou fidelizar os destinatários destas mensagens. A “volatilidade” &nbsp;desta informação é assustadora e as diferentes narrativas de uma mesma história são uma arma perigosa e infelizmente poderosíssima.</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>A leitura está presente no seu dia-a-dia?</strong></li></ul>



<p>Obviamente! Mas o que vale mesmo a pena repensar é: <strong>o que é hoje em dia o acto de &nbsp;ler?</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Tem algum livro que a tenha marcado? </strong></li></ul>



<p>Como <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.wook.pt/livro/como-agua-para-chocolate-laura-esquivel/23897284?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank">«Água para o Chocolate», de Laura Esquível</a>! Uma escolha pouco ortodoxa, bem sei. À medida que ia passando as páginas do livro fui percebendo como as palavras nos podem levar até mares nunca dantes navegados. Este livro &nbsp;leva-nos até um Mundo onde os cheiros, os sabores e as emoções se entrelaçam de forma estupidamente subtil. Um hino à reinvenção diária do acto de amar! &nbsp;&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Qual o seu livro de vida?</strong></li></ul>



<p>O incontornável <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.wook.pt/livro/o-principezinho-antoine-de-saint-exupery/46993?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank">«O Principezinho», de Antoine Saint- Exupéry</a>. Os anos passam, mas esta minha escolha mantém-se. Em nota de rodapé e só mesmo pela graça: é invariavelmente o meu presente preferido para celebrar a Vida de qualquer recém-nascido. Tenho várias versões deste livro, sendo a mais espectacular <a href="https://www.wook.pt/livro/o-principezinho-o-grande-livro-pop-up-antoine-de-saint-exupery/18943550?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener">uma edição em formato <em>pop up</em></a>.</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Tem livros de cabeceira? </strong></li></ul>



<p>Livros, não. Um livro de cada vez para ler, reler, assimilar e ficar a pensar. Actualmente, a acompanhar os meus finais de dia: <a href="https://www.wook.pt/livro/cartas-a-um-jovem-poeta-rainer-maria-rilke/17449549?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener">«Cartas a um jovem poeta» de <em>Rainer Maria Rilke</em></a>. Um daqueles livros que nos interpela e não nos pode deixar indiferentes. &nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Já aderiu aos <em>audiobooks</em>? <em>Ebooks</em>?</strong></li></ul>



<p>Gosto muito do cheiro a papel e do barulho do folhear das páginas para aderir aos <em>audiobooks</em> ou <em>Ebooks</em>. Ainda que seja a primeira a reconhecer o lado prático dos mesmos, principalmente quando estamos a viajar. Felizmente que a actual pandemia fez com que adiássemos esta decisão tão pouco desejada.</p>



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		<title>As músicas também contam histórias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Desculpas para ler]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2020 21:33:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas ao Leitor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Convidámos a cantora e compositora Ana Moser para uma entrevista no dia 13 de Julho, dia que celebra o Dia Mundial do Rock, género que une pessoas e que traz alegria aos ouvidos e corações. Para além da emoção, a história da letra é decisiva, ou, não fosse Ana, Ana Stilwell, filha de uma grande escritora portuguesa, para quem escrever é como respirar. &#8211; Como surgiu a música na sua vida? O meu pai é um pianista maravilhoso (nunca foi profissional mas bem que podia ter sido!) por isso sempre adormeci ao som dele ao piano. A minha tia cantava sempre com ele depois dos nossos jantares de família e eu comecei a juntar-me. Rapidamente tornou-se diário. Os standards de jazz, bossa nova, os musicais eram as &#8220;nossas músicas&#8221;.&#160; &#8211; Qual a música da sua vida? Ui&#8230; isso é mesmo muito difícil porque vai mudando ao longo do tempo. A música torna-se mesmo uma banda sonora para as nossas memórias. Tenho músicas para TUDO, o primeiro namorado, aquela amizade, a minha mãe, o meu pai&#8230; certos momentos&#8230; E não consigo ouvi-las sem ser imediatamente transportada para essa altura. É literalmente a melhor forma de viajar no tempo. Mas uma das mais marcantes é a Garota de Ipanema do Jobim, porque foi a primeira que cantei ao vivo num restaurante, quando tinha 9 anos.&#160; &#8211; Tem alguma música que goste de trautear no verão? Começo a trautear músicas por tudo e por nada e há uns anos percebi que normalmente a letra expressa aquilo que estou a pensar. No outro dia estava a varrer e quando dei por mim estava a cantar a música da Rapunzel da Disney &#8220;tanto trabalho e o chão tem de brilhar&#8230;&#8221; lol é constante. No verão sai-me sempre uma música que a minha mãe inventou e que nos cantava no carro que é: &#8220;Estamos de férias vamos para a praia Biba de bobadi boo&#8221; com a melodia da Cinderela 🙂&#160; &#8211; Escreveu alguma música neste tempo de pandemia? Escrevi muitas! E consegui algumas que gosto. Uma, em particular que vai ser o meu próximo single 🙂 Não andar a correr de um lado para o outro e com tanto trabalho fora de casa permitiu-me algum tempo para estar ao piano e deixar fluir o que foi bom.&#160;&#160; &#8211; O facto de ter uma mãe escritora a intimida a ser uma ávida leitora? Não, pelo contrário. Sempre nos leu imenso e sempre houve muitos livros à mão. Acima de tudo o prazer que ela própria mostrava em ler e em escrever entusiasmava-me. A minha mãe é uma escritora compulsiva, escrever para ela é como respirar, por isso nunca tive a sensação que para ela escrever fosse uma experiência afastada de mim por isso nunca me intimidou. Aliás sinto que o seu gosto por histórias está muito presente em mim, mesmo nas minhas canções o mais importante é sempre a história que a letra conta&#8230; talvez por isso goste tanto da música country porque descreve histórias de uma forma muito visual, com muitos detalhes.  &#8211; Livros de cabeceira? Estou nas últimas páginas de um livro fantástico Chamado &#8220;Uma educação&#8221; da Tara Westover que conta a sua própria infância criada numa familia mormon ultra conservadora e sobrevivencialista em que os pais não acreditavam no governo ou na escola. É a música que a leva a descobrir outras formas de viver e a questionar o modo de vida dos seus pais!  Estou também a ler um livro chamado Método Wilfart de um professor de canto que tem uma pedagogia um bocadinho diferente e que olha para a nossa voz como uma impressão digital única que carrega também os nossos traumas, as nossas ansiedades e conquistas e que faz um trabalho muito holístico em relação à voz ajudando os cantores &#8211; e não só &#8211; a descobrir a sua verdadeira voz. &#8211; Qual o livro que recomendaria a quem não tem ainda o hábito de ler? Recomendo uma página de um livro chamado &#8220;Como um Romance&#8221; de Daniel Pennac, porque enumera os direitos dos leitores:  O direito de não ler O direito de saltar páginas O direito de não acabar um livro&#160; O direito de reler&#160; O direito de ler não importa o quê O direito de amar os heróis do romance O direito de ler não importa onde O direito de saltar de livro em livro&#160; O direito de ler em voz alta O direito de não falar do que se leu!&#160; Às vezes acho que fazemos tanta pressão sobre a leitura e sobre como ela deve ser feita. Inundamos os adolescentes com obrigações de leitura na escola que mata o verdadeiro prazer e descoberta. Acho que o mais importante é lerem seja o que for que lhes interessa! Outros artigos relacionados: Descobrir a musicoterapia: https://desculpasparaler.com/2020/06/20/a-bula-musical/ A música para uma escritora: https://desculpasparaler.com/2020/06/20/uma-poeta-viva-fala-sobre-o-ritmo-da-sua-cancao/</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h3 class="wp-block-heading">Convidámos a cantora e compositora <a href="https://www.youtube.com/channel/UChoEcpywDyJjft2sWosGH2g" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Ana Moser</a> para uma entrevista no dia 13 de Julho, dia que celebra o Dia Mundial do Rock, género que une pessoas e que traz alegria aos ouvidos e corações. Para além da emoção, a história da letra é decisiva, ou, não fosse Ana, Ana Stilwell, filha de uma grande escritora portuguesa, para quem escrever é como respirar. </h3>



<p><strong>&#8211; Como surgiu a música na sua vida?</strong></p>



<p>O meu pai é um pianista maravilhoso (nunca foi profissional mas bem que podia ter sido!) por isso sempre adormeci ao som dele ao piano. A minha tia cantava sempre com ele depois dos nossos jantares de família e eu comecei a juntar-me. Rapidamente tornou-se diário. Os standards de <em>jazz</em>, bossa nova, os musicais eram as &#8220;nossas músicas&#8221;.&nbsp;</p>



<p><strong>&#8211; Qual a música da sua vida?</strong></p>



<p>Ui&#8230; isso é mesmo muito difícil porque vai mudando ao longo do tempo. A música torna-se mesmo uma banda sonora para as nossas memórias. Tenho músicas para TUDO, o primeiro namorado, aquela amizade, a minha mãe, o meu pai&#8230; certos momentos&#8230; E não consigo ouvi-las sem ser imediatamente transportada para essa altura. É literalmente a melhor forma de viajar no tempo. Mas uma das mais marcantes é a Garota de Ipanema do Jobim, porque foi a primeira que cantei ao vivo num restaurante, quando tinha 9 anos.&nbsp;</p>



<p><strong>&#8211; Tem alguma música que goste de trautear no verão?</strong></p>



<p>Começo a trautear músicas por tudo e por nada e há uns anos percebi que normalmente a letra expressa aquilo que estou a pensar. No outro dia estava a varrer e quando dei por mim estava a cantar a música da Rapunzel da Disney &#8220;tanto trabalho e o chão tem de brilhar&#8230;&#8221; lol é constante. No verão sai-me sempre uma música que a minha mãe inventou e que nos cantava no carro que é: &#8220;Estamos de férias vamos para a praia Biba de bobadi boo&#8221; com a melodia da Cinderela 🙂&nbsp;</p>



<p><strong>&#8211; Escreveu alguma música neste tempo de pandemia?</strong></p>



<p>Escrevi muitas! E consegui algumas que gosto. Uma, em particular que vai ser o meu próximo <em>single</em> 🙂 Não andar a correr de um lado para o outro e com tanto trabalho fora de casa permitiu-me algum tempo para estar ao piano e deixar fluir o que foi bom.&nbsp;&nbsp;</p>



<p><strong>&#8211; O facto de ter uma mãe escritora a intimida a ser uma ávida leitora?</strong></p>



<p>Não, pelo contrário. Sempre nos leu imenso e sempre houve muitos livros à mão. Acima de tudo o prazer que ela própria mostrava em ler e em escrever entusiasmava-me. A minha <a href="https://www.wook.pt/autor/isabel-stilwell/32814?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener">mãe é uma escritora compulsiva</a>, escrever para ela é como respirar, por isso nunca tive a sensação que para ela escrever fosse uma experiência afastada de mim por isso nunca me intimidou. Aliás sinto que o seu gosto por histórias está muito presente em mim, mesmo nas minhas canções o mais importante é sempre a história que a letra conta&#8230; talvez por isso goste tanto da música <em>country </em>porque descreve histórias de uma forma muito visual, com muitos detalhes. </p>



<p><strong>&#8211; Livros de cabeceira?</strong></p>



<p>Estou nas últimas páginas de um livro fantástico Chamado <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.wook.pt/livro/uma-educacao-tara-westover/21324874?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank">&#8220;Uma educação&#8221; da Tara </a><a href="https://www.wook.pt/livro/uma-educacao-tara-westover/21324874?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener">W</a><a rel="noreferrer noopener" href="https://www.wook.pt/livro/uma-educacao-tara-westover/21324874?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank">estover</a> que conta a sua própria infância criada numa familia mormon ultra conservadora e sobrevivencialista em que os pais não acreditavam no governo ou na escola. É a música que a leva a descobrir outras formas de viver e a questionar o modo de vida dos seus pais! </p>



<p>Estou também a ler um livro chamado <a href="https://www.wook.pt/livro/o-metodo-wilfart-serge-wilfart/182212?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Método <em>Wilfart</em></a><em> </em>de um professor de canto que tem uma pedagogia um bocadinho diferente e que olha para a nossa voz como uma impressão digital única que carrega também os nossos traumas, as nossas ansiedades e conquistas e que faz um trabalho muito holístico em relação à voz ajudando os cantores &#8211; e não só &#8211; a descobrir a sua verdadeira voz.</p>



<p><strong>&#8211; Qual o livro que recomendaria a quem não tem ainda o hábito de ler?</strong></p>



<p>Recomendo uma página de um livro chamado <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.wook.pt/livro/como-um-romance-daniel-pennac/10238492?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank">&#8220;Como um Romance&#8221; de Daniel Pennac</a>, porque enumera os direitos dos leitores: </p>



<ol class="wp-block-list"><li>O direito de não ler</li><li>O direito de saltar páginas</li><li>O direito de não acabar um livro&nbsp;</li><li>O direito de reler&nbsp;</li><li>O direito de ler não importa o quê</li><li>O direito de amar os heróis do romance</li><li>O direito de ler não importa onde</li><li>O direito de saltar de livro em livro&nbsp;</li><li>O direito de ler em voz alta</li><li>O direito de não falar do que se leu!&nbsp;</li></ol>



<p>Às vezes acho que fazemos tanta pressão sobre a leitura e sobre como ela deve ser feita. Inundamos os adolescentes com obrigações de leitura na escola que mata o verdadeiro prazer e descoberta. Acho que o mais importante é lerem seja o que for que lhes interessa!</p>



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<ul class="wp-block-list"><li>Descobrir a musicoterapia: <a href="https://desculpasparaler.com/2020/06/20/a-bula-musical/">https://desculpasparaler.com/2020/06/20/a-bula-musical/</a></li><li>A música para uma escritora: <a href="https://desculpasparaler.com/2020/06/20/uma-poeta-viva-fala-sobre-o-ritmo-da-sua-cancao/">https://desculpasparaler.com/2020/06/20/uma-poeta-viva-fala-sobre-o-ritmo-da-sua-cancao/</a></li></ul>



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		<title>Uma gratidão olímpica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Desculpas para ler]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2020 18:16:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas ao Leitor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Susana Feitor&#160;natural de Alcobertas,&#160;Rio Maior,&#160;é uma grande marchadora portuguesa. Falou com o Desculpas para Ler, onde nos falou sobre o seu percurso como atleta bem como a presença da leitura na sua vida. Diz que é uma fraca leitora, mas, de facto, não achamos. Visto que os livros técnicos têm um papel relevante no seu dia à dia e sabe muito bem o que gosta de ler. E, na verdade, isso é um dos passos mais importantes nesta descoberta. Estamos gratos por este testemunho, como nos sentimos gratos por todas as alegrias que Susana Feitor trouxe aos Portugueses e a Portugal. Foi a primeira&#160;atleta&#160;a medalhar numa grande prova internacional de&#160;marcha atlética&#160;por&#160;Portugal, tendo conquistado a&#160;medalha de bronze&#160;tanto nos&#160;Mundiais de Helsínquia&#160;(2005) como nos&#160;Europeus de Budapeste&#160;(1998). Participou por 5 vezes nos&#160;Jogos Olímpicos&#160;e foi presidente da Comissão de Atletas Olímpicos entre 2002 e 2005.&#160;Foi a&#160;recordista nacional&#160;dos&#160;20 km marcha&#160;durante 7 anos. &#8211; Sempre quis ser atleta? Desde que me lembro sempre gostei de desporto. Até ir aos Jogos Olímpicos o que queria mesmo era ser médica ou fisioterapeuta. Ser atleta como acabei por ser não tinha noção, se bem que á medida que as épocas foram passando esse objetivo tornou-se evidente e um querer muito grande. Assim que passei a sénior optei por ser quase em exclusivo. &#8211; Como foi a sensação de ganhar a primeira medalha? Tinha apenas 15 anos quando fui campeã do mundo de juniores, ao que fui não tinha bem noção e a minha espontaneidade junto com a minha capacidade de adaptação valeram disfrutar com muita alegria aquela conquista. Foi tudo muito rápido e surpreendente. O que fez com que quisesse repetir resultados de pódio nos campeonatos seguintes. Não só porque é bom ganhar e as sensações são boas, como queria disfrutar mais e partilhar com toda a gente. Senti-me muito grata pelo que me foi acontecendo. &#8211; E a participação nos jogos olímpicos, como foi? Passam por várias fases certo… o apuramento, a convivência, o dia de prova… Sim, são várias fases e cada uma traz emoções diferentes. Nunca tive grande stress ou ansiedade nas fases de qualificação, foi sempre mais intensa a fase final de preparação, o querer estar ao melhor nível possível e quando assim é, o ânimo e a pica toma conta de nós, mas infelizmente mais vezes tive problemas de lesões que era preciso resolver, que um foco exclusivo na competição e sua preparação. Os Jogos em si são de facto a competição mais especial e espectacular do mundo, pela envolvência nacional e mundial, pela atenção de todos e pela organização em si ao envolver várias modalidades. É o evento multidesportivo mais espectacular que qualquer atleta vive e deseja estar. &#8211; Tem algum ritual antes de entrar em prova? Não. Procuro ter momentos de foco e concentração. Gosto de ouvir música sempre que possível. Gosto muito do que envolve a preparação da prova. Não só a parte técnica mas também a logística, como o equipamento ou a preparação do abastecimento, por exemplo. &#8211; Como vê este período de pandemia, em que a sedentarização está mais presente? Não sei se a sedentarização esteve mais presente, pois há uma certa inquietude instalada pelas redes sociais que estimulou atividades físicas em casa sem sair á rua. Na verdade só um inquérito pode ajudar a responder se houve ou não actividade física, mas ficou bem patente que não há desculpas para não se fazer. E isso a meu ver é positivo. O que a pandemia veio trazer a mais foram os estados psicológicos de depressão ou de desespero pela impossibilidade de andar na rua, de viajar ou praticar exercício na rua.&#160; &#8211; A que se dedica nos dias de hoje? Licenciei-me em Gestão das Organizações Desportivas mas não estou a exercer. Neste momento, estou como treinadora de marcha, em fase final de terminar o curso de grau I de treino de Atletismo. Faço palestras motivacionais e de partilha de experiências do desporto para o mundo do trabalho. Sou formadora do Comité Olímpico internacional para ajudar os atletas na transição de carreira. Mas nada disto me dá um salário que valha para ser sustentável e por outro lado não&#160;me sinto ainda com rumo profissional definido.&#160;Por isso apesar de ser licenciada, não tenho nada garantido na área e estou em fase de encontrar algo que me cative para além da gestão de desporto. Tenho feito formações complementares na área do treino e do exercício, ainda procuro o meu lugar, mas preciso apenas de uma atividade que goste, preciso também que me dê um salário. &#8211; Tem algum livro que a tenha marcado? Costuma ler?&#160; Último livro que li e gostei: &#8220;Casei com um Masai&#8221; de Corinne Hofman. Tenho vários que gostei muito. Mas sou uma fraca leitora, tenho fases de leitura com muitas de pouca leitura. Não tenho autores favoritos e descarto de imediato histórias de ficção científica ou do fantástico.&#160; Chego a ser uma leitora compulsiva mas muitas vezes, como agora, em que não estou a ler nada que não seja técnico como a fisiologia do exercício, anatomia do movimento, coisas assim. Mas gosto de ler biografias, histórias verídicas (não necessariamente histórico) mas com enredos com suspense que não tenha um desenvolvimento óbvio. Também gosto de ler em inglês ou espanhol para treinar a língua. &#8211; Livros de cabeceira, caso tenha? Neste momento, não.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h3 class="wp-block-heading"><strong>Susana Feitor</strong>&nbsp;natural de Alcobertas,&nbsp;Rio Maior,&nbsp;é uma grande marchadora portuguesa. Falou com o Desculpas para Ler, onde nos falou sobre o seu percurso como atleta bem como a presença da leitura na sua vida. Diz que é uma fraca leitora, mas, de facto, não achamos. Visto que os livros técnicos têm um papel relevante no seu dia à dia e sabe muito bem o que gosta de ler. E, na verdade, isso é um dos passos mais importantes nesta descoberta. Estamos gratos por este testemunho, como nos sentimos gratos por todas as alegrias que Susana Feitor trouxe aos Portugueses e a Portugal. </h3>



<p>Foi a primeira&nbsp;atleta&nbsp;a medalhar numa grande prova internacional de&nbsp;marcha atlética&nbsp;por&nbsp;Portugal, tendo conquistado a&nbsp;medalha de bronze&nbsp;tanto nos&nbsp;Mundiais de Helsínquia&nbsp;(2005) como nos&nbsp;Europeus de Budapeste&nbsp;(1998). Participou por 5 vezes nos&nbsp;Jogos Olímpicos&nbsp;e foi presidente da Comissão de Atletas Olímpicos entre 2002 e 2005.&nbsp;Foi a&nbsp;recordista nacional&nbsp;dos&nbsp;20 km marcha&nbsp;durante 7 anos.</p>



<p><strong>&#8211; Sempre quis ser atleta?</strong></p>



<p>Desde que me lembro sempre gostei de desporto. Até ir aos Jogos Olímpicos o que queria mesmo era ser médica ou fisioterapeuta. Ser atleta como acabei por ser não tinha noção, se bem que á medida que as épocas foram passando esse objetivo tornou-se evidente e um querer muito grande. Assim que passei a sénior optei por ser quase em exclusivo.</p>



<p><strong>&#8211; Como foi a sensação de ganhar a primeira medalha?</strong></p>



<p>Tinha apenas 15 anos quando fui campeã do mundo de juniores, ao que fui não tinha bem noção e a minha espontaneidade junto com a minha capacidade de adaptação valeram disfrutar com muita alegria aquela conquista. Foi tudo muito rápido e surpreendente. O que fez com que quisesse repetir resultados de pódio nos campeonatos seguintes. Não só porque é bom ganhar e as sensações são boas, como queria disfrutar mais e partilhar com toda a gente. Senti-me muito grata pelo que me foi acontecendo.</p>



<p><strong>&#8211; E a participação nos jogos olímpicos, como foi? Passam por várias fases certo… o apuramento, a convivência, o dia de prova…</strong></p>



<p>Sim, são várias fases e cada uma traz emoções diferentes. Nunca tive grande stress ou ansiedade nas fases de qualificação, foi sempre mais intensa a fase final de preparação, o querer estar ao melhor nível possível e quando assim é, o ânimo e a pica toma conta de nós, mas infelizmente mais vezes tive problemas de lesões que era preciso resolver, que um foco exclusivo na competição e sua preparação.</p>



<p>Os Jogos em si são de facto a competição mais especial e espectacular do mundo, pela envolvência nacional e mundial, pela atenção de todos e pela organização em si ao envolver várias modalidades. É o evento multidesportivo mais espectacular que qualquer atleta vive e deseja estar.</p>



<p><strong>&#8211; Tem algum ritual antes de entrar em prova?</strong></p>



<p>Não. Procuro ter momentos de foco e concentração. Gosto de ouvir música sempre que possível. Gosto muito do que envolve a preparação da prova. Não só a parte técnica mas também a logística, como o equipamento ou a preparação do abastecimento, por exemplo.</p>



<p>&#8211; <strong>Como vê este período de pandemia, em que a sedentarização está mais presente?</strong></p>



<p>Não sei se a sedentarização esteve mais presente, pois há uma certa inquietude instalada pelas redes sociais que estimulou atividades físicas em casa sem sair á rua. Na verdade só um inquérito pode ajudar a responder se houve ou não actividade física, mas ficou bem patente que não há desculpas para não se fazer. E isso a meu ver é positivo. O que a pandemia veio trazer a mais foram os estados psicológicos de depressão ou de desespero pela impossibilidade de andar na rua, de viajar ou praticar exercício na rua.&nbsp;</p>



<p>&#8211; <strong>A que se dedica nos dias de hoje?</strong></p>



<p>Licenciei-me em Gestão das Organizações Desportivas mas não estou a exercer. Neste momento, estou como treinadora de marcha, em fase final de terminar o curso de grau I de treino de Atletismo. Faço palestras motivacionais e de partilha de experiências do desporto para o mundo do trabalho. Sou formadora do Comité Olímpico internacional para ajudar os atletas na transição de carreira.</p>



<p>Mas nada disto me dá um salário que valha para ser sustentável e por outro lado não&nbsp;me sinto ainda com rumo profissional definido.&nbsp;Por isso apesar de ser licenciada, não tenho nada garantido na área e estou em fase de encontrar algo que me cative para além da gestão de desporto. Tenho feito formações complementares na área do treino e do exercício, ainda procuro o meu lugar, mas preciso apenas de uma atividade que goste, preciso também que me dê um salário.</p>



<p><strong>&#8211; Tem algum livro que a tenha marcado? Costuma ler?&nbsp;</strong></p>



<p>Último livro que li e gostei: &#8220;Casei com um Masai&#8221; de Corinne Hofman.</p>



<p>Tenho vários que gostei muito. Mas sou uma fraca leitora, tenho fases de leitura com muitas de pouca leitura. Não tenho autores favoritos e descarto de imediato histórias de ficção científica ou do fantástico.&nbsp;</p>



<p>Chego a ser uma leitora compulsiva mas muitas vezes, como agora, em que não estou a ler nada que não seja técnico como a fisiologia do exercício, anatomia do movimento, coisas assim.</p>



<p>Mas gosto de ler biografias, histórias verídicas (não necessariamente histórico) mas com enredos com suspense que não tenha um desenvolvimento óbvio. Também gosto de ler em inglês ou espanhol para treinar a língua.</p>



<p><strong>&#8211; Livros de cabeceira, caso tenha?</strong></p>



<p>Neste momento, não.</p>



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		<title>Desculpas para Ler junta o Romance e a Pintura em Zoom</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Desculpas para ler]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2020 22:30:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[A voz da contracapa]]></category>
		<category><![CDATA[Clube de Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas ao Leitor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>«Rua de Paris em Dia de Chuva», o romance da escritora Isabel Rio Novo que acaba de ser lançado pela Dom Quixote, é o ponto de partida para três conversas fascinantes sobre o poder da arte. A ideia é do projeto editorial Desculpas para Ler, que convidou dois pintores portugueses a comentarem esta obra que retrata a história de amor entre um pintor impressionista e uma autora contemporânea.As conversas terão lugar na aplicação de videoconferência zoom. Nas primeiras duas sessões, orientadas por Rita França Ferreira, do @DesculpasparaLer, os artistas Diogo Muñoz e Sofia Simões comentarão partes do livro.A terceira sessão contará ainda com a presença da autora, Isabel Rio Novo. «O impressionismo é a corrente de pintura que mais aprecio. Gostaria de ter seguido história de arte, na verdade. E por isso, esta iniciativa de falar de arte, tendo presenta a visão de leitores com domínio da arte da pintura, é fascinante. Junto-me eu, enquanto leitora e amante das duas artes. E ainda a Isabel Rio Novo, que finalmente “avaliará” as nossas emoções e sensações sobre o que escreveu. Será que ficará surpreendida pela forma como percebemos “que a arte podia tocar na vida, a vida real, concreta, tangível“?», refere Rita França Ferreira, responsável pelo projeto @DesculpasparaLer. As datas das sessões decorrem em Julho, nas seguintes semanas, através a aplicação Zoom: 1ª sessão – na semana de 6 de julho, dia a confirmar 2ª sessão – na semana de 13 de julho, dia a confirmar 3ª sessão – 23 de julho com a presença da autora, em horário a definir Em breve, o projeto @DesculpasparaLer disponibilizará mais informações, de forma a que os amantes de pintura (mas não leitores) possam descobrir a escrita, bem como os leitores não pintores possam ouvir o livro através da visão de pintores. Pretende-se que os amantes das duas artes possam deliciar-se na busca de novos sentidos. “A visão dos outros enriquece-nos e é esse o nosso objetivo”, refere Rita França Ferreira. &#160; Sofia Simões é licenciada em Pintura Decorativa e Restauração. Estudou Desenho e Pintura na Academia Nacional de Belas Artes de Lisboa. Tem feito pinturas decorativas e restaurado pinturas em casas particulares, igrejas, monumentos e hotéis, em Portugal, Espanha e Estados Unidos.Diogo Muñoz é formado em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Já expôs o seu trabalho em países como Portugal, Espanha, Inglaterra, Escócia, Itália, Suíça, Angola, Brasil, EUA, RAE de Macau e China, em exposições individuais e coletivas.Isabel Rio Novo nasceu e cresceu no Porto, onde fez mestrado em História da Cultura Portuguesa e se doutorou em Literatura Comparada. Leciona história da arte, estudos literários, escrita criativa e é autora de várias publicações nessas áreas. Como ficcionista está representada em antologias de contos e colabora com ensaios e textos de ficção na revistas&#160;Granta,&#160;Egoísta,&#160;LER&#160;e&#160;Colóquio/Letras. É autora da narrativa fantástica&#160;O Diabo Tranquilo&#160;(2004), da novela&#160;A Caridade&#160;(2005, Prémio Literário Manuel Teixeira Gomes), do livro de contos&#160;Histórias com Santos&#160;(2014) e dos romances&#160;Rio do Esquecimento&#160;(2016, finalista do Prémio LeYa e semifinalista do Prémio Oceanos),&#160;Madalena&#160;(inédito, Prémio Literário João Gaspar Simões) e&#160;A Febre das Almas Sensíveis&#160;(2018, finalista do Prémio LeYa). Beneficiou recentemente de uma Bolsa de Criação Literária atribuída pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), de que resultou a escrita do seu quarto romance.</p>
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<h3 class="wp-block-heading"><a href="https://www.wook.pt/livro/rua-de-paris-em-dia-de-chuva-isabel-rio-novo/23897314?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener">«Rua de Paris em Dia de Chuva»</a>, o romance da escritora Isabel Rio Novo que acaba de ser lançado pela Dom Quixote, é o ponto de partida para três conversas fascinantes sobre o poder da arte.</h3>



<p>A ideia é do projeto editorial Desculpas para Ler, que convidou dois pintores portugueses a comentarem esta obra que retrata a história de amor entre um pintor impressionista e uma autora contemporânea.<br>As conversas terão lugar na aplicação de videoconferência <em>zoom</em>. Nas primeiras duas sessões, orientadas por <a rel="noreferrer noopener" href="https://desculpasparaler.com/sobre-mim-rita-f/" target="_blank">Rita França Ferreira</a>, do @DesculpasparaLer, os artistas <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.facebook.com/diogomunozartistaplastico/" target="_blank">Diogo Muñoz</a> e <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.facebook.com/SofiaSimoesPintora/" target="_blank">Sofia Simões</a> comentarão partes do livro.<br>A terceira sessão contará ainda com a presença da autora, Isabel Rio Novo.<br><br>«O impressionismo é a corrente de pintura que mais aprecio. Gostaria de ter seguido história de arte, na verdade. E por isso, esta iniciativa de falar de arte, tendo presenta a visão de leitores com domínio da arte da pintura, é fascinante. Junto-me eu, enquanto leitora e amante das duas artes. E ainda a Isabel Rio Novo, que finalmente “avaliará” as nossas emoções e sensações sobre o que escreveu. Será que ficará surpreendida pela forma como percebemos “que a arte podia tocar na vida, a vida real, concreta, tangível“?», refere Rita França Ferreira, responsável pelo projeto @DesculpasparaLer.</p>



<p>As datas das sessões decorrem em Julho, nas seguintes semanas, através a aplicação Zoom:</p>



<p>1ª sessão – na semana de 6 de julho, dia a confirmar</p>



<p>2ª sessão – na semana de 13 de julho, dia a confirmar</p>



<p>3ª sessão – 23 de julho com a presença da autora, em horário a definir</p>



<p>Em breve, o projeto @DesculpasparaLer disponibilizará mais informações, de forma a que os amantes de pintura (mas não leitores) possam descobrir a escrita, bem como os leitores não pintores possam ouvir o livro através da visão de pintores. Pretende-se que os amantes das duas artes possam deliciar-se na busca de novos sentidos. “A visão dos outros enriquece-nos e é esse o nosso objetivo”, refere Rita França Ferreira. &nbsp;</p>



<p><strong><u>Sofia Simões</u></strong> é licenciada em Pintura Decorativa e Restauração. Estudou Desenho e Pintura na Academia Nacional de Belas Artes de Lisboa. Tem feito pinturas decorativas e restaurado pinturas em casas particulares, igrejas, monumentos e hotéis, em Portugal, Espanha e Estados Unidos.<br><strong><u>Diogo Muñoz</u></strong> é formado em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Já expôs o seu trabalho em países como Portugal, Espanha, Inglaterra, Escócia, Itália, Suíça, Angola, Brasil, EUA, RAE de Macau e China, em exposições individuais e coletivas.<br><strong><u>Isabel Rio Novo</u></strong> nasceu e cresceu no Porto, onde fez mestrado em História da Cultura Portuguesa e se doutorou em Literatura Comparada. Leciona história da arte, estudos literários, escrita criativa e é autora de várias publicações nessas áreas. Como ficcionista está representada em antologias de contos e colabora com ensaios e textos de ficção na revistas&nbsp;Granta,&nbsp;Egoísta,&nbsp;LER&nbsp;e&nbsp;Colóquio/Letras. É autora da narrativa fantástica&nbsp;O Diabo Tranquilo&nbsp;(2004), da novela&nbsp;A Caridade&nbsp;(2005, Prémio Literário Manuel Teixeira Gomes), do livro de contos&nbsp;Histórias com Santos&nbsp;(2014) e dos romances&nbsp;Rio do Esquecimento&nbsp;(2016, finalista do Prémio LeYa e semifinalista do Prémio Oceanos),&nbsp;Madalena&nbsp;(inédito, Prémio Literário João Gaspar Simões) e&nbsp;A Febre das Almas Sensíveis&nbsp;(2018, finalista do Prémio LeYa). Beneficiou recentemente de uma Bolsa de Criação Literária atribuída pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), de que resultou a escrita do seu quarto romance.</p>



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		<title>Ler é como voltar ao ginásio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Desculpas para ler]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Jun 2020 23:00:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[A voz da contracapa]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas ao Leitor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando era pequenino, era sempre o mais alto. Isso não o inibiu nem o envaideceu, Raul Leitão, administrador de uma empresa de segurança, revela que a sua leitura privilegia livros técnicos e revistas/jornais. Diz que não se sente afastado da leitura, mas na soberba dos lançamentos desenfreados não há nada que o desperte. Nós deixamos aqui umas dicas&#8230; Qual é a tua altura? 1,93m Quando eras pequeno já eras mais alto que todos os teus colegas?&#160;Sim. Eras gozado ou todos iam a ti para teres um espírito protector? Não me recordo de ser gozado, nem que recorressem a mim na procura dessa dimensão protetora. Também sei que coleccionas relógios&#8230; para quem trabalha muito e tem tantas solicitações, é quase como se quisesses controlar o tempo?&#160;Gosto especial por máquinas complexas, sendo que a minha coleção de relógios está muito relacionada com o tema carros. A magia do tempo? O design? O que te atrai?&#160;Zero de magia do tempo, acima de tudo o design e exclusividade. Paralelamente está enquadrado numa lógica de investimento em que se assegura retorno futuro comprando as peças certas. Tens algum livro que te tenha marcou? Desobediência Civil do Henry Thoreau. Porque já não lês tanto como antigamente? Associas ao estudo? O que te afasta da leitura? Lês jornais revistas? Não propriamente a estudo, mas fruto do trabalho sou forçado a ler muito. Leio muitas revistas, e também jornais. Não sinto que exista algo que me afaste, eventualmente nada que especialmente me desperte. Como escolhes os teus livros?&#160;Atrai-me a trama política e história. Sendo impulsionado pela opinião/sugestão de quem os leu, e pelo reconhecimento que possa ter de quem os escreve. O que te faria voltar a ler?&#160;Recomeçar simplesmente, como voltar a fazer exercício. Aconselhamos um livro para quem acha que é muito grande: «O Gastão acha que é muito grande» Os livros que selecionámos para o Raúl voltar à ficção com pedaços de história «Artigo 22», Joseph Heller «Solaris», Stanislaw Lem «As Irmãs Soong: a Mais Velha, a Mais Nova e a Vermelha. As três mulheres que marcaram a China do século XX», Jung Chang</p>
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<h4 class="wp-block-heading">Quando era pequenino, era sempre o mais alto. Isso não o inibiu nem o envaideceu, Raul Leitão, administrador de uma empresa de segurança, revela que a sua leitura privilegia livros técnicos e revistas/jornais. Diz que não se sente afastado da leitura, mas na soberba dos lançamentos desenfreados não há nada que o desperte. Nós deixamos aqui umas dicas&#8230;</h4>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Qual é a tua altura?</strong> 1,93m</li><li><strong>Quando eras pequeno já eras mais alto que todos os teus colegas?&nbsp;</strong>Sim. </li><li><strong>Eras gozado ou todos iam a ti para teres um espírito protector?</strong> Não me recordo de ser gozado, nem que recorressem a mim na procura dessa dimensão protetora.</li><li><strong>Também sei que coleccionas relógios&#8230; para quem trabalha muito e tem tantas solicitações, é quase como se quisesses controlar o tempo?</strong>&nbsp;Gosto especial por máquinas complexas, sendo que a minha coleção de relógios está muito relacionada com o tema carros.</li><li><strong>A magia do tempo? O design? O que te atrai?&nbsp;</strong>Zero de magia do tempo, acima de tudo o <em>design</em> e exclusividade. Paralelamente está enquadrado numa lógica de investimento em que se assegura retorno futuro comprando as peças certas. </li><li><strong>Tens algum livro que te tenha marcou? </strong><a rel="noreferrer noopener" href="https://www.wook.pt/livro/a-desobediencia-civil-e-outros-ensaios-henry-david-thoreau/21259471?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank">Desobediência Civil do Henry Thoreau.</a></li><li><strong>Porque já não lês tanto como antigamente? Associas ao estudo? O que te afasta da leitura? Lês jornais revistas?</strong> Não propriamente a estudo, mas fruto do trabalho sou forçado a ler muito. Leio muitas revistas, e também jornais. Não sinto que exista algo que me afaste, eventualmente nada que especialmente me desperte.</li><li><strong>Como escolhes os teus livros?&nbsp;</strong>Atrai-me a trama política e história. Sendo impulsionado pela opinião/sugestão de quem os leu, e pelo reconhecimento que possa ter de quem os escreve. </li><li><strong>O que te faria voltar a ler?</strong>&nbsp;Recomeçar simplesmente, como voltar a fazer exercício. </li></ul>



<h4 class="wp-block-heading">Aconselhamos um livro para quem acha que é muito grande:</h4>



<ul class="wp-block-list"><li><a rel="noreferrer noopener" href="https://www.wook.pt/livro/o-gastao-acha-que-e-muito-grande-didier-dufresne/211385?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank"><strong>«O Gastão acha que é muito grande»</strong></a></li></ul>



<h4 class="wp-block-heading">Os livros que selecionámos para o Raúl voltar à ficção com pedaços de história </h4>



<ul class="wp-block-list"><li><a rel="noreferrer noopener" href="https://www.wook.pt/livro/catch-22-joseph-heller/10952299?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank">«Artigo 22», Joseph Heller</a></li><li><a rel="noreferrer noopener" href="https://www.wook.pt/livro/solaris-stanislaw-lem/21482079?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank">«Solaris», Stanislaw Lem</a></li><li><a href="https://www.wook.pt/livro/as-irmas-soong-a-mais-velha-a-mais-nova-e-a-vermelha-jung-chang/21401054?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener">«As Irmãs Soong: a Mais Velha, a Mais Nova e a Vermelha. As três mulheres que marcaram a China do século XX», Jung Chang </a></li></ul>



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		<title>A Vontade ajuda o Mundo!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Desculpas para ler]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Jun 2020 01:00:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bastidores da leitura]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas ao Leitor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dulce Machado é o coração em pessoa. É voluntária em campos de refugiados. Esteve à conversa com o nosso parceiro Vila Franca de Xira &#8211; Da Vinci Ginásios da Imaginação.&#160; Dulce Machado é a emoção em pessoa. Emociona-se quando fala, enternece quando partilha e envolve-nos quando abre o coração para explicar o que faz num campo de refugiados. Espreite aqui a entrevista e de como podemos ajudar o mundo. Dulcinha Machado, como é mais conhecida, deixa-nos um pedido: assinar a petição para trazer a criança Leon e o pai Sohrab para Portugal, aqui fica o link: https://peticaopublica.com/mobile/pview.aspx?pi=PT99945Mais do que nunca, esta petição é importante, alerta Dulce. Partilhou uma mensagem neste dia que espelha a força do seu sorriso e a vontade de ajudar o mundo: «Um refugiado é um ser humano como qualquer outro. Ser refugiado, em qualquer parte do mundo, é muito duro, ninguém imagina o que estas pessoas passam para todos os dias poderem sobreviver. Está na hora do mundo inteiro olhar para o Refugiado como um grande exemplo de vida, de coragem, de humildade e de humanidade.» Quando perguntámos um livro para conhecermos esta realidade, Dulcinha não hesitou em sugerir «Refugiado», de Alan Gratz. Na sua cabeceira e enquanto sonha em mudar o mundo, o ritmo dos seus sonhos é com a voz de Leonard Cohen. Neste sábado, 20 de junho, em que se assinala o Dia Mundial do Refugiado, instituído em 2001 pela Assembleia-Geral das Nações Unidas. Numa altura em que a pandemia de Covid-19 e os recentes protestos anti-racistas vieram pôr em evidência as desigualdades sociais, o tema da campanha deste ano é «Cada ação conta», relembrando que todos podemos ter um papel na criação de um mundo mais justo, inclusivo e igualitário. A este propósito, a editora 20 20 sugere cinco livros para crianças e jovens, adequados a diferentes faixas etárias, que abordam o tema dos refugiados através da ficção e também inspirados em casos reais. O Rapaz Escondido, KATHERINE MARSH Uma história de esperança que nos fala sobre a coragem de enfrentar todas as adversidades, baseada nas experiências reais da autora. Um tributo à resiliência, à amizade e aos heróis que encontramos diariamente no nosso caminho. O Rapaz Que Contava Histórias, ZANA FRAILLON Subhi é um rapaz cheio de sonhos. Nunca conheceu nada para lá das cercas e das tendas de lona, mas a sua imaginação não tem limites. Nomeado em 2017 para o Carnegie Medal e o Guardian Children’s Fiction Prize. O Rapaz ao Fundo da Sala, ONJALI Q. RAÚF Notável obra de estreia, inspirada em histórias verdadeiras de pessoas que a autora conheceu em campos de refugiados. A importância da amizade e da bondade num mundo tantas vezes intolerante e sem sentido. Vencedor dos prémios Blue Peter e Waterstones para Melhor Livro Infantil. A Viagem, FRANCESCA SANNA Como será deixar tudo para trás e percorrer quilómetros e quilómetros rumo a um destino longínquo e estranho? Obra multipremiada e com excelentes críticas internacionais. Apoiada pelo Alto Comissariado para as Migrações (ACM) e pela Amnistia Internacional (AI). Eu e o Meu Medo, FRANCESCA SANNA Depois da obra-prima A Viagem, que alcançou um enorme sucesso, a autora conta-nos, com delicadeza, como podemos encontrar amizade e conforto quando partilhamos os nossos medos. Outras artigos que também não pode perder: Eu posso mudar o mundo&#8230; Leituras de Vida</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h3 class="wp-block-heading">Dulce Machado é o coração em pessoa. É voluntária em campos de refugiados. Esteve à conversa com o nosso parceiro <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.instagram.com/tv/CA1CETdgHBd/?utm_source=ig_web_copy_link" target="_blank">Vila Franca de Xira &#8211; Da Vinci Ginásios da Imaginação</a>.&nbsp;</h3>



<p>Dulce Machado é a emoção em pessoa. Emociona-se  quando fala, enternece quando partilha e envolve-nos quando abre o coração para explicar o que faz num campo de refugiados. <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.instagram.com/tv/CA1CETdgHBd/?utm_source=ig_web_copy_link" target="_blank">Espreite aqui a entrevista e de como podemos ajudar o mundo.</a></p>



<p>Dulcinha Machado, como é mais conhecida, deixa-nos um pedido: assinar a petição para trazer a criança Leon e o pai Sohrab para Portugal, aqui fica o link: <a rel="noreferrer noopener" href="https://peticaopublica.com/mobile/pview.aspx?pi=PT99945" target="_blank">https://peticaopublica.com/mobile/pview.aspx?pi=PT99945</a><br>Mais do que nunca, esta petição é importante, alerta Dulce.</p>



<p>Partilhou uma mensagem neste dia que espelha a força do seu sorriso e a vontade de ajudar o mundo: «Um refugiado é um ser humano como qualquer outro. Ser refugiado, em qualquer parte do mundo, é muito duro, ninguém imagina o que estas pessoas passam para todos os dias poderem sobreviver. Está na hora do mundo inteiro olhar para o Refugiado como um grande exemplo de vida, de coragem, de humildade e de humanidade.»</p>



<p>Quando perguntámos um livro para conhecermos esta realidade, Dulcinha não hesitou em sugerir <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.wook.pt/livro/refugiado-alan-gratz/23200725?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank">«Refugiado», de Alan Gratz</a>. Na sua cabeceira e enquanto sonha em mudar o mundo, o ritmo dos seus sonhos é com a voz de <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.wook.pt/livro/book-of-longing-leonard-cohen/198107?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank">Leonard Cohen</a>. </p>



<p>Neste sábado, 20 de junho, em que se assinala o <strong><a rel="noreferrer noopener" href="https://www.un.org/en/observances/refugee-day" target="_blank">Dia Mundial do Refugiado</a></strong>, instituído em 2001 pela Assembleia-Geral das Nações Unidas. Numa altura em que a pandemia de Covid-19 e os recentes protestos anti-racistas vieram pôr em evidência as desigualdades sociais, o tema da campanha deste ano é <strong>«Cada ação conta»</strong>, relembrando que todos podemos ter um papel na criação de um mundo mais justo, inclusivo e igualitário.</p>



<p>A este propósito, a <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.facebook.com/2020editora/" target="_blank">editora 20 20</a> sugere <strong>cinco livros</strong> para crianças e jovens, adequados a diferentes faixas etárias, que abordam o tema dos refugiados através da ficção e também inspirados em casos reais.</p>



<p><a href="https://www.wook.pt/livro/o-rapaz-escondido-katherine-marsh/22267843?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>O Rapaz Escondido</strong>, KATHERINE MARSH</a></p>



<p>Uma história de esperança que nos fala sobre a coragem de enfrentar todas as adversidades, baseada nas experiências reais da autora. Um tributo à resiliência, à amizade e aos heróis que encontramos diariamente no nosso caminho.</p>



<p><a href="https://www.wook.pt/livro/o-rapaz-que-contava-historias-zana-fraillon/20742781?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>O Rapaz Que Contava Histórias</strong>,  ZANA FRAILLON</a></p>



<p>Subhi é um rapaz cheio de sonhos. Nunca conheceu nada para lá das cercas e das tendas de lona, mas a sua imaginação não tem limites. Nomeado em 2017 para o Carnegie Medal e o Guardian Children’s Fiction Prize.</p>



<p><a href="https://www.wook.pt/livro/o-rapaz-ao-fundo-da-sala-onjali-q-rauf/23414874?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>O Rapaz ao Fundo da Sala</strong>, ONJALI Q. RAÚF</a></p>



<p>Notável obra de estreia, inspirada em histórias verdadeiras de pessoas que a autora conheceu em campos de refugiados. A importância da amizade e da bondade num mundo tantas vezes intolerante e sem sentido. Vencedor dos prémios Blue Peter e Waterstones para Melhor Livro Infantil.</p>



<p><a href="https://www.wook.pt/livro/a-viagem-francesca-sanna/?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>A Viagem</strong>, FRANCESCA SANNA</a></p>



<p>Como será deixar tudo para trás e percorrer quilómetros e quilómetros rumo a um destino longínquo e estranho? Obra multipremiada e com excelentes críticas internacionais. Apoiada pelo Alto Comissariado para as Migrações (ACM) e pela Amnistia Internacional (AI).</p>



<p><a href="https://www.wook.pt/livro/eu-e-o-meu-medo-francesca-sanna/22971184?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Eu e o Meu Medo</strong>, FRANCESCA SANNA</a></p>



<p>Depois da obra-prima <em>A Viagem</em>, que alcançou um enorme sucesso, a autora conta-nos, com delicadeza, como podemos encontrar amizade e conforto quando partilhamos os nossos medos.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-3 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="502" height="357" src="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/06/502x-1.jpg" alt="" data-id="2087" data-full-url="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/06/502x-1.jpg" data-link="https://desculpasparaler.com/?attachment_id=2087" class="wp-image-2087"/></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1500" height="2270" src="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/06/O-Rapaz-que-Contava-Historias-002.jpg" alt="" data-id="2086" data-full-url="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/06/O-Rapaz-que-Contava-Historias-002.jpg" data-link="https://desculpasparaler.com/?attachment_id=2086" class="wp-image-2086" srcset="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/06/O-Rapaz-que-Contava-Historias-002.jpg 1500w, https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/06/O-Rapaz-que-Contava-Historias-002-600x908.jpg 600w" sizes="(max-width: 1500px) 100vw, 1500px" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1537" height="2306" src="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/06/O-Rapaz-ao-Fundo-da-sala-002.jpg" alt="" data-id="2085" data-full-url="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/06/O-Rapaz-ao-Fundo-da-sala-002.jpg" data-link="https://desculpasparaler.com/?attachment_id=2085" class="wp-image-2085" srcset="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/06/O-Rapaz-ao-Fundo-da-sala-002.jpg 1537w, https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/06/O-Rapaz-ao-Fundo-da-sala-002-600x900.jpg 600w" sizes="(max-width: 1537px) 100vw, 1537px" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1500" height="2270" src="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/06/O-Rapaz-Escondido-002.jpg" alt="" data-id="2084" data-full-url="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/06/O-Rapaz-Escondido-002.jpg" data-link="https://desculpasparaler.com/?attachment_id=2084" class="wp-image-2084" srcset="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/06/O-Rapaz-Escondido-002.jpg 1500w, https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/06/O-Rapaz-Escondido-002-600x908.jpg 600w" sizes="(max-width: 1500px) 100vw, 1500px" /></figure></li></ul><figcaption class="blocks-gallery-caption">A montra da <a href="https://www.facebook.com/2020editora/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Editora 2020</a></figcaption></figure>



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		<title>Vamos escrever piquenique?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Desculpas para ler]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2020 23:30:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas ao Leitor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Piquenique pressupõe uma refeição partilhada, em que cada um participa, levando comida e bebida, convidando as pessoas a saírem de casa, a estenderem a toalha (usualmente de quadrados vermelhos e brancos, não é?)… Acrescento: a gozarem o bom tempo, a brilharem com o Sol, a embalarem ao ritmo da brisa, a diferenciarem os sons do ar quente, a observarem os rasgos da paisagem e a sentirem-se enérgicos na leveza da tarde. Piquenique é uma palavra de origem francesa. A própria palavra reúne o simbolismo de &#8220;ciscar&#8221; pequenas porções&#8230; a palavra «pique» vem do verbo&#160;piquer em francês, inspirado pelas galinhas que ciscam, picam o «nique», pequenas porções. Foi a união das duas palavras que originou algo tão delicioso como este convívio ao ar livre. Vivemos tempo estranhos, contudo com a devida segurança, podemos viver essa graciosidade &#8211; a criar, a escrever, a ouvir, a partilhar -, gozando o poder da palavra criativa na preguiça da informalidade. Mónica Menezes é a nossa convidada no Dia Internacional dos Piqueniques. Organiza o 1º Piquenique de Escrita, no dia 4 de Julho 2020, nos jardins da Gulbenkian, em Lisboa. Mónica Menezes já foi jornalista e hoje, além de escrever livros, criou a WordCookies, uma empresa de bolachas com mensagens e dá formação de Escrita Criativa, Storytelling, Biografia, Primeiros passos para escrever um livro, Escrita de Ficção, Criação de Personagens e Produção de Conteúdos para LinkedIN. Foi assim que a conheci. Virtualmente e em tempo de pandemia, acompanhei os exercícios de escrita para todas as idades no seu instagram, que consolavam e despertavam a criatividade no peso dos dias de confinamento. Quis mais… e, hoje, leio e sigo a Mónica e repito workshops, oficinas, porque aprendo sempre e sobretudo aprendi a brincar com as palavras numa partilha transparente e genuína. Tal como num piquenique… Leia o que a Mónica partilhou com o Desculpasparaler: Como surgiu a ideia de organizar o 1º piquenique de escrita criativa? Estou a morrer de saudades de dar formação em formato presencial. Para mim, dar formação não é chegar lá, despejar meia dúzia de coisas e ir embora. Eu gosto do ambiente que se cria. Das amizades que surgem. Dos abraços. Ah, os abraços! Gosto de ouvir as pessoas, de olhar nos olhos, de pegar na mão se for preciso. Sou uma lamechas, eu sei. Assim, no contexto em que vivemos, embora com todo o distanciamento que vamos ter, eu achei que um piquenique era a forma mais próxima e divertida que eu podia arranjar para poder voltar a dar formação presencial.&#160; Quem pode ir ao Piquenique? Por norma, as minhas formações são para o público adulto, mas, desta vez, acho que não faz sentido. Quero juntar pessoas que gostam de escrever, que não gostam, que gostam da natureza&#8230; Pessoas que gostam de rir e de partilhar alegria. Podem ir famílias, claro. Como se liga esta ideia às oficinas que costumas realizar?&#160; As minhas oficinas de escrita criativa têm por base os cinco sentidos e a certeza de que a inspiração está sempre ao virar da esquina. Ao ar livre, então, aposto que os cinco sentidos estarão ainda mais apurados. Como descobriste o dom e o poder da palavra na escrita criativa? O jornalismo já não preenchia?&#160; O meu primeiro contacto com a Escrita Criativa foi em 2008, num workshop na Escrever Escrever, com a Conceição Garcia. E aquilo foi um soco bom na minha barriga. Eu tinha sido mãe pela segunda vez há um mês, estava cansada e escrever, ter tempo para escrever, para mim, para me divertir, foi muito especial. Depois nunca mais larguei. Na altura continuei como jornalista. Só há cerca de uns três anos é que senti que já não era mais para mim. E acho que o jornalismo também sentiu isso em relação a mim. Foi um divórcio de mútuo acordo.&#160; Algum dos teus alunos se tornaram escritores? Tenho três a caminho de publicarem. Mas nem tudo passar por se tornarem escritores. Às vezes, tantas vezes, é só descobrirem algo que os deixa felizes. Isso não é maravilhoso? Já te comoveste com algum texto de alunos? Ou melhor qual foi a emoção mais forte (se é que tiveste&#8230;) com texto de aluno/s?&#160; Aahahahaha! Eu sou a Mónica, a mulher que tem sempre a lágrima pronta para saltar. Já chorei muito, muito ao ponto de soluçar. E ri tanto, mas tanto. Não consigo ser de outra forma. Antes de começar com um grupo novo, penso: &#8220;vá lá, Mónica, agora vais ser crescida e não te envolveres”. Meia hora depois, já sou eu. E só faz sentido assim. Acredito que também é isto que faz com que as pessoas se sintam livre para escrever sobre o que quiserem, como quiserem.&#160; Achas que existem pessoas que não têm o dom da escrita ou é algo que se trabalha?&#160; Há, sem sombra de dúvida, pessoas com o dom da escrita, que nasceram com isso. Há outras que não nasceram, mas, à medida que vão trabalhando, isso vai crescendo. Mas seja em que caso for, tem de se trabalhar sempre. Fazer exercício.&#160; Existe algum autor que escreva algo&#8230; que gostarias de ter escrito?&#160; Gostava muito, muito, muito de ter escrito «A Sombra do Vento», do Zafón. Gostava muito de ter escrito vários do Mia Couto. Gostava muito de ter escrito muitos dos livros do MEC (Miguel Esteves Cardoso). Do Gabo. Do Sepúlveda.&#160;Da Agatha Christie. &#8211; Livro de cabeceira? ou livro da vida? livro que recomendas a qualquer&#160;pessoa que queira aprofundar o dom da escrita?&#160; Acho que há livros diferentes consoante a nossa idade ou o momento da nossa vida. Livro da cabeceira, neste momento, «Tu és genial, mas ainda não sabes», do Rod Judkins. Mas há uns meses estava o «Mostre o seu trabalho», do Austin Kleon. Livro da vida? Nem sei bem. Mas vá, lembrei-me de um que talvez tenha sido o primeiro que me tenha feito pensar &#8220;ah, eu gostava mesmo era de passar a vida a escrever&#8221;: «Mulherzinhas», de Louisa May Alcott. Para aprofundar o dom: «Cem maneiras de melhorar a escrita», de Gary Provost.&#160; Depois disto, penso que ficou cheio de vontade de se juntar a este piquenique dos os cinco sentidos e tenho a certeza que vai descobrir algo novo. Vamos? Para obter mais informações, envie um email para info@monicamenezes.pt. Espreite os livros da autoria da Mónica: Muito à Frente, A app de sobrevivência do adolescente português Miguel e Sinatra, Uma Amizade Especial, em conjunto com Mafalda Vaz e Daniel Vaz Guia Prático do Emigrante. Como escolher um país e preparar a transição sem sobressaltos</p>
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<h2 class="wp-block-heading">Piquenique pressupõe uma refeição partilhada, em que cada um participa, levando comida e bebida, convidando as pessoas a saírem de casa, a estenderem a toalha (usualmente de quadrados vermelhos e brancos, não é?)…</h2>



<p>Acrescento: a gozarem o bom tempo, a brilharem com o Sol, a embalarem ao ritmo da brisa, a diferenciarem os sons do ar quente, a observarem os rasgos da paisagem e a sentirem-se enérgicos na leveza da tarde. </p>



<div class="wp-block-image is-style-rounded"><figure class="alignright size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/06/WhatsApp-Image-2020-06-17-at-20.32.24-1.jpeg" alt="" class="wp-image-2050" width="295" height="196" srcset="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/06/WhatsApp-Image-2020-06-17-at-20.32.24-1.jpeg 1920w, https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/06/WhatsApp-Image-2020-06-17-at-20.32.24-1-600x400.jpeg 600w" sizes="(max-width: 295px) 100vw, 295px" /><figcaption>A Bolacha da Partilha<br> <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.instagram.com/wordcookies/" target="_blank">Créditos WordCookies</a></figcaption></figure></div>



<p>Piquenique é uma palavra de origem francesa. A própria palavra reúne o simbolismo de &#8220;ciscar&#8221; pequenas porções&#8230; a palavra «pique» vem do verbo&nbsp;<em>piquer</em> em francês, inspirado pelas galinhas que ciscam, picam o «nique», pequenas porções. Foi a união das duas palavras que originou algo tão delicioso como este convívio ao ar livre. </p>



<p>Vivemos tempo estranhos, contudo com a devida segurança, podemos viver essa graciosidade &#8211; a criar, a escrever, a ouvir, a partilhar -, gozando o poder da palavra criativa na preguiça da informalidade. <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.instagram.com/monica.r.menezes/" target="_blank">Mónica Menezes</a> é a nossa convidada no Dia Internacional dos Piqueniques. <strong>Organiza o 1º Piquenique de Escrita, no dia 4 de Julho 2020, nos <a href="https://gulbenkian.pt/jardim/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">jardins da Gulbenkian</a>, em Lisboa</strong>.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/06/WhatsApp-Image-2020-06-17-at-20.30.45-3.jpeg" alt="" class="wp-image-2049" width="288" height="191" srcset="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/06/WhatsApp-Image-2020-06-17-at-20.30.45-3.jpeg 1920w, https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/06/WhatsApp-Image-2020-06-17-at-20.30.45-3-600x400.jpeg 600w" sizes="(max-width: 288px) 100vw, 288px" /><figcaption>Apresento-vos a Mónica!</figcaption></figure></div>



<p>Mónica Menezes já foi jornalista e hoje, além de escrever livros, criou a <a href="https://www.instagram.com/wordcookies/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">WordCookies</a>, uma empresa de bolachas com mensagens e dá formação de Escrita Criativa, Storytelling, Biografia, Primeiros passos para escrever um livro, Escrita de Ficção, Criação de Personagens e Produção de Conteúdos para LinkedIN. Foi assim que a conheci. Virtualmente e em tempo de pandemia, acompanhei os exercícios de escrita para todas as idades no seu <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.instagram.com/monica.r.menezes/" target="_blank">instagram</a>, que consolavam e despertavam a criatividade no peso dos dias de confinamento. Quis mais… e, hoje, leio e sigo a Mónica e repito workshops, oficinas, porque aprendo sempre e sobretudo aprendi a brincar com as palavras numa partilha transparente e genuína. Tal como num piquenique…</p>



<h4 class="wp-block-heading">Leia o que a Mónica partilhou com o <a href="https://www.instagram.com/desculpasparaler/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Desculpasparaler</a>:</h4>



<ul class="wp-block-list"><li>Como surgiu a ideia de organizar o 1º piquenique de escrita criativa?</li></ul>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/06/WhatsApp-Image-2020-06-17-at-20.38.24-2.jpeg" alt="" class="wp-image-2051" width="247" height="164" srcset="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/06/WhatsApp-Image-2020-06-17-at-20.38.24-2.jpeg 960w, https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/06/WhatsApp-Image-2020-06-17-at-20.38.24-2-600x400.jpeg 600w" sizes="(max-width: 247px) 100vw, 247px" /><figcaption>Vamos Tu e Eu? Mais informações info@monicamenezes.pt</figcaption></figure></div>



<p><strong>Estou a morrer de saudades de dar formação em formato presencial.</strong> Para mim, dar formação não é chegar lá, despejar meia dúzia de coisas e ir embora. Eu gosto do ambiente que se cria. Das amizades que surgem. Dos abraços. Ah, os abraços! Gosto de ouvir as pessoas, de olhar nos olhos, de pegar na mão se for preciso. Sou uma lamechas, eu sei. <strong>Assim, no contexto em que vivemos, embora com todo o distanciamento que vamos ter, eu achei que um piquenique era a forma mais próxima e divertida que eu podia arranjar para poder voltar a dar formação presencial.&nbsp;</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Quem pode ir ao Piquenique?</li></ul>



<p>Por norma, as minhas formações são para o público adulto, mas, desta vez, acho que não faz sentido. <strong>Quero juntar pessoas que gostam de escrever, que não gostam, que gostam da natureza&#8230; Pessoas que gostam de rir e de partilhar alegria. Podem ir famílias, claro.</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Como se liga esta ideia às oficinas que costumas realizar?&nbsp;</li></ul>



<p><strong>As minhas oficinas de escrita criativa têm por base os cinco sentidos</strong> e a certeza de que a inspiração está sempre ao virar da esquina. <strong>Ao ar livre, então, aposto que os cinco sentidos estarão ainda mais apurados.</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Como descobriste o dom e o poder da palavra na escrita criativa? O jornalismo já não preenchia?&nbsp;</li></ul>



<p>O meu primeiro contacto com a Escrita Criativa foi em 2008, num workshop na <a href="https://www.escreverescrever.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escrever Escrever</a>, com a Conceição Garcia. E aquilo foi um soco bom na minha barriga. Eu tinha sido mãe pela segunda vez há um mês, estava cansada e escrever, ter tempo para escrever, para mim, para me divertir, foi muito especial. Depois nunca mais larguei. Na altura continuei como jornalista. Só há cerca de uns três anos é que senti que já não era mais para mim. <strong>E acho que o jornalismo também sentiu isso em relação a mim. Foi um divórcio de mútuo acordo.&nbsp;</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Algum dos teus alunos se tornaram escritores?</li></ul>



<p><strong>Tenho três a caminho de publicarem. </strong>Mas nem tudo passar por se tornarem escritores. <strong>Às vezes, tantas vezes, é só descobrirem algo que os deixa felizes. Isso não é maravilhoso?</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Já te comoveste com algum texto de alunos? Ou melhor qual foi a emoção mais forte (se é que tiveste&#8230;) com texto de aluno/s?&nbsp;</li></ul>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/06/WhatsApp-Image-2020-06-17-at-20.30.45-2.jpeg" alt="" class="wp-image-2053" width="330" height="220" srcset="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/06/WhatsApp-Image-2020-06-17-at-20.30.45-2.jpeg 1920w, https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/06/WhatsApp-Image-2020-06-17-at-20.30.45-2-600x400.jpeg 600w" sizes="(max-width: 330px) 100vw, 330px" /><figcaption>«(&#8230;)<strong>as pessoas se sintam livre para escrever sobre o que quiserem, como quiserem</strong>.»</figcaption></figure></div>



<p>Aahahahaha! <strong>Eu sou a Mónica, a mulher que tem sempre a lágrima pronta para saltar</strong>. Já chorei muito, muito ao ponto de soluçar. E ri tanto, mas tanto. Não consigo ser de outra forma. Antes de começar com um grupo novo, penso: &#8220;vá lá, Mónica, agora vais ser crescida e não te envolveres”. Meia hora depois, já sou eu. E só faz sentido assim.<strong> Acredito que também é isto que faz com que as pessoas se sintam livre para escrever sobre o que quiserem, como quiserem.</strong>&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Achas que existem pessoas que não têm o dom da escrita ou é algo que se trabalha?&nbsp;</li></ul>



<p>Há, sem sombra de dúvida, pessoas com o dom da escrita, que nasceram com isso. Há outras que não nasceram, mas, à medida que vão trabalhando, isso vai crescendo. Mas seja em que caso for, tem de se trabalhar sempre. Fazer exercício.&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Existe algum autor que escreva algo&#8230; que gostarias de ter escrito?&nbsp;</li></ul>



<p><strong>Gostava muito, muito, muito de ter escrito «A Sombra do Vento», do Zafón. Gostava muito de ter escrito vários do Mia Couto. </strong>Gostava muito de ter escrito muitos dos livros do MEC (Miguel Esteves Cardoso). Do Gabo. Do Sepúlveda.&nbsp;Da Agatha Christie.</p>



<p>&#8211; Livro de cabeceira? ou livro da vida? livro que recomendas a qualquer&nbsp;pessoa que queira aprofundar o dom da escrita?&nbsp;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/06/WhatsApp-Image-2020-06-17-at-20.30.45-4.jpeg" alt="" class="wp-image-2052" width="326" height="217" srcset="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/06/WhatsApp-Image-2020-06-17-at-20.30.45-4.jpeg 1920w, https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/06/WhatsApp-Image-2020-06-17-at-20.30.45-4-600x400.jpeg 600w" sizes="(max-width: 326px) 100vw, 326px" /><figcaption>Estamos prontos! Encontramo-nos dia 4 de Julho.</figcaption></figure></div>



<p>Acho que há livros diferentes consoante a nossa idade ou o momento da nossa vida. <strong>Livro da cabeceira, neste momento, <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.wook.pt/livro/tu-es-genial-rod-judkins/23563574?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank">«Tu és genial, mas ainda não sabes»</a>, do Rod Judkins.</strong> Mas há uns meses estava o «<a rel="noreferrer noopener" href="https://www.wook.pt/ebook/mostre-seu-trabalho-austin-kleon/23368674?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank">Mostre o seu trabalho</a>», do Austin Kleon. Livro da vida? Nem sei bem. Mas vá, lembrei-me de um que talvez tenha sido o primeiro que me tenha feito pensar &#8220;ah, eu gostava mesmo era de passar a vida a escrever&#8221;: «<strong><a href="https://www.wook.pt/livro/mulherzinhas-louisa-may-alcott/11688068?a_aid=5e8f8ddf73b81">Mulherzinhas</a>», de Louisa May Alcott. Para aprofundar o dom: «<a rel="noreferrer noopener" href="https://www.wook.pt/livro/cem-maneiras-de-melhorar-a-escrita-gary-provost/19291930?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank">Cem maneiras de melhorar a escrita</a>», de Gary Provost.&nbsp;</strong></p>



<p>Depois disto, penso que ficou cheio de vontade de se juntar a este piquenique dos os cinco sentidos e tenho a certeza que vai descobrir algo novo. Vamos? Para obter mais informações, envie um email para <a rel="noreferrer noopener" href="mailto:info@monicamenezes.pt" target="_blank">info@monicamenezes.pt</a>.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Espreite os livros da autoria da Mónica:</h4>



<figure class="wp-block-gallery columns-3 is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="265" height="400" src="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/06/app.jpg" alt="" data-id="2042" data-full-url="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/06/app.jpg" data-link="https://desculpasparaler.com/?attachment_id=2042" class="wp-image-2042"/></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="299" height="438" src="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/06/miguel.jpg" alt="" data-id="2043" data-full-url="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/06/miguel.jpg" data-link="https://desculpasparaler.com/?attachment_id=2043" class="wp-image-2043"/></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="267" height="415" src="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/06/monica-1.jpg" alt="" data-id="2044" data-full-url="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/06/monica-1.jpg" data-link="https://desculpasparaler.com/?attachment_id=2044" class="wp-image-2044"/></figure></li></ul></figure>



<ul class="wp-block-list"><li><a rel="noreferrer noopener" href="https://www.wook.pt/livro/muito-a-frente-monica-menezes/11403684?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank">Muito à Frente, A app de sobrevivência do adolescente português</a></li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><a href="https://www.wook.pt/livro/miguel-e-sinatra-mafalda-vaz/19868440?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Miguel e Sinatra, Uma Amizade Especial, em conjunto com Mafalda Vaz e Daniel Vaz</a></li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><a href="https://www.wook.pt/livro/guia-pratico-do-emigrante-monica-menezes/15671492?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Guia Prático do Emigrante. Como escolher um país e preparar a transição sem sobressaltos</a></li></ul>



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		<title>Uma cabeceira de hemisférios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Desculpas para ler]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2020 07:40:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas ao Leitor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na cabeceira de uma Flight Analyst cabe o mundo, em que a divisão acaba por ser intuitiva, entre os livros residentes e os em curso&#8230;. Alexandra Ferreira vive a analisar rotas aéreas, a viajar entre hemisférios&#8230; até na sua cabeceira. A humildade e a curiosidade destacam-se, em que o saber é sempre algo inacabado e sempre pronto a dar o primeiro passo para desbravar o desconhecido. O que habita a tua cabeceira? Na cabeceira tenho vários livros. Não só por uma questão de espaço&#8230;mas essencialmente por intenções em &#8220;ler ASAP&#8221;.&#160; Os residentes: a bíblia (várias) -uma é ilustrada, porque como as crianças preciso de materializar tudo na minha cabeça; «A grande história do mundo» de François Reynaer pela necessidade que sinto de perceber o mundo mas ainda não consegui&#8230;; idêntica motivação para o livro do Prof. Diogo Freitas do Amaral, «Da Lusitânia a Portugal»; «Contos exemplares» da Sophia que descobri este ano (lindo, transcendente, por vezes difícil). Finalizando, pelo que está activo ou leitura em curso, «Homens bons» do Artur Perez Reverte.  O que te fascina do Reverte? Gosto da sua escrita, pelo realismo dos cenários e também pelos mistérios que se desenrolam nas histórias. Sei que gostas muito do escritor Javier Moro, porquê? Fiquei apaixonada pelo 1º livro que li, «Uma paixão indiana», devido à beleza da história/romance passado na Índia que, ao mesmo tempo que me encanta, também me perturba. A música e dança, a gastronomia, o vestuário, as cores (a que imediatamente associo) são vibrantes e fascinam uma europeia. Por outro lado, as dinâmicas sociais são quase inconcebíveis, incompreensíveis. Basicamente, gostei da escrita que tão bem combina tudo isto com factos históricos. Posteriormente, ainda pela Índia, li «O Sari Vermelho». A minha viagem culminou no Brasil, com a leitura (quase imparável) do livro «D. Pedro, o rei-imperador», uma aprendizagem.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Na cabeceira de uma <em>Flight Analyst</em> cabe o mundo, em que a divisão acaba por ser intuitiva, entre os livros residentes e os em curso&#8230;. </h2>



<h3 class="wp-block-heading">Alexandra Ferreira vive a analisar rotas aéreas, a viajar entre hemisférios&#8230; até na sua cabeceira. A humildade e a curiosidade destacam-se, em que o saber é sempre algo inacabado e sempre pronto a dar o primeiro passo para desbravar o desconhecido. </h3>



<p><strong>O que habita a tua cabeceira?</strong></p>



<p>Na cabeceira tenho vários livros. Não só por uma questão de espaço&#8230;mas essencialmente por intenções em &#8220;ler ASAP&#8221;.&nbsp;</p>



<div class="wp-block-image is-style-rounded"><figure class="alignleft size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/06/IMG_20200417_223937.jpg" alt="" class="wp-image-2031" width="323" height="243"/><figcaption>O «Mundo» dos livros</figcaption></figure></div>



<p>Os residentes: a bíblia (várias) -uma é ilustrada, porque como as crianças preciso de materializar tudo na minha cabeça; <a href="https://www.wook.pt/livro/a-grande-historia-do-mundo-francois-reynaert/21186733?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener">«A grande história do mundo»</a> de François Reynaer pela necessidade que sinto de perceber o mundo mas ainda não consegui&#8230;; idêntica motivação para o livro do Prof. Diogo Freitas do Amaral, «<a href="https://www.wook.pt/livro/da-lusitania-a-portugal-diogo-freitas-do-amaral/19842412?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Da Lusitânia a Portugal</a>»; <a href="https://www.wook.pt/livro/contos-exemplares-sophia-de-mello-breyner-andresen/14875026?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener">«Contos exemplares» </a>da Sophia que descobri este ano (lindo, transcendente, por vezes difícil). Finalizando, pelo que está activo ou leitura em curso, <a href="https://www.wook.pt/livro/homens-bons-arturo-perez-reverte/18547862?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener">«Homens bons»</a> do Artur Perez Reverte. </p>



<p><strong>O que te fascina do Reverte? </strong></p>



<p>Gosto da sua escrita, pelo realismo dos cenários e também pelos mistérios que se desenrolam nas histórias.</p>



<p><strong>Sei que gostas muito do escritor <a href="https://www.wook.pt/pesquisa/javier+moro?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Javier Moro</a>, porquê?</strong></p>



<p>Fiquei apaixonada pelo 1º livro que li, <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.wook.pt/livro/pasion-india-booket-javier-moro/12651985?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank">«Uma paixão indiana»</a>, devido à beleza da história/romance passado na Índia que, ao mesmo tempo que me encanta, também me perturba. A música e dança, a gastronomia, o vestuário, as cores (a que imediatamente associo) são vibrantes e fascinam uma europeia. Por outro lado, as dinâmicas sociais são quase inconcebíveis, incompreensíveis.</p>



<p>Basicamente, gostei da escrita que tão bem combina tudo isto com factos históricos.</p>



<p>Posteriormente, ainda pela Índia, li <a href="https://www.wook.pt/livro/el-sari-rojo-javier-moro-lapierre/14418123?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener">«O Sari Vermelho»</a>.</p>



<p>A minha viagem culminou no Brasil, com a leitura (quase imparável) do livro <a href="https://www.wook.pt/livro/d-pedro-o-rei-imperador-javier-moro/22307093?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank" rel="noreferrer noopener">«D. Pedro, o rei-imperador»</a>, uma aprendizagem.</p>



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		<title>A cabeceira da Rainha do Mel</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paula Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2020 21:19:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[A voz da contracapa]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas ao Leitor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No dia da Abelha, pedimos à Maria João Lopes, apicultora, que invadisse as nossas cabeceiras com a doçura do meloso dourado do mel! No dia das Abelhas, a rainha dos livros é a apicultora Maria João Lopes. Uma mulher que aos 40 anos, trocou uma carreira numa multinacional para tornar-se apicultora no Portugal profundo, em Vila de Rei. Aqui começou a produzir mel com características singulares da região. Há quem diga que a By Quintal (marca de Maria João) tem o melhor mel do mundo. De urze, rosmaninho, de pepitas de ouro ou manteiga de mel, o melhor é provar. Porque nós já provámos e somos altamente suspeitos. Um bestseller internacional Na sua mesa de cabeceira, Maria João tem «A História das Abelhas», um livro «ligado à questão pertinente da frágil esperança de sobrevivência das abelhas e consequentemente à extinção da humanidade.» Conta a história de três gerações de apicultores do passado, presente e futuro. A primeira em Inglaterra, 1851. William é um biólogo e comerciante de sementes, que se propõe a construir um novo tipo de colmeia – que lhe dará a ele e aos seus filhos honra e fama. Outra passa-se nos Estados Unidos, 2007. George é um apicultor e trava uma batalha difícil contra a agricultura moderna, mas espera que seu filho possa ser sua salvação. Maria João está também a ler «China, 2098»: «A mão de Tao poliniza manualmente as árvores frutíferas, porque que as abelhas desapareceram há muito tempo do planeta. Quando o filho de Tao é levado prisioneiro pelas autoridades após um trágico acidente e ninguém lhe dá informações sobre o seu paradeiro e condição, ela parte numa longa jornada para descobrir o que lhe aconteceu.» A autora une estas três narrativas muito diferentes, numa história emocionante que trata tanto das relações poderosas entre pais e filhos, quanto da nossa relação com a natureza e a humanidade. Um livro da autora MAJA LUNDE. Um Prémio Nobel Mas há mais. Neste dia das Abelhas, Maria João recomenda: «A Vida das Abelhas» de Maurice Maeterlinck (Prémio Nobel da Literatura 1911). Não é um manual apicultura. É sim, um livro dedicado e indicado para quem quer compreender a dinâmica social de um enxame. É quase de forma poética que o autor aborda as relações entre os indivíduos de uma colmeia. Estabelecendo um paralelismo à sociedade humana ele consegue na sua descrição deste maravilhoso mundo das abelhas, roçar os limites de uma fábula, que no entanto não é mais do que a pura da realidade. Um dos meus favoritos sem dúvida. A história antiga Só mais um destaque. Falando de um autor português, sugiro «Em Nome do Mel» de Marques da Cruz. Este livro relata a história de um dos alimentos mais apreciados e antigos do mundo – o mel. A sua extração, composição, fabricação e as suas diversas utilizações na saúde e na alimentação. Com um amplo receituário entre pratos salgados, doces e bebidas, da história da gastronomia portuguesa, a doce versatilidade do uso do nosso mel, surpreende-nos.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>No dia da Abelha, pedimos à Maria João Lopes, apicultora, que invadisse as nossas cabeceiras com a doçura do meloso dourado do mel!</p>



<p>No dia das Abelhas, a rainha dos livros é a apicultora Maria João Lopes. Uma mulher que aos 40 anos, trocou uma carreira numa multinacional para tornar-se apicultora no Portugal profundo, em Vila de Rei. Aqui começou a produzir mel com características singulares da região. Há quem diga que a <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.facebook.com/byQuintal" target="_blank">By Quintal </a>(marca de Maria João) tem o melhor mel do mundo. De urze, rosmaninho, de pepitas de ouro ou manteiga de mel, o melhor é provar. Porque nós já provámos e somos altamente suspeitos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Um bestseller internacional</h2>



<p>Na sua mesa de cabeceira, Maria João tem <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.wook.pt/livro/a-historia-das-abelhas-maja-lunde/23315962?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank">«<u>A História das Abelhas</u>»</a>, um livro «ligado à questão pertinente da frágil esperança de sobrevivência das abelhas e consequentemente à extinção da humanidade.» </p>



<div class="wp-block-image is-style-rounded"><figure class="alignright size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/05/2-1.png" alt="" class="wp-image-1782" width="305" height="255" srcset="https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/05/2-1.png 940w, https://desculpasparaler.com/wp-content/uploads/2020/05/2-1-600x503.png 600w" sizes="(max-width: 305px) 100vw, 305px" /><figcaption>O doce invade a cabeceira de Maria João</figcaption></figure></div>



<p>Conta a história de três gerações de apicultores do passado, presente e futuro. A primeira em Inglaterra, 1851. William é um biólogo e comerciante de sementes, que se propõe a construir um novo tipo de colmeia – que lhe dará a ele e aos seus filhos honra e fama. Outra passa-se nos Estados Unidos, 2007. George é um apicultor e trava uma batalha difícil contra a agricultura moderna, mas espera que seu filho possa ser sua salvação.</p>



<p>Maria João está também a ler «China, 2098»: «A mão de Tao poliniza manualmente as árvores frutíferas, porque que as abelhas desapareceram há muito tempo do planeta. Quando o filho de Tao é levado prisioneiro pelas autoridades após um trágico acidente e ninguém lhe dá informações sobre o seu paradeiro e condição, ela parte numa longa jornada para descobrir o que lhe aconteceu.»</p>



<p>A autora une estas três narrativas muito diferentes, numa história emocionante que trata tanto das relações poderosas entre pais e filhos, quanto da nossa relação com a natureza e a humanidade. Um livro da autora <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.wook.pt/livro/a-historia-das-abelhas-maja-lunde/23315962?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank">MAJA LUNDE</a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Um Prémio Nobel</h2>



<p>Mas há mais. Neste dia das Abelhas, Maria João recomenda: <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.wook.pt/livro/a-vida-das-abelhas-maurice-maeterlinck/13053461?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank">«<u>A Vida das Abelhas</u>»</a> de Maurice Maeterlinck (Prémio Nobel da Literatura 1911). </p>



<p>Não é um manual apicultura. É sim, um livro dedicado e indicado para quem quer compreender a dinâmica social de um enxame. É quase de forma poética que o autor aborda as relações entre os indivíduos de uma colmeia. Estabelecendo um paralelismo à sociedade humana ele consegue na sua descrição deste maravilhoso mundo das abelhas, roçar os limites de uma fábula, que no entanto não é mais do que a pura da realidade. Um dos meus favoritos sem dúvida.<br></p>



<h2 class="wp-block-heading">A história antiga</h2>



<p>Só mais um destaque. Falando de um autor português, sugiro <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.wook.pt/livro/em-nome-do-mel-marques-da-cruz/102141?a_aid=5e8f8ddf73b81" target="_blank">«Em Nome do Mel»</a> de Marques da Cruz. Este livro relata a história de um dos alimentos mais apreciados e antigos do mundo – o mel. A sua extração, composição, fabricação e as suas diversas utilizações na saúde e na alimentação. Com um amplo receituário entre pratos salgados, doces e bebidas, da história da gastronomia portuguesa, a doce versatilidade do uso do nosso mel, surpreende-nos.</p>



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